Diário de um mago
Compartilhando idéias…

Falando sério…

Quem me conhece pessoalmente já me imaginou como professor?

Serei bem sincero… nem eu imaginava isso.

Ok, ok… vc ter as qualificações pra ser é uma coisa agora procurar SER é outra. E o mais interessante é que eu me identifiquei MUITO com essa profissão!!!

Agora… Eu paro e penso: por que?

Será que é dom?

Ou será que depois de quase 8 anos narrando RPG eu venho me “calibrando” em lidar com a arte de Mestrar?

Sinceramente? A segunda opção é a mais viável. Principalmente quando eu paro e comparo as duas situações: São muito iguais!!! a parte de organizar previamente o que será visto, tentar manter a atenção e, principalmente, a motivação do aluno/jogador na aula/mesa, e por ai vai…

eu chego ao ponto de praticamente usar técnicas de narrativa na aula.

Como eu começo uma aula minha?

“Anteriormente em Excel…”

kkkkkkkkkkkkkkkk sério, sério! eu começo a aula como um bom episódio de mesa de rpg. Fazendo toda aquela recapitulação e dando aquele gás do que eles possivelmente irão ver.

E meus alunos são otimos! Eu rio muito com eles. Eles são fantasticos comigo. Enfim… realmente estou me sentindo ótimo atualmente, tanto que não vejo fazendo outra coisa além disso nos proximos anos.

Porém… nada são flores. Realmente estou sem tempo pra nada e o pobre do Londres de Trevas está cada vez mais sendo empurrado com a barriga. olha a hora que postei esse post no blog: em plena aula de Digitação!!!

Sério… estou sem tempo.

Porém, não vou desistir. Certo, não dá agora pra levar mais de um projeto nas costas. Voices definitivamente foi pro saco até que chegue o fim da 3temp. 1Temp e 2Temp vão indo a passos bem lentos… e é isso.

E a Quarta Temporada?

Realmente esse projeto vai esperar. Vamos fazer cada coisa por sua vez. Faltam pouquissimos episodios pro fim da 3temp (quem acompanha percebe isso), e tem tb os outros projetos já citados. Então, por mais que eu esteja louco pra mostrar pra vcs minhas ideias pra 4temp, mostrar o Andrew, enfim… Louco pra estrear a 4 Temp, esse realmente vai ter que esperar.

Então é isso.

Tenho que voltar agora pra minha aula. E, fiquem ligados! em breve irei fazer uma resenha sobre Mago: o Despertar! O livro de RPG mais aguardado dos ultimos anos finalmente está em minhas mãos e, tal como fiz como Lobisomem, irei tb tecer meus comentários sobre o livro.

Então até a próxima!

Abraços
Eriol – cadurmb@gmail.com
msn: eriol@londresdetrevas.com


Muitos aqui já devem ter passado, em algum momento em suas mesas de rpg, por uma situação (resumida) assim:

“Fulando ganha mais XP do que Cicrano”

“Cicrano questiona o por quê”

“O Mestre explica: ‘pq sua interpretação/participação na mesa não foi satisfatória”

Daí temos três resoluções pra esta situação:

1 – o Cicrano irá tentar melhorar na próxima mesa.

2 – o Cicrano irá fazer maior show tentando argumentar com o Mestre, achando que foi injustiçado.

3 – Irá ficar de mimimi e possivelmente (quase certeza) perderá o interesse pela mesa.

É meus caros mestres… é nessa hora que o bicho pega!

E´toda mesa é a mesma coisa. Começamos bem, o Mestre em sua condição de juiz também observa o desempenho dos jogadores (e, por que não, amigos) durante a sessão, mas no final sempre tem esse dilema.

Mas fazer o que? Dar pontos de XP iguais pra todos será uma injustiça tremenda com o Fulano, que durante toda a mesa carregou a história nas costas, somente ele deu idéias, sugestões, ou até mesmo ordens, pra que a mesa andasse. Em suma: o único Power Ranger Vermelho da história. Com certeza é uma injustiça.

Ok, estamos aqui pra nos divertir, mas a hora do XP é que nem notas em colégio. “Todos estamos lá pra aprender em igual, porém somente na hora da prova podemos ver quem realmente se esforçou”.

E tal como um professor, o Mestre também consome bastante do seu tempo para planejar e arquitetar a mesa que irá narrar (claro… baseando-se que seja um narrador que planeja no estilo dos meus posts anteriores). E como recompensa, o narrador que ter em sua mesa jogadores que sejam tão motivados quanto ele.

Cara… em meus quase 10 anos de rpg, devo dizer: não existe coisa pior do que uma mesa desmotivada e/ou que apenas o Mestre tá a fim de jogar aquela bagaça. quem é mestre me entende. Damos o melhor de nós pra preparar uma mesa/aventura boa, que garanta a diversão de todos (inclusive a dele) pra, no fim das contas, os jogadores terem a mesma “animação” de uma vaca.

Então, voltando para o o contexto do post, vamos entender o que fazer nesse momento tão delicado que é distribuir pontos de XP.

Vamos ser sinceros. Ser Mestre de RPG é o mesmo que ser professor de uma sala de aula. Vc precisa organizar a aula, a turma, verificar a presença, e no fim… a nota.

E partindo desse raciocínio, realmente não podemos ser parciais durante nosso julgamento. Nessa hora, temos que deixar de lado a amizade. Não pra “prejudicar”, e sim pra ajudar. Conversar com o jogador que isso não é pra prejudicá-lo e sim pra mostrar os pontos que ele precisa melhorar.

“Ah, Mestre… mas eu não sei interpretar!!”

Ninguém nasce sabendo! E é nessa hora que o mestre, que julga-se ser o mais experiente da mesa, irá ajudar esses jogadores. No meu caso em particular, geralmente eu peço pra que os jogadores assistam algum filme ou episódio de uma série (o último é mais usado) pra tentar pegar “o clima da interpretação”. Além disso eu sempre tento mostrar minhas performances como ator, mostrando que, por bem pouco vc já pode conseguir proezas.

Vc não pode exigir que o cara da noite pro dia vire o Johnny Depp, mas pode tentar conseguir pelo menos que o jogador “saia” de sua vida e passe a viver a vida de seu personagem.

Interpretar nunca foi e nunca será facil. Até mesmo em séries longas os atores afirmam que seus personagens tem muito deles (e eles dos persongens). A questão é: incentivo. Afinal, estamos aqui pra nos divertir.

Tente sempre conversar com seus jogadores em particular. Falar seus pontos negativos e positivos (sim!! Todo mundo tem pontos positivos, lembre-se disso!). Tente dizê-lo que, não é pra ele tentar “agradar” o mestre e/ou tentar ser um astro do teatro britânico. Fale: “Seja vc. Vc é a pessoa que dá vida a esse pedaço de papel que chamamos de Ficha. Mas, não imagine como se vc fosse um telespectador, e sim o protagonista da história. Viva a história. Coloque-se no lugar de seu personagem. Imagine a dor dele de perder sua mãe. Imagine o peso psicológico de ser o médico que, infelizmente, tentou salvar a mãe de seu amigo da mesa. Lembre-se de que, no passado, toda sua familia morreu por causa de uma traição. Imagine-se sozinho no mundo dependendo apenas de suas habilidades.

Em resumo: imagine!

Depois disso, ganhar/dar o ponto de XP por interpretação será bem mais fácil!

E ai entramos no caso da tabelinha de distribuição de XP. Cada jogo tem sua própria tabela, porém eu gosto muito da tabela do Storyteller. (particularmente não me lembro agora de cabeça, mas assim que puder eu artualizo o post mostrando)

Na Tabela do Storyteller outro pondo que gosto é a Participação. Claro, voltando a historia do Power Ranger vermelho que faz tudo sozinho, temos que incentivar os jogadores a participar da mesa, se não a história irá virar um monólogo!

Então… pra finalizar algo que é impossivel de finalizar (visto que este será sempre um problema para os jogadores e mestres) acredito que, com essas dicas talvez (eu disse “talvez”) melhore.

Como estou em plena hora de trabalho aqui na minha “vadiagem malemolente®”, talvez eu ainda expande mais esse texto quando chegar em casa.

Beleza?

Até a próxima!


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Salve galera!

Eu sei, andei um bom tempo sumido sem poostar nada. Mas, problemas à parte, acredito que agora terei a possibilidade de conseguir voltar a atualizar esse blog que tanto amo fazer! (sério, eu adoro fazer, o problema é tempo!)

Com o decorrer da semana vou explicando com detalhes o que tá acontecendo com seu escritor favorito de webséries de rpg! (caso eu não seja o unico da categoria =P)

Até meus abraços e até o proximo post que sairá no mais tardá até amanhã!

Abraços!

Profº Eriol.

(ps: “pq professor”?? Ahá! estou falando que tenho novidades….)


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Dando continuidade aos artigos relacionados ao Londres de Trevas, técnicas de narrativa, influências e construção de cenário, hoje irei falar sobre Personagens e Ganchos em aberto.

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A idéia principal quando se vai criar uma história é: “Do que ou de quem irei contar uma história?”. Quando se trata principalmente de um romance, é difícil falar “do que”, afinal fazer um romance sobre “As Belezas e Desafios do Pantanal” não tem tanta emoção quanto contar a história de pessoas, com suas vidas e conflitos humanos. Então nesse ponto era o fator: “Personagens”. Mas, qual o real papel dos personagens numa história?

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Primeiramente você pensa: “pô, Eriol, é obvio: eles são o coração da história. A narrativa não é nada sem seu protagonista!”. Sim, vocês estão certos! Agora… E se eu disser que os Personagens são muito mais do que simplesmente o “Coração” da história? E se eu disser que eles são o pulmão, o estomago, o fígado, o intestino, os rins, os órgãos genitais, o cérebro… Sim, os Personagens são muito mais do que “aquele que bombeia a vida para a história”, eles são o cerne de tudo aquilo que torna a história viva.

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Você pode ter um cenário perfeito. Uma história perfeita. Uma narrativa formidável! Mas tudo isso cai por terra quando você não tem Personagens pra dar vida a isso tudo! E ainda fazendo analogia ao corpo humano, os Personagens também são divididos numa trama em categorias bem claras: Os principais (vitais, como cérebro e coração), os secundários (Rins e o fígado) e os terciários (como os órgãos genitais). E cada um deles deve ser bem preparado na criação de uma história, se não tudo cai por terra.

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Peguemos por exemplo o Londres de Trevas. É claro para os leitores que nessa 3ª temporada o personagem principal é o anjo Danyael Kimble. A série começa com ele, e independente de qual arco esteja no ar, ele sempre aparece e tem uma história só dele, colateral a história principal. Outros personagens principais, porém sempre vistos em segundo plano com relação ao Danyael, temos o Erick Russell e Sebastian West. São personagens que também seguiram toda a Temporada e sempre vão estar mais focados que outros.

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Sem seguida temos os personagens secundários. Neles posso citar todos os personagens “principais” dos arcos. Lembra quando disse que a 3temp é subdivida em grandes arcos e cada arco é focado em um grupo de personagens? Então, temos: Nick, Derek, Stephanie, Dan Viper, Matt, Spark, James, Keira, Phill, Lilith, Michelle e Flávius. Cada um desses personagens tem uma importancia vital pra série, entretanto são personagens considerados secundários por que eles influenciam SIM na história, porém não são vitais (vide que posso matar um ou outro sem REALMENTE acabar com a história). Tipo um rim. Você pode viver com um!

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Não estou aqui desmerecendo os personagens, mas é obvio isso. A história, por mais que seja aberta como uma Crônica (contos de uma cidade sobrenatural), ela precisa ter um foco mais preciso, e nesse caso é o protagonista Danyael, que quando não esteve presente foi muito bem substituído pelo Erick e pelo Sebastian. Então, no caso dos secundários, eles precisam dar mais vida à história, afinal não é um monólogo sobre a vida de 1 única pessoa.

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Depois disso temos os Terciários, que por sinal são o real motivo deste post. Eles são a base que sustenta a pirâmide. Por mais que todos olhem para cima, sem eles é impossível ter os personagens primários e secundários. Quem eles são: os pais, a família, os amigos, os colegas do trabalho, e por ai vai… Os terciários muitas vezes são confundidos com os Antagonistas, porém o cú não tem nada haver com as calças! Antagonistas também são separados em primários, secundários e terciários, e numa lista diferente dos personagens protagonistas. (além do que, os Antagonistas são muito mais importantes pra historia do que qualquer protagonista loiro, alto, e forte que tem uma espada fuderosa).

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Tendo ciência disso, sabemos que ao planejar nossas histórias temos que ter muito cuidado na escolha dos personagens e, principalmente, na inclusão dos mesmos. É claro que, quando se trata de uma longa trama, nenhum escritor tem uma idéia precisa de quantos personagens irá usar ao decorrer da trama. Mas, ao incluir qualquer tipo de personagem, temos que ter em mente que: se colocou ele, agora arque com a responsabilidade.

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“Como assim, Eriol?”

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Simplesmente não podemos colocar um personagem, no caso terciário, à toa na série e deixá-lo à míngua (ou simplesmente desaparecer com ele) durante a história. Se você colocou. Deu nome e sobrenome. Deu uma pequena história. Então agora arque com o peso de que ele é agora um terciário e deve ter tanta atenção quando você dá pros secundários e primários. Por que se você não fizer isso haverá o que se chamamos de “ponta solta”. Tenho um exemplo perfeito pra esse tipo de caso.

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Vocês já assistiram a série Lost? Lembra da repercussão que gerou em trono do fato do Rodrigo Santoro está na série? Então… pra quem assistiu a série já sabe onde estou querendo chegar! Simplesmente a série inclui o personagem do Rodrigo na promessa de no mínimo dá algum tipo de gás a história, ele foi desenvolvido, tinha background, personalidade, enfim… era o típico personagem terciário da série. Agora, o que aconteceu REALMENTE com ele na série? R: Foi totalmente esquecido e deixado de lado, à ponto de que os roteiristas, num desespero que eles mesmos assumem o erro, tiveram que matá-lo para não fazer mais merda.

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Outro exemplo, desta vez absurdamente negativo, que posso dar é Smallville. Durante a sexta temporada simplesmente tiram a personagem Martha Kent da série (sim, a MÃE do Super-Homem) e hoje ela tá tão esquecida que nem um “telefonema nos dias das mães” o (perfeito) Clark Kent dá. E vice-versa! Como pode desaparecer da série a mulher que é a precursora do nascimento do herói, que até mesmo no filme mostrou estar sempre do lado dele, ser jogada completamente fora como se tivesse simplesmente morrido?

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Acho que vocês estão começando a entender onde quero chegar. A inclusão de personagens deve ser feita com muito cuidado e atenção, por que se não o arrependimento vai ser muito grande quando você olhar pra trás e falar: “puta, que merda que fiz!”. E olha que quem vos fala tem uma GRANDE experiência nesse tipo coisa!

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Quem lê o Londres deve se lembrar que na Segunda Temporada Danyael e Stephanie tinham mais dois irmãos caçulas. Claro que quando criei a Segunda Temporada eu pensei em incluí-los apenas pra dar, em algum episódio, aquele “alívio cômico” à série, mas nem de longe isso foi preciso! Simplesmente por que de alívio cômico eu já tinha meia-dúzia de personagens assim (Spark, Spinel, Matt, Tawnee, Nick, e Sebastian) e colocar mais uma “dupla de irmãos sapecas que vão aprontar grandes confusões e curtir altas aventuras nesta cidade do barulho” [modo sessão da tarde: OFF] não ia servir de nada na série.

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Por isso que, discretamente, na minha revisão da Segunda Temporada eu removi os gêmeos e ainda por cima deixei de mencioná-los na Terceira Temporada, como se nunca tivessem existido (“Um escritor muito do esperto, que se meteu em uma confusão tamanho família, agora tenta concertar sua gafe da pesada antes que entre em confusões pra lá de Bagdá!”) (ok, chega de piadas de narrador da sessão da tarde^^).

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Como disse anteriormente, a série que mais me deu “aulas de narrativa” foi sem dúvida Fullmetal Alchemist. Tanto o anime quanto o mangá é bem rigoroso com relação a inclusão dos personagens na série. Seja ele um simples empregado do açougue, o oficial que serviu de segurança dos irmãos Elric, ou então uma menina que só sabe ler e ter memória eidética, esse personagem terá sua importância na história e será, no mínimo, mencionado ao decorrer da mesma. No final, ele terá seu próprio desfecho, por mais que seja simples e relevante.

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Isso pode parecer um tanto paranóico, mas pra mim é algo extremamente importante. Mostra o quanto os criadores da série estão preocupados em fazer algo bem feito, de qualidade, evitando qualquer tipo de deslize ou arrependimento futuro. Mostra também a dedicação, o profissionalismo e o respeito que eles tem, não apenas com a série, mas com os fãs que o acompanham. É muito gratificante chegar no final de uma saga e falar: “Nossa! Que história perfeita!”, só isso valerá pros criadores um pedacinho do Céu particular!

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Então, sabendo disso tudo, vamos concluir a resenha:

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Primeiro, sempre deixe bem claro quem são os Protagonistas de sua série. Isso fará com que você tenha os pés sempre no chão. Mesmo que a série que você pretende fazer tenha 5, 10, 20 personagens, certamente terá 1, 2, ou 3 que serão os mais focados e é neles que você tem que manter a atenção principal.

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Depois disso, naturalmente irão surgir os secundários. Mas os secundários não será algo muito complicado, eles irão aparecer naturalmente, apenas tenha desde o inicio a certeza de que: Eles SÃO secundários. Independente se ele fez ou faz mais sucesso que os primários, não vá fazer a besteira de “de repente” eles se tornarem Protagonistas só por que o publica os adora. Vocês podem até citar: “Ah, o Castiel de Supernatural era secundário, hoje ele é protagonista!” – Não, não é! O ator pode ter conseguido seu lugar no Elenco fixo junto com os irmãos Winchester, mas a história em momento algum vai deixar os irmãos de lado e sua história pra focar exclusivamente o Castiel. O mesmo vale, em Fullmetal, o Coronel Mustang. “Everybody loves Roy Mustang”, e por mais que a série tenha arcos exclusivos do Coronel, a série é deixa bem claro que a história é dos irmãos Elric e sua busca em recuperar seus corpos de volta.

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Dito isso, se a preocupação com os secundários é importante, os Terciários devem ter igual cuidado. Ok, eles estão ali só pro mundo não girar em torno dos Protagonistas, mas eles EXISTEM, são seres humanos que nem eu e você e eles merecem no mínimo ter uma atenção. Colocar um personagem na trama “apenas pra ficar legal” é fazer trabalho de bosta. Sacar uma “pokebola mágica” e de dentro sair uma Criatura Fantástica só pra fazer o protagonista ser o “fodão” não cola! Então, dito isso, toda vez que você incluir um personagem terciário saiba bem o que está fazendo, e principalmente, mesmo que ele fique no banco de reservas, lembre-se que ele existe! Durante a história, dá uma reaparição dele. Faça com que ajude de alguma forma o protagonista ou simplesmente faça com que a história precise de uma “ajudinha” dele, como se fosse uma participação especial! Tenho certeza que quando fizer isso, tanto os leitores quanto os fãs vão ficar muito felizes de ver que sua série favorita é tão viva quanto a vida real!

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Então é isso. Se eu tiver me esquecido de dizer alguma coisa vou incluindo nos comentários. Por isso, não deixem de colocar seus comentários com perguntas, opiniões e criticas, assim posso abranger mais sobre o assunto.

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Outra dica antes de ir: Tudo que foi dito aqui poderá será PERFEITAMENTE usando em Narrativa de RPG. É só trocar algumas palavras e tudo fará sentido!

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Abraços!


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O que está acontecendo com nossos Super-Heróis???

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Passei praticamente 1/3 de minha infância e juventude acompanhando de perto um Universo inteiro de Super-Heróis, que tinham seus altos e baixos, seus problemas pessoais, familiares, profissionais. Que tinham que lidar diariamente com tanto com a vida quanto com a morte. Mas ai está o problema! Por mais que o Super-Homem (sim, nerds malditos do séc. 21, me recuso a chamá-lo de “Superman” só pq a industria de brinquedos quer que seja assim!) fique noivo, se case, ganhe um apartamento da hora de seu amigo Bruce, ele sempre será “repaginado” a cada dez anos!!!

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Particularmente eu não gosto disso! Ok, pensando como uma empresa agora, não posso ficar preso apenas à uma geração, afinal de contas elas crescem, entram pra faculdade, se casam, tem filhos… enfim, quadrinho se torna trivial. No meu caso em particular, eu apenas abandonei quando as HQs deixaram de serem “gibis”. Sim, pra mim isso foi um choque! (OO). Mas, do que adianta eu ficar chocado, se por um lado eu concordo com eles? Está vindo uma nova geração ai, os que nasceram na década de noventa e eles querem conhecer esse universo e não “pegar o bonde andando”.

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Mas cara… precisa ser tão radicais? Serei sincero: EU CANSEI DAS CRISES DA DC!

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Quem é DCnauta vai me entender muito bem! Cara… todo ano tem uma Crise! Pior!!! Nos últimos anos está praticamente impossível acompanhar uma Crise, pq existem “os preparativos pra crise”, “A contagem regressiva”, “O dia da Crise”, “A Crise”, “As semanas que antecederam a Crise”, “O nova saga dos quadrinhos pós-crise”, e por fim, “Aquela não foi a Crise de verdade! ESTA é a verdadeira Crise!!!!!).

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Meu olhar de desprezo pra eles: ¬.¬

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Eu não quero saber mais de “quem voltou a vida” ou “quem morreu”, ou ainda mais “aquilo sobre o passado do heróis foi alterado…”. Mermão… VtnC!!!

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Será que após ANOS fazendo quadrinhos os americanos não aprenderam nada?? Será que em pleno Século 21, vendo a forma que os japoneses fazem quadrinhos, eles não aprenderam nada???

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“Ok, Eriol… Qual o motivo do pití de hoje?”

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Cara… esta semana tive uma tarde de discussão sobre o mundo dos quadrinhos com meu amigo de Chatotiba (outro nerd maldito que nem eu). E eu vi que ele tava baixando as scans dos quadrinhos atuais, principalmente da mais nova saga da DC: “A Noite Mais Densa”. Que por sinal, só pelo fato do Hal Jordan e do Barry Allen voltarem à vida já me desmotivou à ler.

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A verdade mesmo… a DC já me desmotivou à muito tempo…

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Eu ainda tenho saudades dos tempos que eu curtia o “Lois & Clark” (não a série de TV, mas os quadrinhos). Eu era leitor exatamente na época do casamento, onde foi um ano acompanhando uma saga que hoje daria uma puta série (ou novela, afinal após tantos namoros, idas e vindas, noivados, ex-amantes, inimigos caga-paus, pra tudo terminar em casamento, pra mim pareceu novela das oito!). Naquela época eu sonhava alto. Tinha minhas aspirações em ser como o Clark. Ter uma esposa como a Lois. Fazer jornalismo… Sim, sim, o sonho deste humilde escritor era de ser jornalista, mas… wharever.

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Daí, vocês sempre podem me pegar paquerando uma banca de jornal olhando pras HQs dos Super. Mas… como é que lê aquilo? Se quando eu pego pra ler descubro que o passado dele mudou todo, que seus super-vilões não são mais vilões, que ele tem um nome do meio… Pra mim isso já tá demais!

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Ok, ok… to parecendo aqueles velhos resmungões que não aceita as “mudanças”. Não é bem assim também. Eu mesmo sempre fui à favor das mudanças nos super-heróis, principalmente no fato da cueca por cima da calça. Certo, alguém aqui sabe REALMENTE do porquê os super-heróis usam a cueca por cima da calça? Ou melhor… Por que o Super-Homem usa a cueca por cima da calça por mais de 70 anos?

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Bom, críticos de plantão, vamos pra realidade. O motivo da “cueca” nada mais é do que um fator artístico. Como bem sabem, os quadrinhos dos anos 20~30 eram feitos em gráficas bem mais “rústicas” do que as atuais e em papeis jornal que lembram aquele papel higiênico rosa de 1 real que você encontra em qualquer buteco. Em resumo… Desenhar um homem de colã naquela época em p&b dava a impressão nítida de que eles estava pelado (ou que parecia muito com o boneco do Ken). Então… pra não haver confusões, desenhavam um tipo de “shortinho” pra deixar beeemm claro que ele não estava pelado.

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Viu? Não é um motivo idiota. Idiota é a porra dos fãs americanos criticarem a DC comics toda vez que ela inventa de dar uma “modernizada” no uniforme do escoteiro azul. Eu mesmo adorei a fase do Super-Homem Elétrico. Ele me pareceu bem legal, moderno e pronto pra ser o novo super-homem do século XXI, ou pelo menos serviria pra dar um pouco de novidades ao velho “para o alto e avante”.

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Só que criticaram até não poder mais e infelizmente não durou nem uma temporada inteira o novo visu.

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Então… o foda é isso. Eu fico esperando pra encontrar grandes sagas e aventuras nas bancas de jornais e o que encontro é um monte de Crises, Mortes, ressurreições… Ah… cansei disso. Por isso que hoje eu só assisto e leio Fullmetal Alchemist. Pelo menos os japoneses são mais “realistas” que os americanos.

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E foi numa dessas minhas “crises” que eu andei dando uma paquerada na Marvel. Não. Não virei “marvete”, mas… Quando um amigo meu de Fortaleza (abraços, Mauro) me mostrou uma das revistas dele (que fazia parte de uma saga) eu não acreditei no que li. Senti literalmente que em minhas mãos tinha, nada mais, nada menos, que “O Mais Alto Nivel da Evolução dos Quadrinhos”.

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Tinha realismo. Tinha conflitos altamente adultos. E tinha também temas incrivelmente atuais. Estou falando de nada menos do que a saga “Guerra Civil”.

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Foi uma saga que eu, sinceramente, fiquei estupefato com a qualidade do roteiro e da narrativa (ok, ok.. lembram dos meus posts anteriores que atualmente, como escritor, eu não consigo mais ver ou ler nada sem prestar atenção nesses detalhes?). Eu fiquei com um tesão tão grande por aquela série que praticamente tava virando um Marvete de carterinha! Fora que na mesma época dois filmes da Marvel tavam fazendo sucesso: Homem de Ferro e Hulk (Batman foi foda, eu sei. Mas foi antes do Batman isso…). Só que… infelizmente, nem tudo são flores.

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Na verdade… NÃO houve flores.

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A Marvel fez no ultimo capitulo, de uma saga que eu tava chamando de “definitiva do século 21”, aquilo que eu MAIS ODIEI NA MARVEL: todo final de “Crise” botar seus Super-Herois pra se baterem, pra saber “Who is the Best?”.

Achei aquilo podre.

Medíocre.

Digno de dizer: “VtnC aquele que me fez ler essa porra!!!!” (desculpe, Mauro…)

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Ah cara… C’mon! Ces além de ofenderem a minha inteligência, estragaram uma obra que poderia ser fantástica! EU fazia um final melhor que aquilo, e olha que sou o cara que por duas vezes fez finais “overpowers” em sua série! Ainda me lembro de minhas discussões com o Mauro e o Toni de como seria o final. De quão “imprevisível” ele era (há! Sei…¬.¬). E das hipóteses que nós tínhamos!!!

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Eu vou ser sincero… Eu esperava algo pelo menos no nível da Zero Hora da DC: No final descobrimos que tudo não passou de uma plano maquiavélico do Homem de Ferro pra ter o controle de tudo, pois ele se tornou do mal. Clichê? Sim, mas melhor do que ver 10 dúzias de super-heróis saindo na porrada!

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Cara… durante a saga os quadrinhos estavam incríveis! Tipo… na revista do Homem de Ferro falava sobre os “Illuminatti”, uma sociedade secreta dentro dos Vingadores e que ELES decidiam o futuro do Mundo. Achei aquilo extremamente inteligente, afinal, eles eram os homens mais poderosos do mundo DE VERDADE. Homem de Ferro, Professor X, Namor, e uns outros lá que não lembro o nome pq não sou Marvete. Enfim… Pra um escritor de suspense e intrigas conspiratórias, aquilo foi o ápice dos quadrinhos! Já tava certo meu divórcio com a DC e assumir logo meu relacionamento com a Marvel.

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Pois é… Vou parar por aqui por que ainda dói me lembrar do momento que li o capítulo 7 de Guerra Civil…

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Então, voltando ao tema do Post, O QUE ESTÃO FAZENDO COM OS NOSSOS SUPER-HERÓIS??? Será que os americanos precisam mesmo ver que todos os nascidos na geração 2000 odeiam super-herois e preferem ver anime e ler mangá? Pois eu não duvido muito esse dia chegar. Isso, se já não chegou (vide que a maioria dos fãs atuais são um bando de nerd maldito barbado, cheio de cabelo na virilia, e que não faz nada na vida a não ser discutir sobre o a existência de outras Lanternas além da verde no universo).

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Bom… vou encerrar por aqui pq realmente esse post não vai levar a nada. Foi mais um desabafo mermo. Pra vocês saberem um pouco mais sobre meus gostos e saber o que acho sobre eles…

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Até a próxima e um abração a todos!


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