Diário de um mago
Compartilhando idéias…

Desde que me entendo por gente, eu sempre joguei Sonic. Foi meu primeiro jogo de vídeo-game, no meu primeiro vídeo-game: Mega Drive 3. Desde então sou fã do ouriço azul de longa data… (estamos falando de meados de 91~92). Acompanhei toda a saga dele do Mega, depois sua estréia nas novas plataformas 3D, e por fim os novos jogos pra PC. Chegou então a hora de comentar sobre o mais novo jogo dele lançado pras plataformas de ultima geração: Playstation 3 e Xbox 360.

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A premissa da Sega ao anunciar “Sonic Next-Gen” (nome pelo qual é conhecido) seria de a revolucionar tudo que já foi mostrado pra Sonic nos últimos tempos. Seria como se fosse um reboot da franquia, porém mantendo elementos clássicos como a amizade do Trio-Heroes: Sonic, Tails e Knuckles. Além disso ainda íamos contar com a presença do recém saído de seu jogo-solo, Shadow the Hedgehog. Entre outros personagens. Seria o jogo do século com gráficos absurdamente fuderozords e velocidade ao extremo! Em resumo, a Sega fez o que não devia ter feito… Deixou todas as expectativas nas estrelas! O resultado? Quando o jogo foi lançado a queda das expectativas foi terrível…

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Cara. Eu sou fã de Sonic. Jogo qualquer jogo que tiver o nome do ouriço, até aqueles clássicos do Master System que eu nem sou muito fã (com exceção do Sonic Labirinty, que eu gostaria muito de tê-lo no meu celular!). E esse jogo não seria diferente! Assim que tive a oportunidade aqui em Chatotiba de ir numa lan e jogar no Xbox, não poupei tempo (nem dinheiro) pra poder zerá-lo. Mas, assim como eu vinha vendo nas criticas (tanto de fãs quanto as especializadas) o jogo realmente não foi lá essas coisas todas que a Sega prometeu.

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Primeiro que voltou o que havia de mais chato no Sonic Adventure: a parte de “City Adventure”. O personagem agora, no entre atos, tem que sair andando pela cidade (no caso Solleanna) pra encontrar as fases, conversando com a população ou simplesmente fazendo mini-games. Cara, estamos falando de SONIC e não de Zelda (nada contra Zelda, mas por meios de comparação vocês entendem)! Quando se fala do ouriço imaginamos um jogo altamente dinâmico, com fases velozes ou simplesmente cheias de ação, com viadutos explodindo, caças aéreos detonando tudo, exploração de catacumbas amaldiçoadas (aaahhh saudades do Sonic Adventure 2…). Em resumo, a “ação” só faz parte de 60% do jogo com um todo. O resto é formado por esses “fields” e os chatíssimos e insuportáveis “loadings”.

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“Loading”. Nossa… nem no meu PC de 1 giga de RAM e sem placa de vídeo offboard um loading demora tanto como nesse jogo do Xbox (pensei que fosse o console, mas depois eu li que no Play3 é a merma coisa). Teve até uma vez que eu tava com muito sono, não tinha dormido nada, daí quando fui pra lan fiquei “pescando” durante os loading. Cara… muito tosco isso!

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Mas vamos falar sobre o jogo…

O jogo tem uma história PHODA! Só que é manjadíssima! Durante um festival, Dr. Eggman ataca a cidade atrás das Emerald Chaos e do segredo sobre as “Flames of Disaster”. Além disso, numa história paralela, entra em cena o mais novo personagem da série Sonic: Silver The Hedgehog. O novo ouriço prateado que, diferente do Sonic e do Shadow não corre muito, possui algo que eu sempre achei fantástico: Poderes Psíquicos! (alguém se lembrou do Nick Polansk? :P ). Esse personagem veio de um futuro caótico (ao estilo do futuro do Episódio 50 do LdT) pra buscar o chamado “Iblis Trigger”, aquele que é a chave pra evitar o futuro caótico que ele vive. Isso encerra o clichêzão da história. (assim como em Dragon Ball Z, no futuro de Silver o Sonic tinha morrido também, tal como aconteceu com o Goku no futuro de Trunks.)

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Então… Mas como mencionei antes, estamos falando de “Sonic”. História aqui é o de menos, queremos ver ação!!! E o jogo até que começa bem em sua primeira fase com o ouriço azul correndo por loopings freneticamente e deslizando sobre a água. Ok que no meio da fase o Tails estraga tudo entrando em cena pra dar um “suporte” pro Sonic, mas tirando isso a aventura segue freneticamente principalmente no ultimo ato onde o Sonic corre “literalmente” a quase  200km/h (como? Ele SÓ corre. Daí depende de você ter reflexos rápidos pra se desviar dos obstáculos e tentar não cair nos abismos. Muito louco isso!).

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Mas é como falei… isso faz parte de apenas 30% do jogo (sim, vide que a historia é dividida em 3 arcos de historia: Sonic, Shadow e Silver, e que a ação é apenas 60% do jogo, então, essas fases de adrenalina é apenas na historia do Sonic: 30% do jogo). Isso não me fez broxar a ponto de largar o jogo. Pelo contrário, fui até o fim! Mas tenho certeza que outros jogadores não-fãs do ouriço teriam ficado sem zerar as 3 histórias, principalmente a do Shadow que não é lá essas coisas todas como nos tempos do Dreamcast. Além disso, tem os gráficos do jogo que REALMENTE são o ponto alto do jogo.

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Pelo menos nisso a Sega não exagerou! O jogo tem gráficos incrivelmente fodas! A fase “Crisis City” (o futuro de Trunks) é uma versão de Nova York devastada por chamas ardentes e bichos demoníacos. Lembra do inferno do filme Constantine? Então! E isso num cenário que parece ter quilômetros de extensão virtual. Prédios explodindo janelas, tempestades de fogo, carros enferrujados sendo arremessados contra você… tudo isso num gráfico que beira o “CG” (eu sei Gubez, não é perfeito como o CG, mas que pro jogo faltou pouco pra ser, faltou!). Não são aqueles gráficos quadriculados que até hoje a gente vê nos jogos atuais. Só pra ter uma idéia, o próprio Sonic não tem aquelas “falhas” quadriculadas. Eu não sei o termo que se usam, mas numa comparação leiga, digamos que comparado ao Sonic Heroes, o Sonic Next-Gen tem um bilhão de recursos gráficos à mais só no ouriço azul. É sim de encher os olhos lágrimas de tanta perfeição. (as imagens que estou colocando aki no blog não são CG, são do jogo mesmo!!!)

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Daí é isso. Cheguei ao final do jogo com aquele final clássico do Sonic enfrentando uma Criatura Super-Fuderozord (que por sinal tinha o poder de destruir o Tempo e o Espaço) como Super-Sonic. Mas no final mesmo eu pensei sinceramente: “essa historia ia ficar mais legal se fosse outro herói, e não o Sonic. Podia ser qualquer personagem, desde do Mario até o Super-Homem”. Enfim, o jogo foi lançado, a Sega viu que não foi lá essas coisas, e quase na mesma época ela buscou lançar outros jogos e a bola da vez foi Sonic Unleashed. Mas isso fica pra uma próxima resenha!

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Minha nota pessoal pro jogo? De zero a dez, dou 7. E olha que to sendo generoso!

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Abraços e vida longa ao Ouriço azul!


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