Diário de um mago
Compartilhando idéias…

Minha infância foi marcada por três coisas: Cavaleiros do Zodíaco, Mega Drive e, principalmente, DC Comics. Eu comecei minha coleção exatamente na época da Morte do Super-Homem, e fui fiel à DC até o fim do século 20, quando em 2000 as revistas da Abril deixaram de ser gibis de 2,50 pra serem encadernados de 10 reais (um absurdo pra época). Então, de todas as sagas que eu pude acompanhar nos meus 4 anos de DCnauta, uma que mais me chamou a atenção e eu sempre tive curiosidade pra saber como se encerrava era a da nova Supergirl.

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E é dela que irei comentar neste novo post do blog.

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A história começa com a jovem Linda Danvers um pouco desmemoriada, dentro da banheira, sem saber como foi parar ali e coberta de sangue. Suas memórias estão absurdamente fragmentadas e o máximo do que ela lembra é de fogo, gritos e a dor de um esfaqueamento. Depois disso, o que se segue é um monólogo “meio” confuso da própria Linda que não consegue entender o que aconteceu na vida dela.

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Memórias vão vindo aos poucos e com isso, novas descobertas como o fato dela se lembrar de pessoas que ela nunca viu na vida (os Kent, o Super, Lex Luthor…) além do fato que ela tinha memórias que não eram dela. E logo ela quis correr, fugir da vida, e isso a fez correr mais rápido que uma bala!

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Foi nesse momento que ela se lembrou que, no ultimo momento, em que Supergirl e Linda Danvers estavam morrendo as duas se fundiram!!! (ok, super clichê, mas vale a pena!) E agora começa um novo arco de histórias da heroína de segundo plano da DC mais famosa do mundo!

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Ok, Eriol, o por que de um post dedicado a esse gibi?

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Por duas razões. A primeira, como venho sempre falando aqui, tudo que leio atualmente eu busco aprender técnicas pra serem usadas no Londres. No caso de Supergirl num tem nada a aprender, a não ser o fato que a narrativa segue aquele “padrão de qualidade” que mencionei anteriormente sobre Fullmetal Alchemist.

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A história é bem amarrada. Pontas soltas são pontas amarradas mais pra frente. QUALQUER personagem que entra na história tem sua importância (como, por exemplo, o drama da melhor amiga da Supergirl que teve o irmão assassinado.) (Ok, isso em livro é comum, mas estamos falando de Gibis!!! Naquela época ler gibi era que nem jogar lobisomem: Matar, Pilhar e Destruir!!!). A trama possui muitas subtramas além da trama principal que é secreta no qual você vai descobrindo aos poucos. (fora o fato que ela é um T’são.)

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E o melhor: Cara, estamos falando de anos noventa. Sabe o que esses quadrinhos falavam? De seitas satânicas, conjurações de espíritos maléficos, bruxos controversos, assassinatos, sexo, sexo grupal, homossexualismo … em resumo, TUDO AQUILO que era “O.O” nos anos noventa.

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Sim meus caros… Quando eu era mininu o povo ria de mim por eu ser fã da Supergirl. Mal sabem eles que hoje sou “De Trevas” por causa dela!

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(Sim, Chel, Supergirl é do Maaaallll \m/)

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E temos o segundo motivo pra eu estar falando de Supergirl aqui no meu blog: MERCHANDISING!

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No fórum do Só Quadrinhos, a parte da Supergirl estava desfalcada e só com a parte que foi publicada pela extinta Abril Comics (sim, aquela que fazia os gibis), daí, aquele que vos fala, resolve dar uma de “Superboy” e diz: “Manda ae as que faltam, que eu mesmo traduzo!!!” (ok, depois desta fala eu mereço estar com os punhos na cintura e uma musiquinha de fundo do Superman de 1940).

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Então é isso. Além de divulgar uma das minhas literaturas favoritas da minha época de mininim, ainda to fazendo um merchanda pra vocês verem como andas as minhas Traduções^^. (so por vias de curiosidade, será a partir da Supergirl #15).

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Então, um abraço à todos e desculpas pelo atraso no blog!

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Fui.


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O que está acontecendo com nossos Super-Heróis???

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Passei praticamente 1/3 de minha infância e juventude acompanhando de perto um Universo inteiro de Super-Heróis, que tinham seus altos e baixos, seus problemas pessoais, familiares, profissionais. Que tinham que lidar diariamente com tanto com a vida quanto com a morte. Mas ai está o problema! Por mais que o Super-Homem (sim, nerds malditos do séc. 21, me recuso a chamá-lo de “Superman” só pq a industria de brinquedos quer que seja assim!) fique noivo, se case, ganhe um apartamento da hora de seu amigo Bruce, ele sempre será “repaginado” a cada dez anos!!!

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Particularmente eu não gosto disso! Ok, pensando como uma empresa agora, não posso ficar preso apenas à uma geração, afinal de contas elas crescem, entram pra faculdade, se casam, tem filhos… enfim, quadrinho se torna trivial. No meu caso em particular, eu apenas abandonei quando as HQs deixaram de serem “gibis”. Sim, pra mim isso foi um choque! (OO). Mas, do que adianta eu ficar chocado, se por um lado eu concordo com eles? Está vindo uma nova geração ai, os que nasceram na década de noventa e eles querem conhecer esse universo e não “pegar o bonde andando”.

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Mas cara… precisa ser tão radicais? Serei sincero: EU CANSEI DAS CRISES DA DC!

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Quem é DCnauta vai me entender muito bem! Cara… todo ano tem uma Crise! Pior!!! Nos últimos anos está praticamente impossível acompanhar uma Crise, pq existem “os preparativos pra crise”, “A contagem regressiva”, “O dia da Crise”, “A Crise”, “As semanas que antecederam a Crise”, “O nova saga dos quadrinhos pós-crise”, e por fim, “Aquela não foi a Crise de verdade! ESTA é a verdadeira Crise!!!!!).

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Meu olhar de desprezo pra eles: ¬.¬

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Eu não quero saber mais de “quem voltou a vida” ou “quem morreu”, ou ainda mais “aquilo sobre o passado do heróis foi alterado…”. Mermão… VtnC!!!

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Será que após ANOS fazendo quadrinhos os americanos não aprenderam nada?? Será que em pleno Século 21, vendo a forma que os japoneses fazem quadrinhos, eles não aprenderam nada???

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“Ok, Eriol… Qual o motivo do pití de hoje?”

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Cara… esta semana tive uma tarde de discussão sobre o mundo dos quadrinhos com meu amigo de Chatotiba (outro nerd maldito que nem eu). E eu vi que ele tava baixando as scans dos quadrinhos atuais, principalmente da mais nova saga da DC: “A Noite Mais Densa”. Que por sinal, só pelo fato do Hal Jordan e do Barry Allen voltarem à vida já me desmotivou à ler.

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A verdade mesmo… a DC já me desmotivou à muito tempo…

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Eu ainda tenho saudades dos tempos que eu curtia o “Lois & Clark” (não a série de TV, mas os quadrinhos). Eu era leitor exatamente na época do casamento, onde foi um ano acompanhando uma saga que hoje daria uma puta série (ou novela, afinal após tantos namoros, idas e vindas, noivados, ex-amantes, inimigos caga-paus, pra tudo terminar em casamento, pra mim pareceu novela das oito!). Naquela época eu sonhava alto. Tinha minhas aspirações em ser como o Clark. Ter uma esposa como a Lois. Fazer jornalismo… Sim, sim, o sonho deste humilde escritor era de ser jornalista, mas… wharever.

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Daí, vocês sempre podem me pegar paquerando uma banca de jornal olhando pras HQs dos Super. Mas… como é que lê aquilo? Se quando eu pego pra ler descubro que o passado dele mudou todo, que seus super-vilões não são mais vilões, que ele tem um nome do meio… Pra mim isso já tá demais!

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Ok, ok… to parecendo aqueles velhos resmungões que não aceita as “mudanças”. Não é bem assim também. Eu mesmo sempre fui à favor das mudanças nos super-heróis, principalmente no fato da cueca por cima da calça. Certo, alguém aqui sabe REALMENTE do porquê os super-heróis usam a cueca por cima da calça? Ou melhor… Por que o Super-Homem usa a cueca por cima da calça por mais de 70 anos?

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Bom, críticos de plantão, vamos pra realidade. O motivo da “cueca” nada mais é do que um fator artístico. Como bem sabem, os quadrinhos dos anos 20~30 eram feitos em gráficas bem mais “rústicas” do que as atuais e em papeis jornal que lembram aquele papel higiênico rosa de 1 real que você encontra em qualquer buteco. Em resumo… Desenhar um homem de colã naquela época em p&b dava a impressão nítida de que eles estava pelado (ou que parecia muito com o boneco do Ken). Então… pra não haver confusões, desenhavam um tipo de “shortinho” pra deixar beeemm claro que ele não estava pelado.

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Viu? Não é um motivo idiota. Idiota é a porra dos fãs americanos criticarem a DC comics toda vez que ela inventa de dar uma “modernizada” no uniforme do escoteiro azul. Eu mesmo adorei a fase do Super-Homem Elétrico. Ele me pareceu bem legal, moderno e pronto pra ser o novo super-homem do século XXI, ou pelo menos serviria pra dar um pouco de novidades ao velho “para o alto e avante”.

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Só que criticaram até não poder mais e infelizmente não durou nem uma temporada inteira o novo visu.

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Então… o foda é isso. Eu fico esperando pra encontrar grandes sagas e aventuras nas bancas de jornais e o que encontro é um monte de Crises, Mortes, ressurreições… Ah… cansei disso. Por isso que hoje eu só assisto e leio Fullmetal Alchemist. Pelo menos os japoneses são mais “realistas” que os americanos.

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E foi numa dessas minhas “crises” que eu andei dando uma paquerada na Marvel. Não. Não virei “marvete”, mas… Quando um amigo meu de Fortaleza (abraços, Mauro) me mostrou uma das revistas dele (que fazia parte de uma saga) eu não acreditei no que li. Senti literalmente que em minhas mãos tinha, nada mais, nada menos, que “O Mais Alto Nivel da Evolução dos Quadrinhos”.

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Tinha realismo. Tinha conflitos altamente adultos. E tinha também temas incrivelmente atuais. Estou falando de nada menos do que a saga “Guerra Civil”.

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Foi uma saga que eu, sinceramente, fiquei estupefato com a qualidade do roteiro e da narrativa (ok, ok.. lembram dos meus posts anteriores que atualmente, como escritor, eu não consigo mais ver ou ler nada sem prestar atenção nesses detalhes?). Eu fiquei com um tesão tão grande por aquela série que praticamente tava virando um Marvete de carterinha! Fora que na mesma época dois filmes da Marvel tavam fazendo sucesso: Homem de Ferro e Hulk (Batman foi foda, eu sei. Mas foi antes do Batman isso…). Só que… infelizmente, nem tudo são flores.

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Na verdade… NÃO houve flores.

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A Marvel fez no ultimo capitulo, de uma saga que eu tava chamando de “definitiva do século 21”, aquilo que eu MAIS ODIEI NA MARVEL: todo final de “Crise” botar seus Super-Herois pra se baterem, pra saber “Who is the Best?”.

Achei aquilo podre.

Medíocre.

Digno de dizer: “VtnC aquele que me fez ler essa porra!!!!” (desculpe, Mauro…)

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Ah cara… C’mon! Ces além de ofenderem a minha inteligência, estragaram uma obra que poderia ser fantástica! EU fazia um final melhor que aquilo, e olha que sou o cara que por duas vezes fez finais “overpowers” em sua série! Ainda me lembro de minhas discussões com o Mauro e o Toni de como seria o final. De quão “imprevisível” ele era (há! Sei…¬.¬). E das hipóteses que nós tínhamos!!!

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Eu vou ser sincero… Eu esperava algo pelo menos no nível da Zero Hora da DC: No final descobrimos que tudo não passou de uma plano maquiavélico do Homem de Ferro pra ter o controle de tudo, pois ele se tornou do mal. Clichê? Sim, mas melhor do que ver 10 dúzias de super-heróis saindo na porrada!

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Cara… durante a saga os quadrinhos estavam incríveis! Tipo… na revista do Homem de Ferro falava sobre os “Illuminatti”, uma sociedade secreta dentro dos Vingadores e que ELES decidiam o futuro do Mundo. Achei aquilo extremamente inteligente, afinal, eles eram os homens mais poderosos do mundo DE VERDADE. Homem de Ferro, Professor X, Namor, e uns outros lá que não lembro o nome pq não sou Marvete. Enfim… Pra um escritor de suspense e intrigas conspiratórias, aquilo foi o ápice dos quadrinhos! Já tava certo meu divórcio com a DC e assumir logo meu relacionamento com a Marvel.

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Pois é… Vou parar por aqui por que ainda dói me lembrar do momento que li o capítulo 7 de Guerra Civil…

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Então, voltando ao tema do Post, O QUE ESTÃO FAZENDO COM OS NOSSOS SUPER-HERÓIS??? Será que os americanos precisam mesmo ver que todos os nascidos na geração 2000 odeiam super-herois e preferem ver anime e ler mangá? Pois eu não duvido muito esse dia chegar. Isso, se já não chegou (vide que a maioria dos fãs atuais são um bando de nerd maldito barbado, cheio de cabelo na virilia, e que não faz nada na vida a não ser discutir sobre o a existência de outras Lanternas além da verde no universo).

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Bom… vou encerrar por aqui pq realmente esse post não vai levar a nada. Foi mais um desabafo mermo. Pra vocês saberem um pouco mais sobre meus gostos e saber o que acho sobre eles…

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Até a próxima e um abração a todos!


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