Diário de um mago
Compartilhando idéias…
  1. Estou muito feliz com meu novo emprego.
  2. Mesmo que eu tenha perdido partes (e pessoas) importantes da minha vida no processo.
  3. Eu adoro meus alunos.
  4. Rezo todo dia pra que Deus me dê forças pra não cometer nenhum “crime”.
  5. O mais legal do meu emprego é o uniforme.
  6. PqP, eu fico gato pra caralio.
  7. E daí se VC não acha isso? Tem gente que acha ^^
  8. As pessoas que fizeram parte da minha estrada dizem que sentem muita saudade de mim.
  9. Mal sabem que eu sinto o dobro de saudade deles.
  10. Mas o pior não é sentir saudade das pessoas que estão longe e sim das pessoas que estão perto.
  11. Perto até demais ¬¬
  12. Sabe o que é pior? Escrever um livro a quase 6 anos e não saber datilografar… Vergonhoso.
  13. *Eriol aproveitando a aula de digitação pra aprender a digitar junto com os alunos.*
  14. Eu estou muito feliz com meu novo emprego.
  15. Mas sinceramente? Não aguento mais ter que dar aula de windows mais de 4x por semana…
  16. Como é dar aula? é o mesmo que mestrar RPG, a diferença é que os “jogadores” participam menos e fazem o que vc manda.
  17. Pergunte-me o que quiser: www.formspring.me/londresdetrevas
  18. Mas por favor, leitores do Londres: evitem fazer perguntas contendo Spoilers!!!
  19. Pra perguntas com spoiler, existe “Comments” do site!!!
  20. Estou agora com uma vontade tremenda de comer uma pizza sozinho.
  21. Mas estou sem tempo e dinheiro pra tal regalia.
  22. Estou agora com uma vontade enorme de conversar com uma pessoa.
  23. Mas parece eu simplesmente não a vejo online!!!
  24. Será que fui bloqueado?? =(
  25. Estou agora com uma vontade tremenda de conversar com outra pessoa.
  26. Mas ela não quer falar comigo.
  27. Que calor infernal tá aqui em Chatotiba.
  28. Rá! Olha quem fala de “calor infernal” depois de morar 8 anos no Ceará…
  29. Isso daqui pra um cearence é uma brisa matutina.
  30. Cara!!! eu adoro o meu emprego!!!
  31. O Londres, apesar daqueles que não acreditam, está indo de vento e poupa!
  32. Já estou na metade do Episódio 60, e isso trabalhando de Seg-Sab!!!
  33. Ser professor tem suas vantagens…
  34. “Classe, pagina 25 da apostila, podem fazer os exercícios.”
  35. *Enquanto isso, Prof Eriol vai digitando o Londres*
  36. Vadiagem Malemolente!!!
  37. E depois de trabalhar de Seg-Sáb chega o domingão…
  38. dia de MAGO: A Ascenção.
  39. Meu dia de Diversão!
  40. Aguardem que próxima semana mostrarei aqui no Blog o video da abertura do meu RPGzão!! (pra rimar com “ão”)^^

Grato pela Atenção
Eriol

PS: 41 – Eu já disse que estou Feliz e Adoro o meu trabalho novo???


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Muitos aqui já devem ter passado, em algum momento em suas mesas de rpg, por uma situação (resumida) assim:

“Fulando ganha mais XP do que Cicrano”

“Cicrano questiona o por quê”

“O Mestre explica: ‘pq sua interpretação/participação na mesa não foi satisfatória”

Daí temos três resoluções pra esta situação:

1 – o Cicrano irá tentar melhorar na próxima mesa.

2 – o Cicrano irá fazer maior show tentando argumentar com o Mestre, achando que foi injustiçado.

3 – Irá ficar de mimimi e possivelmente (quase certeza) perderá o interesse pela mesa.

É meus caros mestres… é nessa hora que o bicho pega!

E´toda mesa é a mesma coisa. Começamos bem, o Mestre em sua condição de juiz também observa o desempenho dos jogadores (e, por que não, amigos) durante a sessão, mas no final sempre tem esse dilema.

Mas fazer o que? Dar pontos de XP iguais pra todos será uma injustiça tremenda com o Fulano, que durante toda a mesa carregou a história nas costas, somente ele deu idéias, sugestões, ou até mesmo ordens, pra que a mesa andasse. Em suma: o único Power Ranger Vermelho da história. Com certeza é uma injustiça.

Ok, estamos aqui pra nos divertir, mas a hora do XP é que nem notas em colégio. “Todos estamos lá pra aprender em igual, porém somente na hora da prova podemos ver quem realmente se esforçou”.

E tal como um professor, o Mestre também consome bastante do seu tempo para planejar e arquitetar a mesa que irá narrar (claro… baseando-se que seja um narrador que planeja no estilo dos meus posts anteriores). E como recompensa, o narrador que ter em sua mesa jogadores que sejam tão motivados quanto ele.

Cara… em meus quase 10 anos de rpg, devo dizer: não existe coisa pior do que uma mesa desmotivada e/ou que apenas o Mestre tá a fim de jogar aquela bagaça. quem é mestre me entende. Damos o melhor de nós pra preparar uma mesa/aventura boa, que garanta a diversão de todos (inclusive a dele) pra, no fim das contas, os jogadores terem a mesma “animação” de uma vaca.

Então, voltando para o o contexto do post, vamos entender o que fazer nesse momento tão delicado que é distribuir pontos de XP.

Vamos ser sinceros. Ser Mestre de RPG é o mesmo que ser professor de uma sala de aula. Vc precisa organizar a aula, a turma, verificar a presença, e no fim… a nota.

E partindo desse raciocínio, realmente não podemos ser parciais durante nosso julgamento. Nessa hora, temos que deixar de lado a amizade. Não pra “prejudicar”, e sim pra ajudar. Conversar com o jogador que isso não é pra prejudicá-lo e sim pra mostrar os pontos que ele precisa melhorar.

“Ah, Mestre… mas eu não sei interpretar!!”

Ninguém nasce sabendo! E é nessa hora que o mestre, que julga-se ser o mais experiente da mesa, irá ajudar esses jogadores. No meu caso em particular, geralmente eu peço pra que os jogadores assistam algum filme ou episódio de uma série (o último é mais usado) pra tentar pegar “o clima da interpretação”. Além disso eu sempre tento mostrar minhas performances como ator, mostrando que, por bem pouco vc já pode conseguir proezas.

Vc não pode exigir que o cara da noite pro dia vire o Johnny Depp, mas pode tentar conseguir pelo menos que o jogador “saia” de sua vida e passe a viver a vida de seu personagem.

Interpretar nunca foi e nunca será facil. Até mesmo em séries longas os atores afirmam que seus personagens tem muito deles (e eles dos persongens). A questão é: incentivo. Afinal, estamos aqui pra nos divertir.

Tente sempre conversar com seus jogadores em particular. Falar seus pontos negativos e positivos (sim!! Todo mundo tem pontos positivos, lembre-se disso!). Tente dizê-lo que, não é pra ele tentar “agradar” o mestre e/ou tentar ser um astro do teatro britânico. Fale: “Seja vc. Vc é a pessoa que dá vida a esse pedaço de papel que chamamos de Ficha. Mas, não imagine como se vc fosse um telespectador, e sim o protagonista da história. Viva a história. Coloque-se no lugar de seu personagem. Imagine a dor dele de perder sua mãe. Imagine o peso psicológico de ser o médico que, infelizmente, tentou salvar a mãe de seu amigo da mesa. Lembre-se de que, no passado, toda sua familia morreu por causa de uma traição. Imagine-se sozinho no mundo dependendo apenas de suas habilidades.

Em resumo: imagine!

Depois disso, ganhar/dar o ponto de XP por interpretação será bem mais fácil!

E ai entramos no caso da tabelinha de distribuição de XP. Cada jogo tem sua própria tabela, porém eu gosto muito da tabela do Storyteller. (particularmente não me lembro agora de cabeça, mas assim que puder eu artualizo o post mostrando)

Na Tabela do Storyteller outro pondo que gosto é a Participação. Claro, voltando a historia do Power Ranger vermelho que faz tudo sozinho, temos que incentivar os jogadores a participar da mesa, se não a história irá virar um monólogo!

Então… pra finalizar algo que é impossivel de finalizar (visto que este será sempre um problema para os jogadores e mestres) acredito que, com essas dicas talvez (eu disse “talvez”) melhore.

Como estou em plena hora de trabalho aqui na minha “vadiagem malemolente®”, talvez eu ainda expande mais esse texto quando chegar em casa.

Beleza?

Até a próxima!


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Salve galera!

Eu sei, andei um bom tempo sumido sem poostar nada. Mas, problemas à parte, acredito que agora terei a possibilidade de conseguir voltar a atualizar esse blog que tanto amo fazer! (sério, eu adoro fazer, o problema é tempo!)

Com o decorrer da semana vou explicando com detalhes o que tá acontecendo com seu escritor favorito de webséries de rpg! (caso eu não seja o unico da categoria =P)

Até meus abraços e até o proximo post que sairá no mais tardá até amanhã!

Abraços!

Profº Eriol.

(ps: “pq professor”?? Ahá! estou falando que tenho novidades….)


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Ok, todos os rpgistas sabem que o momento mais desesperador de um RPG é quando chega o momento em que o narrador diz: “Ok, fichas prontas, agora qual será o BACKGROUND?”. Existe palavra mais aterrorizadora pra um jogador do que “background”? Pra ser sincero, em meus quase 7 anos de RPG foram raras as vezes que vi um jogador ficar totalmente “seguro” e “convicto” na hora de fazer um Background. Na maioria das vezes eles sempre escapam pra três opções: 1 – faz o basicão que ele já tá acostumado de fazer (baseando-se sempre “naquele personagem que adorou interpretar num rpg passado”). 2 – Tenta inventar alguma coisa, mesmo que simples, baseado em alguma de suas características. E por fim, 3 – Imita quase que descaradamente algum personagem que ele já viu/leu antes em alguma outra obra (televisão, livros, cinema, etc…). São boas alternativas, não posso negar. Mas dificilmente alguma delas terá tanta profundidade se o cara já tiver uma história REALMENTE boa preparada. Então, baseado nesse assunto, venho até vocês trazer uma de minhas experiências sobre “Como fazer um personagem”.

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Antes de mais nada, tenho algumas coisas pra falar. Primeiro que os RPGs variam de narrador pra narrador. Se o que pra mim é de suma importância, pra outros narradores não é. E isso é muito importante em se levar em questão, vide que não existe uma “lei imutável” de como se jogar/narrar rpg. Nessa minha longa estrada de vida (no sentido literal, vide que já morei em diversos Estados do Brasil), uma das coisas que eu percebi e ficou bem claro pra mim é que: cada jogador é um jogador. Não adiantava eu chegar numa mesa recém-formada no RJ e tentar narrar da mesma forma que eu narrava no CE. Não apenas pelo fato deles serem “pessoas de culturas diferentes”, mas mais pelo fato de que eles aprenderam a jogar rpg de forma diferente. O mesmo vale aqui em Chatotiba. O jeito encontrado por mim foi a adaptação. E é basicamente o que vocês deveriam fazer com esse meu texto. Tentar “adaptá-lo” para os seus próprios paradigmas sobre o RPG.

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Então o problema é fazer um BOM background. Você está agora olhando pra ficha pensando na “fantástica e surpreendente história que o narrador está preparando” e você mal consegue pensar em outra coisa a não ser: “Eu preciso combar, pra ter uma ficha foda”, “gostaria de ter aquele poder/arma tal que tal personagem de anime tem”, ou “Será que a minha namorada vai querer fazer sexo hoje?”. Da vem aquele velho desespero no qual inevitavelmente vai cair pra uma das 3 opções que citei anteriormente. Se este for o caso melhor darmos uma reformulada de como fazer pra mudar essa situação.

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Você já fez a ficha de algum personagem de televisão? Você, como um bom rpgista, já deve ter visto um personagem, achado ele muito foda, e pego uma ficha de seu cenário preferido e feito a ficha dele não? Eu por exemplo já fiz de vários: Dean e Sam Winchester de Supernatural, Ed e Al de Fullmetal Alchemist, de alguns personagens de Heroes, do Batman e até mesmo uma versão vampiro malkaviano do Coringa. Isso é muito legal de se fazer, mas… você já parou pra pensar de como esses personagens parecem mais profundos e mais realistas quando você os cria numa ficha? O que fazem eles serem tão melhores quanto aquele seu personagem no qual nem o nome é tão “marcante” assim?

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“Ora, Eriol! Mas é obvia a resposta! É por que esses personagens tem background e os nossos não. “

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Sim, eu sei disso. Mas eu estou aqui pra ajudá-los nesse problema. Esses dias eu me peguei fazendo uma ficha de Mago: A Ascensão do Edward Elric, protagonista de Fullmetal. Foi durante esse processo que comecei a notar algumas coisas importantes: “não é pelo fato do Ed ter um background que o torna um personagem especial, principalmente por que estou criando ele baseado no primeiro episódio. Ele é especial por que ele É diferente!”. Fora o fato dele ter braço e perna mecânica, ele se sacrificou pra salvar o irmão da morte, fez uma promessa em sangue que recuperaria seus corpos e, principalmente, vivenciou fatos em sua vida que até hoje o aterroriza, estando dormindo ou não. Em resumo: o que torna o protagonista de Fullmetal Alchemist especial é nada menos dos que os Defeitos.

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Citarei aqui os defeitos que dei pra minha ficha do Ed:

Segredo sombrio (1)

Baixa estatura (1)

Criança (1)

Flashbacks (3)

Sono profundo (1)

Cabeça Quente (2)

Obs: passou do limite dos 7 pontos? Eu sei! Mas eu não podia ignorar o defeito Flashback. Claro, de acordo com as regras ele simplesmente não irá receber os 2 pontos que sobraram.

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Então, macacada, vamos ver os defeitos desse personagem (se esquecer um pouco que ele é um char de anime). Segredo sombrio é fantástico. Ele e o irmão fizeram uma Transmutação Humana que na lei da alquimia é um Tabu terrível, passível de ser caçado pelo exército. Baixa Estatura e Cabeça Quente nem precisa comentar neh? É o toque de humor do personagem (e sim, o de acordo com a autora, que nunca revelou de fato) o Ed tem menos de 1,60 de altura!). Querendo ele ou não, ele é uma criança. Pode ter seus 14 anos, mas não vai ser tratado como igual ao lado dos adultos. E isso acontece muito na série! (“não contaremos isso ainda pro Ed. É um assunto muito sério pra uma criança”). Daí vem o Sono profundo, que pra não dar Spoiler tem importância na série, e por fim, Flashbacks, o mais legal dos defeitos do Ed.

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Depois de ter falhado na transmutação da mãe. Se culpar pelo fato do irmão não ter um corpo. E ainda por cima vivenciar coisas terríveis, como o caso da pequena Nina, isso fez com que o Ed de vez em quando tivesse suas recaídas, e o pior de tudo: nos momentos mais inoportunos. Isso era um coisa legal vendo pelo lado interpretativo do personagem e sua profundidade emocional.

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Nossa! Que tesão ia ser ver isso numa mesa!

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Então jogadores… pegaram o “espírito” da coisa? Em resumo, minha dica na hora de criar um bom background é começar pelos defeitos. Escolha um ou dois, podem ser simples, mas que não deixarão de serem defeitos e comece a arquitetar sua historia. Hoje mesmo eu fiz isso. Passei a manhã fazendo as fichas dos 5 personagens principais da 4temp de LdT e em um dado momento, quando fazia a ficha de um deles, percebi que a personagem não era nada a não ser bolinhas. Daí fui catar defeitos. Achei alguns incríveis pra dados narrativos, como por exemplo, “Compulsão”. Ela tem alguma mania que será a marca registrada dela. Coloquei segredo sombrio… (uuuhh que segredo é esse que nem o criador sabe???) eu outro lá que não me lembro agora.

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Em resumo, a persongem em alguns defeitinhos ganhou uma grande profundidade. Por que? Por que ela se tornou Humana, pessoal! Somos seres humanos, imperfeitos em nossa perfeição, belos em nossas diferenças, e é exatamente isso que provavelmente deve faltar numa mesa de rpg. O tempero humano e nada melhor do que começar pelos defeitos.

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Então… faça isso! Quando for fazer um personagem tente começar pelos defeitos. Olhe pra longa lista escolha um e imagine o porquê dele ter aquilo. Por que esse defeito atrapalha vida dele ou o torna especial. Quando vocês se derem conta, criaram um personagem que pode não ter lá seu background de 3 paginas, mas é tão humano quanto um simples papel cheio de bolinhas e combos que você andava fazendo!

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Basicamente é isso!

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Até a próxima!


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Dando continuidade aos artigos relacionados ao Londres de Trevas, técnicas de narrativa, influências e construção de cenário, hoje irei falar sobre Personagens e Ganchos em aberto.

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A idéia principal quando se vai criar uma história é: “Do que ou de quem irei contar uma história?”. Quando se trata principalmente de um romance, é difícil falar “do que”, afinal fazer um romance sobre “As Belezas e Desafios do Pantanal” não tem tanta emoção quanto contar a história de pessoas, com suas vidas e conflitos humanos. Então nesse ponto era o fator: “Personagens”. Mas, qual o real papel dos personagens numa história?

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Primeiramente você pensa: “pô, Eriol, é obvio: eles são o coração da história. A narrativa não é nada sem seu protagonista!”. Sim, vocês estão certos! Agora… E se eu disser que os Personagens são muito mais do que simplesmente o “Coração” da história? E se eu disser que eles são o pulmão, o estomago, o fígado, o intestino, os rins, os órgãos genitais, o cérebro… Sim, os Personagens são muito mais do que “aquele que bombeia a vida para a história”, eles são o cerne de tudo aquilo que torna a história viva.

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Você pode ter um cenário perfeito. Uma história perfeita. Uma narrativa formidável! Mas tudo isso cai por terra quando você não tem Personagens pra dar vida a isso tudo! E ainda fazendo analogia ao corpo humano, os Personagens também são divididos numa trama em categorias bem claras: Os principais (vitais, como cérebro e coração), os secundários (Rins e o fígado) e os terciários (como os órgãos genitais). E cada um deles deve ser bem preparado na criação de uma história, se não tudo cai por terra.

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Peguemos por exemplo o Londres de Trevas. É claro para os leitores que nessa 3ª temporada o personagem principal é o anjo Danyael Kimble. A série começa com ele, e independente de qual arco esteja no ar, ele sempre aparece e tem uma história só dele, colateral a história principal. Outros personagens principais, porém sempre vistos em segundo plano com relação ao Danyael, temos o Erick Russell e Sebastian West. São personagens que também seguiram toda a Temporada e sempre vão estar mais focados que outros.

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Sem seguida temos os personagens secundários. Neles posso citar todos os personagens “principais” dos arcos. Lembra quando disse que a 3temp é subdivida em grandes arcos e cada arco é focado em um grupo de personagens? Então, temos: Nick, Derek, Stephanie, Dan Viper, Matt, Spark, James, Keira, Phill, Lilith, Michelle e Flávius. Cada um desses personagens tem uma importancia vital pra série, entretanto são personagens considerados secundários por que eles influenciam SIM na história, porém não são vitais (vide que posso matar um ou outro sem REALMENTE acabar com a história). Tipo um rim. Você pode viver com um!

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Não estou aqui desmerecendo os personagens, mas é obvio isso. A história, por mais que seja aberta como uma Crônica (contos de uma cidade sobrenatural), ela precisa ter um foco mais preciso, e nesse caso é o protagonista Danyael, que quando não esteve presente foi muito bem substituído pelo Erick e pelo Sebastian. Então, no caso dos secundários, eles precisam dar mais vida à história, afinal não é um monólogo sobre a vida de 1 única pessoa.

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Depois disso temos os Terciários, que por sinal são o real motivo deste post. Eles são a base que sustenta a pirâmide. Por mais que todos olhem para cima, sem eles é impossível ter os personagens primários e secundários. Quem eles são: os pais, a família, os amigos, os colegas do trabalho, e por ai vai… Os terciários muitas vezes são confundidos com os Antagonistas, porém o cú não tem nada haver com as calças! Antagonistas também são separados em primários, secundários e terciários, e numa lista diferente dos personagens protagonistas. (além do que, os Antagonistas são muito mais importantes pra historia do que qualquer protagonista loiro, alto, e forte que tem uma espada fuderosa).

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Tendo ciência disso, sabemos que ao planejar nossas histórias temos que ter muito cuidado na escolha dos personagens e, principalmente, na inclusão dos mesmos. É claro que, quando se trata de uma longa trama, nenhum escritor tem uma idéia precisa de quantos personagens irá usar ao decorrer da trama. Mas, ao incluir qualquer tipo de personagem, temos que ter em mente que: se colocou ele, agora arque com a responsabilidade.

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“Como assim, Eriol?”

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Simplesmente não podemos colocar um personagem, no caso terciário, à toa na série e deixá-lo à míngua (ou simplesmente desaparecer com ele) durante a história. Se você colocou. Deu nome e sobrenome. Deu uma pequena história. Então agora arque com o peso de que ele é agora um terciário e deve ter tanta atenção quando você dá pros secundários e primários. Por que se você não fizer isso haverá o que se chamamos de “ponta solta”. Tenho um exemplo perfeito pra esse tipo de caso.

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Vocês já assistiram a série Lost? Lembra da repercussão que gerou em trono do fato do Rodrigo Santoro está na série? Então… pra quem assistiu a série já sabe onde estou querendo chegar! Simplesmente a série inclui o personagem do Rodrigo na promessa de no mínimo dá algum tipo de gás a história, ele foi desenvolvido, tinha background, personalidade, enfim… era o típico personagem terciário da série. Agora, o que aconteceu REALMENTE com ele na série? R: Foi totalmente esquecido e deixado de lado, à ponto de que os roteiristas, num desespero que eles mesmos assumem o erro, tiveram que matá-lo para não fazer mais merda.

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Outro exemplo, desta vez absurdamente negativo, que posso dar é Smallville. Durante a sexta temporada simplesmente tiram a personagem Martha Kent da série (sim, a MÃE do Super-Homem) e hoje ela tá tão esquecida que nem um “telefonema nos dias das mães” o (perfeito) Clark Kent dá. E vice-versa! Como pode desaparecer da série a mulher que é a precursora do nascimento do herói, que até mesmo no filme mostrou estar sempre do lado dele, ser jogada completamente fora como se tivesse simplesmente morrido?

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Acho que vocês estão começando a entender onde quero chegar. A inclusão de personagens deve ser feita com muito cuidado e atenção, por que se não o arrependimento vai ser muito grande quando você olhar pra trás e falar: “puta, que merda que fiz!”. E olha que quem vos fala tem uma GRANDE experiência nesse tipo coisa!

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Quem lê o Londres deve se lembrar que na Segunda Temporada Danyael e Stephanie tinham mais dois irmãos caçulas. Claro que quando criei a Segunda Temporada eu pensei em incluí-los apenas pra dar, em algum episódio, aquele “alívio cômico” à série, mas nem de longe isso foi preciso! Simplesmente por que de alívio cômico eu já tinha meia-dúzia de personagens assim (Spark, Spinel, Matt, Tawnee, Nick, e Sebastian) e colocar mais uma “dupla de irmãos sapecas que vão aprontar grandes confusões e curtir altas aventuras nesta cidade do barulho” [modo sessão da tarde: OFF] não ia servir de nada na série.

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Por isso que, discretamente, na minha revisão da Segunda Temporada eu removi os gêmeos e ainda por cima deixei de mencioná-los na Terceira Temporada, como se nunca tivessem existido (“Um escritor muito do esperto, que se meteu em uma confusão tamanho família, agora tenta concertar sua gafe da pesada antes que entre em confusões pra lá de Bagdá!”) (ok, chega de piadas de narrador da sessão da tarde^^).

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Como disse anteriormente, a série que mais me deu “aulas de narrativa” foi sem dúvida Fullmetal Alchemist. Tanto o anime quanto o mangá é bem rigoroso com relação a inclusão dos personagens na série. Seja ele um simples empregado do açougue, o oficial que serviu de segurança dos irmãos Elric, ou então uma menina que só sabe ler e ter memória eidética, esse personagem terá sua importância na história e será, no mínimo, mencionado ao decorrer da mesma. No final, ele terá seu próprio desfecho, por mais que seja simples e relevante.

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Isso pode parecer um tanto paranóico, mas pra mim é algo extremamente importante. Mostra o quanto os criadores da série estão preocupados em fazer algo bem feito, de qualidade, evitando qualquer tipo de deslize ou arrependimento futuro. Mostra também a dedicação, o profissionalismo e o respeito que eles tem, não apenas com a série, mas com os fãs que o acompanham. É muito gratificante chegar no final de uma saga e falar: “Nossa! Que história perfeita!”, só isso valerá pros criadores um pedacinho do Céu particular!

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Então, sabendo disso tudo, vamos concluir a resenha:

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Primeiro, sempre deixe bem claro quem são os Protagonistas de sua série. Isso fará com que você tenha os pés sempre no chão. Mesmo que a série que você pretende fazer tenha 5, 10, 20 personagens, certamente terá 1, 2, ou 3 que serão os mais focados e é neles que você tem que manter a atenção principal.

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Depois disso, naturalmente irão surgir os secundários. Mas os secundários não será algo muito complicado, eles irão aparecer naturalmente, apenas tenha desde o inicio a certeza de que: Eles SÃO secundários. Independente se ele fez ou faz mais sucesso que os primários, não vá fazer a besteira de “de repente” eles se tornarem Protagonistas só por que o publica os adora. Vocês podem até citar: “Ah, o Castiel de Supernatural era secundário, hoje ele é protagonista!” – Não, não é! O ator pode ter conseguido seu lugar no Elenco fixo junto com os irmãos Winchester, mas a história em momento algum vai deixar os irmãos de lado e sua história pra focar exclusivamente o Castiel. O mesmo vale, em Fullmetal, o Coronel Mustang. “Everybody loves Roy Mustang”, e por mais que a série tenha arcos exclusivos do Coronel, a série é deixa bem claro que a história é dos irmãos Elric e sua busca em recuperar seus corpos de volta.

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Dito isso, se a preocupação com os secundários é importante, os Terciários devem ter igual cuidado. Ok, eles estão ali só pro mundo não girar em torno dos Protagonistas, mas eles EXISTEM, são seres humanos que nem eu e você e eles merecem no mínimo ter uma atenção. Colocar um personagem na trama “apenas pra ficar legal” é fazer trabalho de bosta. Sacar uma “pokebola mágica” e de dentro sair uma Criatura Fantástica só pra fazer o protagonista ser o “fodão” não cola! Então, dito isso, toda vez que você incluir um personagem terciário saiba bem o que está fazendo, e principalmente, mesmo que ele fique no banco de reservas, lembre-se que ele existe! Durante a história, dá uma reaparição dele. Faça com que ajude de alguma forma o protagonista ou simplesmente faça com que a história precise de uma “ajudinha” dele, como se fosse uma participação especial! Tenho certeza que quando fizer isso, tanto os leitores quanto os fãs vão ficar muito felizes de ver que sua série favorita é tão viva quanto a vida real!

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Então é isso. Se eu tiver me esquecido de dizer alguma coisa vou incluindo nos comentários. Por isso, não deixem de colocar seus comentários com perguntas, opiniões e criticas, assim posso abranger mais sobre o assunto.

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Outra dica antes de ir: Tudo que foi dito aqui poderá será PERFEITAMENTE usando em Narrativa de RPG. É só trocar algumas palavras e tudo fará sentido!

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Abraços!


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