Diário de um mago
Compartilhando idéias…

Dando continuidade aos artigos relacionados ao Londres de Trevas, técnicas de narrativa, influências e construção de cenário, hoje irei falar sobre Personagens e Ganchos em aberto.

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A idéia principal quando se vai criar uma história é: “Do que ou de quem irei contar uma história?”. Quando se trata principalmente de um romance, é difícil falar “do que”, afinal fazer um romance sobre “As Belezas e Desafios do Pantanal” não tem tanta emoção quanto contar a história de pessoas, com suas vidas e conflitos humanos. Então nesse ponto era o fator: “Personagens”. Mas, qual o real papel dos personagens numa história?

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Primeiramente você pensa: “pô, Eriol, é obvio: eles são o coração da história. A narrativa não é nada sem seu protagonista!”. Sim, vocês estão certos! Agora… E se eu disser que os Personagens são muito mais do que simplesmente o “Coração” da história? E se eu disser que eles são o pulmão, o estomago, o fígado, o intestino, os rins, os órgãos genitais, o cérebro… Sim, os Personagens são muito mais do que “aquele que bombeia a vida para a história”, eles são o cerne de tudo aquilo que torna a história viva.

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Você pode ter um cenário perfeito. Uma história perfeita. Uma narrativa formidável! Mas tudo isso cai por terra quando você não tem Personagens pra dar vida a isso tudo! E ainda fazendo analogia ao corpo humano, os Personagens também são divididos numa trama em categorias bem claras: Os principais (vitais, como cérebro e coração), os secundários (Rins e o fígado) e os terciários (como os órgãos genitais). E cada um deles deve ser bem preparado na criação de uma história, se não tudo cai por terra.

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Peguemos por exemplo o Londres de Trevas. É claro para os leitores que nessa 3ª temporada o personagem principal é o anjo Danyael Kimble. A série começa com ele, e independente de qual arco esteja no ar, ele sempre aparece e tem uma história só dele, colateral a história principal. Outros personagens principais, porém sempre vistos em segundo plano com relação ao Danyael, temos o Erick Russell e Sebastian West. São personagens que também seguiram toda a Temporada e sempre vão estar mais focados que outros.

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Sem seguida temos os personagens secundários. Neles posso citar todos os personagens “principais” dos arcos. Lembra quando disse que a 3temp é subdivida em grandes arcos e cada arco é focado em um grupo de personagens? Então, temos: Nick, Derek, Stephanie, Dan Viper, Matt, Spark, James, Keira, Phill, Lilith, Michelle e Flávius. Cada um desses personagens tem uma importancia vital pra série, entretanto são personagens considerados secundários por que eles influenciam SIM na história, porém não são vitais (vide que posso matar um ou outro sem REALMENTE acabar com a história). Tipo um rim. Você pode viver com um!

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Não estou aqui desmerecendo os personagens, mas é obvio isso. A história, por mais que seja aberta como uma Crônica (contos de uma cidade sobrenatural), ela precisa ter um foco mais preciso, e nesse caso é o protagonista Danyael, que quando não esteve presente foi muito bem substituído pelo Erick e pelo Sebastian. Então, no caso dos secundários, eles precisam dar mais vida à história, afinal não é um monólogo sobre a vida de 1 única pessoa.

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Depois disso temos os Terciários, que por sinal são o real motivo deste post. Eles são a base que sustenta a pirâmide. Por mais que todos olhem para cima, sem eles é impossível ter os personagens primários e secundários. Quem eles são: os pais, a família, os amigos, os colegas do trabalho, e por ai vai… Os terciários muitas vezes são confundidos com os Antagonistas, porém o cú não tem nada haver com as calças! Antagonistas também são separados em primários, secundários e terciários, e numa lista diferente dos personagens protagonistas. (além do que, os Antagonistas são muito mais importantes pra historia do que qualquer protagonista loiro, alto, e forte que tem uma espada fuderosa).

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Tendo ciência disso, sabemos que ao planejar nossas histórias temos que ter muito cuidado na escolha dos personagens e, principalmente, na inclusão dos mesmos. É claro que, quando se trata de uma longa trama, nenhum escritor tem uma idéia precisa de quantos personagens irá usar ao decorrer da trama. Mas, ao incluir qualquer tipo de personagem, temos que ter em mente que: se colocou ele, agora arque com a responsabilidade.

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“Como assim, Eriol?”

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Simplesmente não podemos colocar um personagem, no caso terciário, à toa na série e deixá-lo à míngua (ou simplesmente desaparecer com ele) durante a história. Se você colocou. Deu nome e sobrenome. Deu uma pequena história. Então agora arque com o peso de que ele é agora um terciário e deve ter tanta atenção quando você dá pros secundários e primários. Por que se você não fizer isso haverá o que se chamamos de “ponta solta”. Tenho um exemplo perfeito pra esse tipo de caso.

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Vocês já assistiram a série Lost? Lembra da repercussão que gerou em trono do fato do Rodrigo Santoro está na série? Então… pra quem assistiu a série já sabe onde estou querendo chegar! Simplesmente a série inclui o personagem do Rodrigo na promessa de no mínimo dá algum tipo de gás a história, ele foi desenvolvido, tinha background, personalidade, enfim… era o típico personagem terciário da série. Agora, o que aconteceu REALMENTE com ele na série? R: Foi totalmente esquecido e deixado de lado, à ponto de que os roteiristas, num desespero que eles mesmos assumem o erro, tiveram que matá-lo para não fazer mais merda.

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Outro exemplo, desta vez absurdamente negativo, que posso dar é Smallville. Durante a sexta temporada simplesmente tiram a personagem Martha Kent da série (sim, a MÃE do Super-Homem) e hoje ela tá tão esquecida que nem um “telefonema nos dias das mães” o (perfeito) Clark Kent dá. E vice-versa! Como pode desaparecer da série a mulher que é a precursora do nascimento do herói, que até mesmo no filme mostrou estar sempre do lado dele, ser jogada completamente fora como se tivesse simplesmente morrido?

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Acho que vocês estão começando a entender onde quero chegar. A inclusão de personagens deve ser feita com muito cuidado e atenção, por que se não o arrependimento vai ser muito grande quando você olhar pra trás e falar: “puta, que merda que fiz!”. E olha que quem vos fala tem uma GRANDE experiência nesse tipo coisa!

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Quem lê o Londres deve se lembrar que na Segunda Temporada Danyael e Stephanie tinham mais dois irmãos caçulas. Claro que quando criei a Segunda Temporada eu pensei em incluí-los apenas pra dar, em algum episódio, aquele “alívio cômico” à série, mas nem de longe isso foi preciso! Simplesmente por que de alívio cômico eu já tinha meia-dúzia de personagens assim (Spark, Spinel, Matt, Tawnee, Nick, e Sebastian) e colocar mais uma “dupla de irmãos sapecas que vão aprontar grandes confusões e curtir altas aventuras nesta cidade do barulho” [modo sessão da tarde: OFF] não ia servir de nada na série.

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Por isso que, discretamente, na minha revisão da Segunda Temporada eu removi os gêmeos e ainda por cima deixei de mencioná-los na Terceira Temporada, como se nunca tivessem existido (“Um escritor muito do esperto, que se meteu em uma confusão tamanho família, agora tenta concertar sua gafe da pesada antes que entre em confusões pra lá de Bagdá!”) (ok, chega de piadas de narrador da sessão da tarde^^).

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Como disse anteriormente, a série que mais me deu “aulas de narrativa” foi sem dúvida Fullmetal Alchemist. Tanto o anime quanto o mangá é bem rigoroso com relação a inclusão dos personagens na série. Seja ele um simples empregado do açougue, o oficial que serviu de segurança dos irmãos Elric, ou então uma menina que só sabe ler e ter memória eidética, esse personagem terá sua importância na história e será, no mínimo, mencionado ao decorrer da mesma. No final, ele terá seu próprio desfecho, por mais que seja simples e relevante.

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Isso pode parecer um tanto paranóico, mas pra mim é algo extremamente importante. Mostra o quanto os criadores da série estão preocupados em fazer algo bem feito, de qualidade, evitando qualquer tipo de deslize ou arrependimento futuro. Mostra também a dedicação, o profissionalismo e o respeito que eles tem, não apenas com a série, mas com os fãs que o acompanham. É muito gratificante chegar no final de uma saga e falar: “Nossa! Que história perfeita!”, só isso valerá pros criadores um pedacinho do Céu particular!

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Então, sabendo disso tudo, vamos concluir a resenha:

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Primeiro, sempre deixe bem claro quem são os Protagonistas de sua série. Isso fará com que você tenha os pés sempre no chão. Mesmo que a série que você pretende fazer tenha 5, 10, 20 personagens, certamente terá 1, 2, ou 3 que serão os mais focados e é neles que você tem que manter a atenção principal.

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Depois disso, naturalmente irão surgir os secundários. Mas os secundários não será algo muito complicado, eles irão aparecer naturalmente, apenas tenha desde o inicio a certeza de que: Eles SÃO secundários. Independente se ele fez ou faz mais sucesso que os primários, não vá fazer a besteira de “de repente” eles se tornarem Protagonistas só por que o publica os adora. Vocês podem até citar: “Ah, o Castiel de Supernatural era secundário, hoje ele é protagonista!” – Não, não é! O ator pode ter conseguido seu lugar no Elenco fixo junto com os irmãos Winchester, mas a história em momento algum vai deixar os irmãos de lado e sua história pra focar exclusivamente o Castiel. O mesmo vale, em Fullmetal, o Coronel Mustang. “Everybody loves Roy Mustang”, e por mais que a série tenha arcos exclusivos do Coronel, a série é deixa bem claro que a história é dos irmãos Elric e sua busca em recuperar seus corpos de volta.

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Dito isso, se a preocupação com os secundários é importante, os Terciários devem ter igual cuidado. Ok, eles estão ali só pro mundo não girar em torno dos Protagonistas, mas eles EXISTEM, são seres humanos que nem eu e você e eles merecem no mínimo ter uma atenção. Colocar um personagem na trama “apenas pra ficar legal” é fazer trabalho de bosta. Sacar uma “pokebola mágica” e de dentro sair uma Criatura Fantástica só pra fazer o protagonista ser o “fodão” não cola! Então, dito isso, toda vez que você incluir um personagem terciário saiba bem o que está fazendo, e principalmente, mesmo que ele fique no banco de reservas, lembre-se que ele existe! Durante a história, dá uma reaparição dele. Faça com que ajude de alguma forma o protagonista ou simplesmente faça com que a história precise de uma “ajudinha” dele, como se fosse uma participação especial! Tenho certeza que quando fizer isso, tanto os leitores quanto os fãs vão ficar muito felizes de ver que sua série favorita é tão viva quanto a vida real!

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Então é isso. Se eu tiver me esquecido de dizer alguma coisa vou incluindo nos comentários. Por isso, não deixem de colocar seus comentários com perguntas, opiniões e criticas, assim posso abranger mais sobre o assunto.

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Outra dica antes de ir: Tudo que foi dito aqui poderá será PERFEITAMENTE usando em Narrativa de RPG. É só trocar algumas palavras e tudo fará sentido!

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Abraços!


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O que está acontecendo com nossos Super-Heróis???

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Passei praticamente 1/3 de minha infância e juventude acompanhando de perto um Universo inteiro de Super-Heróis, que tinham seus altos e baixos, seus problemas pessoais, familiares, profissionais. Que tinham que lidar diariamente com tanto com a vida quanto com a morte. Mas ai está o problema! Por mais que o Super-Homem (sim, nerds malditos do séc. 21, me recuso a chamá-lo de “Superman” só pq a industria de brinquedos quer que seja assim!) fique noivo, se case, ganhe um apartamento da hora de seu amigo Bruce, ele sempre será “repaginado” a cada dez anos!!!

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Particularmente eu não gosto disso! Ok, pensando como uma empresa agora, não posso ficar preso apenas à uma geração, afinal de contas elas crescem, entram pra faculdade, se casam, tem filhos… enfim, quadrinho se torna trivial. No meu caso em particular, eu apenas abandonei quando as HQs deixaram de serem “gibis”. Sim, pra mim isso foi um choque! (OO). Mas, do que adianta eu ficar chocado, se por um lado eu concordo com eles? Está vindo uma nova geração ai, os que nasceram na década de noventa e eles querem conhecer esse universo e não “pegar o bonde andando”.

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Mas cara… precisa ser tão radicais? Serei sincero: EU CANSEI DAS CRISES DA DC!

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Quem é DCnauta vai me entender muito bem! Cara… todo ano tem uma Crise! Pior!!! Nos últimos anos está praticamente impossível acompanhar uma Crise, pq existem “os preparativos pra crise”, “A contagem regressiva”, “O dia da Crise”, “A Crise”, “As semanas que antecederam a Crise”, “O nova saga dos quadrinhos pós-crise”, e por fim, “Aquela não foi a Crise de verdade! ESTA é a verdadeira Crise!!!!!).

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Meu olhar de desprezo pra eles: ¬.¬

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Eu não quero saber mais de “quem voltou a vida” ou “quem morreu”, ou ainda mais “aquilo sobre o passado do heróis foi alterado…”. Mermão… VtnC!!!

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Será que após ANOS fazendo quadrinhos os americanos não aprenderam nada?? Será que em pleno Século 21, vendo a forma que os japoneses fazem quadrinhos, eles não aprenderam nada???

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“Ok, Eriol… Qual o motivo do pití de hoje?”

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Cara… esta semana tive uma tarde de discussão sobre o mundo dos quadrinhos com meu amigo de Chatotiba (outro nerd maldito que nem eu). E eu vi que ele tava baixando as scans dos quadrinhos atuais, principalmente da mais nova saga da DC: “A Noite Mais Densa”. Que por sinal, só pelo fato do Hal Jordan e do Barry Allen voltarem à vida já me desmotivou à ler.

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A verdade mesmo… a DC já me desmotivou à muito tempo…

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Eu ainda tenho saudades dos tempos que eu curtia o “Lois & Clark” (não a série de TV, mas os quadrinhos). Eu era leitor exatamente na época do casamento, onde foi um ano acompanhando uma saga que hoje daria uma puta série (ou novela, afinal após tantos namoros, idas e vindas, noivados, ex-amantes, inimigos caga-paus, pra tudo terminar em casamento, pra mim pareceu novela das oito!). Naquela época eu sonhava alto. Tinha minhas aspirações em ser como o Clark. Ter uma esposa como a Lois. Fazer jornalismo… Sim, sim, o sonho deste humilde escritor era de ser jornalista, mas… wharever.

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Daí, vocês sempre podem me pegar paquerando uma banca de jornal olhando pras HQs dos Super. Mas… como é que lê aquilo? Se quando eu pego pra ler descubro que o passado dele mudou todo, que seus super-vilões não são mais vilões, que ele tem um nome do meio… Pra mim isso já tá demais!

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Ok, ok… to parecendo aqueles velhos resmungões que não aceita as “mudanças”. Não é bem assim também. Eu mesmo sempre fui à favor das mudanças nos super-heróis, principalmente no fato da cueca por cima da calça. Certo, alguém aqui sabe REALMENTE do porquê os super-heróis usam a cueca por cima da calça? Ou melhor… Por que o Super-Homem usa a cueca por cima da calça por mais de 70 anos?

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Bom, críticos de plantão, vamos pra realidade. O motivo da “cueca” nada mais é do que um fator artístico. Como bem sabem, os quadrinhos dos anos 20~30 eram feitos em gráficas bem mais “rústicas” do que as atuais e em papeis jornal que lembram aquele papel higiênico rosa de 1 real que você encontra em qualquer buteco. Em resumo… Desenhar um homem de colã naquela época em p&b dava a impressão nítida de que eles estava pelado (ou que parecia muito com o boneco do Ken). Então… pra não haver confusões, desenhavam um tipo de “shortinho” pra deixar beeemm claro que ele não estava pelado.

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Viu? Não é um motivo idiota. Idiota é a porra dos fãs americanos criticarem a DC comics toda vez que ela inventa de dar uma “modernizada” no uniforme do escoteiro azul. Eu mesmo adorei a fase do Super-Homem Elétrico. Ele me pareceu bem legal, moderno e pronto pra ser o novo super-homem do século XXI, ou pelo menos serviria pra dar um pouco de novidades ao velho “para o alto e avante”.

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Só que criticaram até não poder mais e infelizmente não durou nem uma temporada inteira o novo visu.

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Então… o foda é isso. Eu fico esperando pra encontrar grandes sagas e aventuras nas bancas de jornais e o que encontro é um monte de Crises, Mortes, ressurreições… Ah… cansei disso. Por isso que hoje eu só assisto e leio Fullmetal Alchemist. Pelo menos os japoneses são mais “realistas” que os americanos.

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E foi numa dessas minhas “crises” que eu andei dando uma paquerada na Marvel. Não. Não virei “marvete”, mas… Quando um amigo meu de Fortaleza (abraços, Mauro) me mostrou uma das revistas dele (que fazia parte de uma saga) eu não acreditei no que li. Senti literalmente que em minhas mãos tinha, nada mais, nada menos, que “O Mais Alto Nivel da Evolução dos Quadrinhos”.

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Tinha realismo. Tinha conflitos altamente adultos. E tinha também temas incrivelmente atuais. Estou falando de nada menos do que a saga “Guerra Civil”.

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Foi uma saga que eu, sinceramente, fiquei estupefato com a qualidade do roteiro e da narrativa (ok, ok.. lembram dos meus posts anteriores que atualmente, como escritor, eu não consigo mais ver ou ler nada sem prestar atenção nesses detalhes?). Eu fiquei com um tesão tão grande por aquela série que praticamente tava virando um Marvete de carterinha! Fora que na mesma época dois filmes da Marvel tavam fazendo sucesso: Homem de Ferro e Hulk (Batman foi foda, eu sei. Mas foi antes do Batman isso…). Só que… infelizmente, nem tudo são flores.

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Na verdade… NÃO houve flores.

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A Marvel fez no ultimo capitulo, de uma saga que eu tava chamando de “definitiva do século 21”, aquilo que eu MAIS ODIEI NA MARVEL: todo final de “Crise” botar seus Super-Herois pra se baterem, pra saber “Who is the Best?”.

Achei aquilo podre.

Medíocre.

Digno de dizer: “VtnC aquele que me fez ler essa porra!!!!” (desculpe, Mauro…)

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Ah cara… C’mon! Ces além de ofenderem a minha inteligência, estragaram uma obra que poderia ser fantástica! EU fazia um final melhor que aquilo, e olha que sou o cara que por duas vezes fez finais “overpowers” em sua série! Ainda me lembro de minhas discussões com o Mauro e o Toni de como seria o final. De quão “imprevisível” ele era (há! Sei…¬.¬). E das hipóteses que nós tínhamos!!!

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Eu vou ser sincero… Eu esperava algo pelo menos no nível da Zero Hora da DC: No final descobrimos que tudo não passou de uma plano maquiavélico do Homem de Ferro pra ter o controle de tudo, pois ele se tornou do mal. Clichê? Sim, mas melhor do que ver 10 dúzias de super-heróis saindo na porrada!

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Cara… durante a saga os quadrinhos estavam incríveis! Tipo… na revista do Homem de Ferro falava sobre os “Illuminatti”, uma sociedade secreta dentro dos Vingadores e que ELES decidiam o futuro do Mundo. Achei aquilo extremamente inteligente, afinal, eles eram os homens mais poderosos do mundo DE VERDADE. Homem de Ferro, Professor X, Namor, e uns outros lá que não lembro o nome pq não sou Marvete. Enfim… Pra um escritor de suspense e intrigas conspiratórias, aquilo foi o ápice dos quadrinhos! Já tava certo meu divórcio com a DC e assumir logo meu relacionamento com a Marvel.

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Pois é… Vou parar por aqui por que ainda dói me lembrar do momento que li o capítulo 7 de Guerra Civil…

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Então, voltando ao tema do Post, O QUE ESTÃO FAZENDO COM OS NOSSOS SUPER-HERÓIS??? Será que os americanos precisam mesmo ver que todos os nascidos na geração 2000 odeiam super-herois e preferem ver anime e ler mangá? Pois eu não duvido muito esse dia chegar. Isso, se já não chegou (vide que a maioria dos fãs atuais são um bando de nerd maldito barbado, cheio de cabelo na virilia, e que não faz nada na vida a não ser discutir sobre o a existência de outras Lanternas além da verde no universo).

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Bom… vou encerrar por aqui pq realmente esse post não vai levar a nada. Foi mais um desabafo mermo. Pra vocês saberem um pouco mais sobre meus gostos e saber o que acho sobre eles…

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Até a próxima e um abração a todos!


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Desde que me entendo por gente, eu sempre joguei Sonic. Foi meu primeiro jogo de vídeo-game, no meu primeiro vídeo-game: Mega Drive 3. Desde então sou fã do ouriço azul de longa data… (estamos falando de meados de 91~92). Acompanhei toda a saga dele do Mega, depois sua estréia nas novas plataformas 3D, e por fim os novos jogos pra PC. Chegou então a hora de comentar sobre o mais novo jogo dele lançado pras plataformas de ultima geração: Playstation 3 e Xbox 360.

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A premissa da Sega ao anunciar “Sonic Next-Gen” (nome pelo qual é conhecido) seria de a revolucionar tudo que já foi mostrado pra Sonic nos últimos tempos. Seria como se fosse um reboot da franquia, porém mantendo elementos clássicos como a amizade do Trio-Heroes: Sonic, Tails e Knuckles. Além disso ainda íamos contar com a presença do recém saído de seu jogo-solo, Shadow the Hedgehog. Entre outros personagens. Seria o jogo do século com gráficos absurdamente fuderozords e velocidade ao extremo! Em resumo, a Sega fez o que não devia ter feito… Deixou todas as expectativas nas estrelas! O resultado? Quando o jogo foi lançado a queda das expectativas foi terrível…

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Cara. Eu sou fã de Sonic. Jogo qualquer jogo que tiver o nome do ouriço, até aqueles clássicos do Master System que eu nem sou muito fã (com exceção do Sonic Labirinty, que eu gostaria muito de tê-lo no meu celular!). E esse jogo não seria diferente! Assim que tive a oportunidade aqui em Chatotiba de ir numa lan e jogar no Xbox, não poupei tempo (nem dinheiro) pra poder zerá-lo. Mas, assim como eu vinha vendo nas criticas (tanto de fãs quanto as especializadas) o jogo realmente não foi lá essas coisas todas que a Sega prometeu.

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Primeiro que voltou o que havia de mais chato no Sonic Adventure: a parte de “City Adventure”. O personagem agora, no entre atos, tem que sair andando pela cidade (no caso Solleanna) pra encontrar as fases, conversando com a população ou simplesmente fazendo mini-games. Cara, estamos falando de SONIC e não de Zelda (nada contra Zelda, mas por meios de comparação vocês entendem)! Quando se fala do ouriço imaginamos um jogo altamente dinâmico, com fases velozes ou simplesmente cheias de ação, com viadutos explodindo, caças aéreos detonando tudo, exploração de catacumbas amaldiçoadas (aaahhh saudades do Sonic Adventure 2…). Em resumo, a “ação” só faz parte de 60% do jogo com um todo. O resto é formado por esses “fields” e os chatíssimos e insuportáveis “loadings”.

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“Loading”. Nossa… nem no meu PC de 1 giga de RAM e sem placa de vídeo offboard um loading demora tanto como nesse jogo do Xbox (pensei que fosse o console, mas depois eu li que no Play3 é a merma coisa). Teve até uma vez que eu tava com muito sono, não tinha dormido nada, daí quando fui pra lan fiquei “pescando” durante os loading. Cara… muito tosco isso!

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Mas vamos falar sobre o jogo…

O jogo tem uma história PHODA! Só que é manjadíssima! Durante um festival, Dr. Eggman ataca a cidade atrás das Emerald Chaos e do segredo sobre as “Flames of Disaster”. Além disso, numa história paralela, entra em cena o mais novo personagem da série Sonic: Silver The Hedgehog. O novo ouriço prateado que, diferente do Sonic e do Shadow não corre muito, possui algo que eu sempre achei fantástico: Poderes Psíquicos! (alguém se lembrou do Nick Polansk? :P ). Esse personagem veio de um futuro caótico (ao estilo do futuro do Episódio 50 do LdT) pra buscar o chamado “Iblis Trigger”, aquele que é a chave pra evitar o futuro caótico que ele vive. Isso encerra o clichêzão da história. (assim como em Dragon Ball Z, no futuro de Silver o Sonic tinha morrido também, tal como aconteceu com o Goku no futuro de Trunks.)

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Então… Mas como mencionei antes, estamos falando de “Sonic”. História aqui é o de menos, queremos ver ação!!! E o jogo até que começa bem em sua primeira fase com o ouriço azul correndo por loopings freneticamente e deslizando sobre a água. Ok que no meio da fase o Tails estraga tudo entrando em cena pra dar um “suporte” pro Sonic, mas tirando isso a aventura segue freneticamente principalmente no ultimo ato onde o Sonic corre “literalmente” a quase  200km/h (como? Ele SÓ corre. Daí depende de você ter reflexos rápidos pra se desviar dos obstáculos e tentar não cair nos abismos. Muito louco isso!).

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Mas é como falei… isso faz parte de apenas 30% do jogo (sim, vide que a historia é dividida em 3 arcos de historia: Sonic, Shadow e Silver, e que a ação é apenas 60% do jogo, então, essas fases de adrenalina é apenas na historia do Sonic: 30% do jogo). Isso não me fez broxar a ponto de largar o jogo. Pelo contrário, fui até o fim! Mas tenho certeza que outros jogadores não-fãs do ouriço teriam ficado sem zerar as 3 histórias, principalmente a do Shadow que não é lá essas coisas todas como nos tempos do Dreamcast. Além disso, tem os gráficos do jogo que REALMENTE são o ponto alto do jogo.

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Pelo menos nisso a Sega não exagerou! O jogo tem gráficos incrivelmente fodas! A fase “Crisis City” (o futuro de Trunks) é uma versão de Nova York devastada por chamas ardentes e bichos demoníacos. Lembra do inferno do filme Constantine? Então! E isso num cenário que parece ter quilômetros de extensão virtual. Prédios explodindo janelas, tempestades de fogo, carros enferrujados sendo arremessados contra você… tudo isso num gráfico que beira o “CG” (eu sei Gubez, não é perfeito como o CG, mas que pro jogo faltou pouco pra ser, faltou!). Não são aqueles gráficos quadriculados que até hoje a gente vê nos jogos atuais. Só pra ter uma idéia, o próprio Sonic não tem aquelas “falhas” quadriculadas. Eu não sei o termo que se usam, mas numa comparação leiga, digamos que comparado ao Sonic Heroes, o Sonic Next-Gen tem um bilhão de recursos gráficos à mais só no ouriço azul. É sim de encher os olhos lágrimas de tanta perfeição. (as imagens que estou colocando aki no blog não são CG, são do jogo mesmo!!!)

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Daí é isso. Cheguei ao final do jogo com aquele final clássico do Sonic enfrentando uma Criatura Super-Fuderozord (que por sinal tinha o poder de destruir o Tempo e o Espaço) como Super-Sonic. Mas no final mesmo eu pensei sinceramente: “essa historia ia ficar mais legal se fosse outro herói, e não o Sonic. Podia ser qualquer personagem, desde do Mario até o Super-Homem”. Enfim, o jogo foi lançado, a Sega viu que não foi lá essas coisas, e quase na mesma época ela buscou lançar outros jogos e a bola da vez foi Sonic Unleashed. Mas isso fica pra uma próxima resenha!

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Minha nota pessoal pro jogo? De zero a dez, dou 7. E olha que to sendo generoso!

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Abraços e vida longa ao Ouriço azul!


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O que é que posso falar de Fullmetal Alchemist? Tipo… tudo que penso sobre a série alcança níveis extraordinários de elogios nos quais eu mesmo não me agüento em mim de tanta euforia. Pois é… enrolei, enrolei, mas é chegada a hora de falar da série que atualmente está em primeiro lugar no Top 10 dos meus favoritos, desbancando (e com louvor) o cargo que a 14 anos era de Cavaleiros do Zodíaco!

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A série fala de dois irmãos quem vivem num mundo onde a Alquimia (leia-se magia, pq não é bem a “alquimia” no sentido literal da palavra) é comumente conhecida e até mesmo usada pelos militares. Esses irmãos sofrem dois dramas familiares logo no inicio da historia: Primeiro a mãe morre deixando-os totalmente sozinhos no mundo (o pai havia saído de casa quando eles ainda eram novinhos). Vale ressaltar que estamos falando de crianças nessa historia. O mais velho tinha 11 anos quando a mãe morreu. O segundo drama, e o ponto chave do começo da trama, é quando eles tentaram usar a alquimia pra ressuscitar a mãe deles.

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Claro que é de se imaginar que não deu certo. Acontece (literalmente) um Efeito Colateral no qual o mais velho perde o braço direito e a perna esquerda e o irmão mais novo perdeu o corpo inteiro. Essa foi considerada uma dos maiores e melhores inícios de animes de todos os tempos (e o mais chocante também). Na minha opinião não poderia ser melhor! Daí o mais velho pra salvar a vida de seu irmãozinho consegue prender a alma dele em uma armadura usando um selo de alquimia com seu próprio sangue. E, após o choque traumático, o mais velho percebe a merda que fizeram, coloca próteses mecânicas, e resolve se tornar um Alquimista Federal – a única forma de conseguir recursos suficientes pra poder recuperar seus corpos de volta.

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Um ano depois, a aventura começa.

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Particularmente o principal fato que me chamou a atenção pra FMA seria o fato de ter magia na história. Tal como gostei de Sakura Card Captors e Harry Potter, Fullmetal não foi uma exceção. Entretanto, foram as peculiaridades e forma que a história foi desenvolvida que tornaram Fullmetal especial para mim.

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“Como assim, Eriol?”. Cara, vocês estão falando com um escritor. Nos últimos cinco anos eu não consigo ver ou ler nada com os mesmos olhos de antes. Hoje em dia quando procuro ver um filme no cinema, por exemplo, eu presto atenção no enredo, na forma que foi dirigida, de como a história está sendo produzida, na atuação dos personagens. Isso tudo por que eu, já que não tenho condições de ir pagar um curso específico, tento buscar nas fontes ao meu redor aulas de como criar uma história. E com Fullmetal não foi diferente.

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A primeira coisa que percebi em Fullmetal quando vi pela primeira vez foi sua estrutura de enredo. Ele era tão elaboradamente entrelaçado que simplesmente não deixou margens para nenhuma ponta solta. Além disso temos também a magnífica forma de inclusão de personagens. Apenas em fullmetal (até o momento) eu vi um respeito enorme pro fato de “se coloco esse personagem na trama, alguma razão deve ter”. Não vou simplesmente dá-lo nome, uma cena só dele, um backgroundzinho pra depois descartá-lo como lixo. Isso nós vemos MUITO nas séries americanas. Quem aqui não me cita pelo menos um personagem que “pareceu” ter relevância numa serie e no final não era nada além de um “pipoqueiro na porta da escola”?

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A autora teve tanto cuidado em incluir os seus personagens que ela teve um problemão quando chegou perto do fim do mangá. Ela tinha vários personagens pra finalizar e não queria abandoná-los de qualquer forma. Esse tipo de tratamento fez com que eu também repensasse a forma que trato meus personagens no Londres, principalmente quando me lembro de minha TERRIVEL mancada na 2temp onde me esqueci completamente do segundo protagonista mais importante: Sebastian West. (no qual tive que me redimir logo no inicio da terceira!).

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Só o fato da trama ser incrivelmente intrincada e dos personagens terem importância, por menor que fossem, tornou Fullmetal incrivelmente fantástico pra mim. Só que tinha mais! Muito mais! A autora da série é considerada por mim um dos gênios da literatura.

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Não sei se isso é comum de mulheres escritoras, como era o caso de JK. Rowling e seu bruxinho, mas o fato é: Hiromu Arakawa (criadora de FMA) é uma das poucas criadoras que consegue somar de forma magistral Drama com Comédia. E ainda por cima temperar com doses de ação e suspense bem elaboradas!

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Em Fullmetal Alchemist logo no inicio você percebeu o drama que é. Entretanto, na cena seguinte você começa a dar boas gargalhadas com a cabeça quente de Edward Elric (o irmão mais velho) e o jeitinho “bom moço” de seu irmão Alphonse, que como está preso em uma armadura que não expressa emoções, tem que se desdobrar em jeitos de falar pra mostrar sua emoção.

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E a comédia é um dos pontos altíssimos de Fullmetal. Mesmo sendo um “desenho animado” até mesmo pessoas pouco ligadas a isso não conseguem evitar de rir de situações extremamente “nonsense”. (ex: eles “verem” a lembrança de sua avó adotiva mais nova no balão de lembrança de outro cara e falarem chocados: “quem é essa?!?!”) Além de outras tiradas inteligentíssimas como o diálogo entre o Flame Alchemist e o Fullmetal. Isso sim é o que eu chamo de “técnica pra cativar o espectador”. (né, leitores de Londres 1temp que ainda se lembram do Spinel com saudades^^).

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Então… Além do fato d’eu me apaixonar pela forma que a série é feita, vem junto outro fator que foi mortal pra eu me cair de amores completamente: Magia! E não é apenas uma magia qualquer… Lembram quando falei que Fullmetal lembra Mago: A Ascensão? Mermão, quem me conhece sabe: Eu AMO o rpg Mago de formas indescritíveis de se dizer. Agora imagine eu ver uma série que so falta falar sobre “avatar”, “Tradições” e “Tecnocracias pra se tornar a forma animada do rpg? (o que? a Metafísica da Magia?? Há! Vocês ainda não viram nada de Fullmetal… se vocês verem a “teoria do Ed” de como ele irá recuperar o corpo do irmão você delira!)

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Simplesmente não consigo ver a série sem fazer referencias ao Mago. Isso até chega a irritar quem está do meu lado (abraços Gui e Willian!!!). Paradigmas, paradoxo, rituais, esferas, rotinas, Arete sem foco, círculos de magia, fetiches, Familiares, leis da metafísica, etc, etc, etc… enfim… um prato cheio pra um jogador de mago. E pra mim, aos 25 anos, no qual estou muito seletivo pra o que eu assisto, Fullmetal tomou com glórias o lugar de CdZ, principalmente pq CdZ virou aquele tipo de “lembranças da minha infância” entende? Foi bom. Na época. Hoje já não me agrada mais.

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E atualmente eu continuo assistindo Fullmetal. Pra aqueles que não estão sabendo a série está sendo refeita só que agora seguindo a historia do mangá. Não entendeu? Vou explicar. O mangá começou em meados de 2000~2001 e devido ao sucesso logo caiu pra animação. Só que na época o mangá ainda estava sendo feito (pra vocês terem uma idéia o mangá vai acabar este ano) daí a série pra não virar algo sem fim como Pokémon e Naruto (e Bleach, e One Piece, etc) a produtora da série (que vale lembrar os nomes de peso: Bones, Sony e Square Enix [sim, sim, a mesma de Final Fantasy]) conversou com a autora se poderia fazer um caminho diferente do mangá. A autora não apenas concordou como resenhou o final da primeira série que terminou magistralmente!

Agora, alguns anos depois, vem Fullmetal Alchemist: Brotherhood, que é a mesma série so que seguindo agora de onde a série antiga se separou do mangá (e dando sequencia). Enfim, todo domingo é dia de Fullmetal Alchemist aqui em casa! Saiu no Japão, os Fansubs lançam as legendas PT-br e lá estou eu com pipoca e coca-cola curtindo meu domingão! [pra quem estiver interessado: www.punch-fansub.com.br].

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Então… é como eu disse pro meu amigo daki de Chatotiba: falar de Fullmetal será difícil pq não saberei citar uma critica negativa pra série. Entretanto, com o decorrer do blog eu irei falar ainda mais sobre série, pq se tem algo que influenciou muito a forma que eu lido com o Londres hoje ele foi Fullmetal Alchemist. O próximo post sobre Londres de Trevas, por exemplo, irei falar sobre o “tratamento com os personagens secundários e terciários” e, depois de ler este post, fica óbvio que eu irei adentrar ainda mais no que se diz respeito à FMA.

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É isso! Uma série do CARALIO que recomendo à todos!

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Abraços!


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Vcs já deve ter visto este simbolo em algum lugar não? Ou já viram em alguns sites um lance sobre “RSS” ou “Feed”. Mas… Vcs sabem realmente o que é isso?

A resposta está aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/RSS ^.^

Então… Agora que vcs sabem o que é, vamos ao tópico…

A Internet 2.0 veio pra acabar com a distancia entre o internauta e o seus sites preferidos. Chega de ficar salvando tudo numa lista de Favoritos sem fim que no final vc percebe que tem um Zilhão de favoritos e num acessa nem metade! (igual a sua lista de contatos do msn). Eu era exatamente assim até que um amigo (abraços, Gui!) me apresentou o Google Reader.

Pessoal… Deus abençoe o Google!! A cada dia que passa que me impressiono cada vez mais com a genialidade desta empresa! Imagine pegar TODA  a internet e colocar numa unica página e vc ler como se fosse e-mail! Este é o Mr. Reader, senhoras e senhores!

Não é mágika! É Google!

Ok, vamos explicar como ele funciona.

Primeiro tenha uma conta no Google (dã). Dai vai abrir a pagina do Reader. Ele é bem intuitivo e facil! Vc tem lá um botão enorme (Sim, Toni! Tá na sua cara!!!!) escrito: “Adicionar Inscrição”. Nele vc so precisa colocar o endereço do site que vc quer ficar acompanhando. (ex: www.londresdetrevas.com/blog). Ele vai dar uma procurada (pra ver se o site oferece sistema de RSS/Feed) e se for confirmado lá estarão os Posts de seu site preferido. Ai, toda vez que quem vos fala atualizar o blog vai imediatamente aparecer la como “atualizado” (ex: Diario de um mago (1)). Dai vc pode ler nele mesmo, como se fosse um e-mail.

Pronto! Vc acabou de ver que meu site tá atualizado assim que entrou na internet sem precisar acessar minha pagina (e não me dar audiencia T.T).

Agora coloque todos os blogs, sites, foruns, etc dentro do Reader! Vc vai ver que, em poucas semanas, vc terá a sensação de acessar a Internet INTEIRA num unico lugar, como se fosse um Jornal de Domingo!

Ainda tem mais!

Eu to lá. Vc descobre que “Eriol Carlos Eduardo” tá no reader e resolve me Seguir (tipo twitter) dai, toda vez que eu ver um post legal de um blog que talvez vc não tenho eu clico em “compartilhar”. Dai vai aparecer lá na sua lista de seguidores: “Eriol (1)”. E vice-versa! Melhor do que compartilhar uma piada ou uma tirinha engraçada com os amigos é compartilhar no mesmo instante que vc ainda está rindo (e não no msn falando: “caaaaara vc tem que ver essa tirinha! me rachei de rir!”)

Bom, é isso! Segue ae uma dica super legal do que eu faço na internet alem de conversar no msn, escrever um blog e digitar o Londres de Trevas.

De saideira deixo aqui meu “comentário-baba-ovo”: GOOGLE É PHOOOODA!!!

Abraços.


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