Diário de um mago
Compartilhando idéias…

Ok, todos os rpgistas sabem que o momento mais desesperador de um RPG é quando chega o momento em que o narrador diz: “Ok, fichas prontas, agora qual será o BACKGROUND?”. Existe palavra mais aterrorizadora pra um jogador do que “background”? Pra ser sincero, em meus quase 7 anos de RPG foram raras as vezes que vi um jogador ficar totalmente “seguro” e “convicto” na hora de fazer um Background. Na maioria das vezes eles sempre escapam pra três opções: 1 – faz o basicão que ele já tá acostumado de fazer (baseando-se sempre “naquele personagem que adorou interpretar num rpg passado”). 2 – Tenta inventar alguma coisa, mesmo que simples, baseado em alguma de suas características. E por fim, 3 – Imita quase que descaradamente algum personagem que ele já viu/leu antes em alguma outra obra (televisão, livros, cinema, etc…). São boas alternativas, não posso negar. Mas dificilmente alguma delas terá tanta profundidade se o cara já tiver uma história REALMENTE boa preparada. Então, baseado nesse assunto, venho até vocês trazer uma de minhas experiências sobre “Como fazer um personagem”.

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Antes de mais nada, tenho algumas coisas pra falar. Primeiro que os RPGs variam de narrador pra narrador. Se o que pra mim é de suma importância, pra outros narradores não é. E isso é muito importante em se levar em questão, vide que não existe uma “lei imutável” de como se jogar/narrar rpg. Nessa minha longa estrada de vida (no sentido literal, vide que já morei em diversos Estados do Brasil), uma das coisas que eu percebi e ficou bem claro pra mim é que: cada jogador é um jogador. Não adiantava eu chegar numa mesa recém-formada no RJ e tentar narrar da mesma forma que eu narrava no CE. Não apenas pelo fato deles serem “pessoas de culturas diferentes”, mas mais pelo fato de que eles aprenderam a jogar rpg de forma diferente. O mesmo vale aqui em Chatotiba. O jeito encontrado por mim foi a adaptação. E é basicamente o que vocês deveriam fazer com esse meu texto. Tentar “adaptá-lo” para os seus próprios paradigmas sobre o RPG.

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Então o problema é fazer um BOM background. Você está agora olhando pra ficha pensando na “fantástica e surpreendente história que o narrador está preparando” e você mal consegue pensar em outra coisa a não ser: “Eu preciso combar, pra ter uma ficha foda”, “gostaria de ter aquele poder/arma tal que tal personagem de anime tem”, ou “Será que a minha namorada vai querer fazer sexo hoje?”. Da vem aquele velho desespero no qual inevitavelmente vai cair pra uma das 3 opções que citei anteriormente. Se este for o caso melhor darmos uma reformulada de como fazer pra mudar essa situação.

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Você já fez a ficha de algum personagem de televisão? Você, como um bom rpgista, já deve ter visto um personagem, achado ele muito foda, e pego uma ficha de seu cenário preferido e feito a ficha dele não? Eu por exemplo já fiz de vários: Dean e Sam Winchester de Supernatural, Ed e Al de Fullmetal Alchemist, de alguns personagens de Heroes, do Batman e até mesmo uma versão vampiro malkaviano do Coringa. Isso é muito legal de se fazer, mas… você já parou pra pensar de como esses personagens parecem mais profundos e mais realistas quando você os cria numa ficha? O que fazem eles serem tão melhores quanto aquele seu personagem no qual nem o nome é tão “marcante” assim?

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“Ora, Eriol! Mas é obvia a resposta! É por que esses personagens tem background e os nossos não. “

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Sim, eu sei disso. Mas eu estou aqui pra ajudá-los nesse problema. Esses dias eu me peguei fazendo uma ficha de Mago: A Ascensão do Edward Elric, protagonista de Fullmetal. Foi durante esse processo que comecei a notar algumas coisas importantes: “não é pelo fato do Ed ter um background que o torna um personagem especial, principalmente por que estou criando ele baseado no primeiro episódio. Ele é especial por que ele É diferente!”. Fora o fato dele ter braço e perna mecânica, ele se sacrificou pra salvar o irmão da morte, fez uma promessa em sangue que recuperaria seus corpos e, principalmente, vivenciou fatos em sua vida que até hoje o aterroriza, estando dormindo ou não. Em resumo: o que torna o protagonista de Fullmetal Alchemist especial é nada menos dos que os Defeitos.

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Citarei aqui os defeitos que dei pra minha ficha do Ed:

Segredo sombrio (1)

Baixa estatura (1)

Criança (1)

Flashbacks (3)

Sono profundo (1)

Cabeça Quente (2)

Obs: passou do limite dos 7 pontos? Eu sei! Mas eu não podia ignorar o defeito Flashback. Claro, de acordo com as regras ele simplesmente não irá receber os 2 pontos que sobraram.

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Então, macacada, vamos ver os defeitos desse personagem (se esquecer um pouco que ele é um char de anime). Segredo sombrio é fantástico. Ele e o irmão fizeram uma Transmutação Humana que na lei da alquimia é um Tabu terrível, passível de ser caçado pelo exército. Baixa Estatura e Cabeça Quente nem precisa comentar neh? É o toque de humor do personagem (e sim, o de acordo com a autora, que nunca revelou de fato) o Ed tem menos de 1,60 de altura!). Querendo ele ou não, ele é uma criança. Pode ter seus 14 anos, mas não vai ser tratado como igual ao lado dos adultos. E isso acontece muito na série! (“não contaremos isso ainda pro Ed. É um assunto muito sério pra uma criança”). Daí vem o Sono profundo, que pra não dar Spoiler tem importância na série, e por fim, Flashbacks, o mais legal dos defeitos do Ed.

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Depois de ter falhado na transmutação da mãe. Se culpar pelo fato do irmão não ter um corpo. E ainda por cima vivenciar coisas terríveis, como o caso da pequena Nina, isso fez com que o Ed de vez em quando tivesse suas recaídas, e o pior de tudo: nos momentos mais inoportunos. Isso era um coisa legal vendo pelo lado interpretativo do personagem e sua profundidade emocional.

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Nossa! Que tesão ia ser ver isso numa mesa!

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Então jogadores… pegaram o “espírito” da coisa? Em resumo, minha dica na hora de criar um bom background é começar pelos defeitos. Escolha um ou dois, podem ser simples, mas que não deixarão de serem defeitos e comece a arquitetar sua historia. Hoje mesmo eu fiz isso. Passei a manhã fazendo as fichas dos 5 personagens principais da 4temp de LdT e em um dado momento, quando fazia a ficha de um deles, percebi que a personagem não era nada a não ser bolinhas. Daí fui catar defeitos. Achei alguns incríveis pra dados narrativos, como por exemplo, “Compulsão”. Ela tem alguma mania que será a marca registrada dela. Coloquei segredo sombrio… (uuuhh que segredo é esse que nem o criador sabe???) eu outro lá que não me lembro agora.

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Em resumo, a persongem em alguns defeitinhos ganhou uma grande profundidade. Por que? Por que ela se tornou Humana, pessoal! Somos seres humanos, imperfeitos em nossa perfeição, belos em nossas diferenças, e é exatamente isso que provavelmente deve faltar numa mesa de rpg. O tempero humano e nada melhor do que começar pelos defeitos.

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Então… faça isso! Quando for fazer um personagem tente começar pelos defeitos. Olhe pra longa lista escolha um e imagine o porquê dele ter aquilo. Por que esse defeito atrapalha vida dele ou o torna especial. Quando vocês se derem conta, criaram um personagem que pode não ter lá seu background de 3 paginas, mas é tão humano quanto um simples papel cheio de bolinhas e combos que você andava fazendo!

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Basicamente é isso!

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Até a próxima!


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Sou daqueles tipos de pessoa que não aceita que algumas coisas fujam de seu estado de origem. Tipo, pra mim pagode e forró são músicas tipicamente brasileiras e que certamente não funcionam com outras línguas. E, obviamente, pra mim Rock n’Roll é natural do inglês, e rocks brasileiros, argentinos, gregos, egípcios, não funcionam! Pra mim perdem a identidade do Rock.

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Entretanto… venho aqui humildemente dizer que: existem exceções! E uma delas sem dúvida nenhuma é o que os japoneses vem fazendo nos últimos anos: J-Rock!

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Claro que os J-Rock nasceram dos animes, com suas aberturas sempre recheadas de guitarra e bateria, com aquelas letras chinfrim tipo “chala-he-chala” ou que no português temos certeza ter escutado outra coisa (“O cara tussiu…”). Mas nos últimos anos comecei a prestar atenção que os japoneses, como tudo aquilo que eles fazem, estavam começando a se especializar nisso e até, quem diria, fazer coisas mais decentes. E sinceramente, o que eu mais acho bacana, é que eles ainda deixam claro que “rock de verdade é inglês” então eles sempre deixam aquelas palavras, frases ou até mesmo refrões inteiros em inglês pra dar aquele “toque de rock”.

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E na minha opinião na fazem feio. Não os atuais.

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Claro que uns 5 anos atrás a maioria dos rock japoneses deveriam sair num album: “Só Pra Baixinhos em Japonês!”. Mas a coisa vem mudando. Vem surgindo a cada dia diversas bandas que não fazem feio e se mostram bem competentes na hora de botar as guitarras pra gritar.

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Como este artigo não é muito genérico, pois gosto é que nem bunda: cada um tem o seu, ao invés de dizer aqui o que é bom ou ruim, vou dar alguns exemplos de bandas que curto atualmente. Certamente vocês vão perceber que todos vieram de animes que curto (alguém falou Fullmetal?), mas é legal conhecer a discografia de uma banda ao invés de ficar so no single que toca na abertura do anime.

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Vamos lá?

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Nightmare: Certamente a banda motivo d’eu criar esse post. Tive contato com ela durante o anime Death Note e curti muito a batida e o som dela na abertura e encerramento da série. Basicamente a banda se especializou em fazer um tipo de rock mais agressivo, mas sem ser metal. Claro que ela tem vários toques de pop-rock, mas ficam todos apagados com a profissionalidade da banda. Como referencias diria que ela se parece muito com Breaking Benjamin e Godsmack.

Nota: 10.

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L’Arc~en~ciel: Um nome bonito pra uma banda que também faz bonito. Na verdade, o que realmente é o ápice da banda são as letras: quase todas tocam na alma de quem as estendem (claro, temos que apelar pra procurar a letra traduzida da musica^.^). Ela fica bem no status do Pop, porém nem de longe parece Nx-Zero ou Detonautas. Como sempre a qualidade e o cuidado que os japas tem ao fazer uma single tem sua grande diferença!

Nota: 9

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Asian Kung-Fu Generation: Por causa de Naruto o MUNDO conhece essa banda. E claro, apesar da banda tentar não parecer, esta daki é pop-pop-pop! Não é ruim, sério mesmo! Eu curti o tempinho que passei “viajando” de metrô em São Paulo escutando AKFG, e ela dá uma boa dose de animação na sua vida. É outra também que se você conhecer as letras saberá que as musicas não falam de dores de cutuvelo ou amores não-correspondidos como é o clichê do rock brasuca. A maioria fala sobre “dar a volta por cima”, “reescrever a vida”, “encarar os desafios”… em fim, é o tipo de banda pr’aquela faixa etária que tá se matando pra passar no vestibular e não agüenta a pressão da sociedade.

Nota: 8

Obs: uma das idéias de “tema” da 4temp é uma musica de AKFG!

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NICO Touches the Walls: Essa infelizmente não tenho muuuito o q eu falar. Ainda to esperando que saia o álbum novo deles que vem a musica “Hologram”, mas no single que saiu deu pra conferir 2 musicas diferentes que não são aberturas de Fullmetal. Então, do pouquinho que eu percebi é uma banda que também é “pop-pop” como AKFG, só que um bom toque de L’arc~en~ciel. Curto bastante a criatividade deles, que chamou atenção logo na abertura de Fullmetal com Hologram.

Nota: 8

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YUI: A Avril Lavigne do Japão. Não tem o que dizer mais! Ela tem uma voz deliciosa. Musicas envolventes, mas segue o mesmo padrão da Avril de misturar draminha com guitarras. Posso estar até sendo injusto com uma das duas, e os fãs de uma delas me desculpem de inicio, mas essa foi a impressão que tive. Muita boa pra escutar enquanto tá apenas “fazendo nada” na internet!

Nota: 7.5

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Miho Fukuhara: Essa daki infelizmente não tenho nada pra comentar de concreto porque, assim como NICO, não lançou ainda o álbum completo, só a single de encerramento de Fullmetal. Inicialmente achei ela parecida com as meninas de Yellow Generation, até ver o vídeo dela no You Tube. Há! Eu não agüentei quando vi: É a Vanessa Camargo do Japão MESMO!!!! Não to criticando, pelo contrário! É que se vocês verem o clipe vão entender o que to falando! É a filha do Zezé de olhos puxados!!! Além de, por sinal, ser muito linda e ter uma voz foda! Não darei nota pq so conheço 1 musica, mas me empenho em buscar mais!

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Daí é isso, galera! Aqueles que quiserem me ajudar a conhecer mais banda deixem seus comentários. Adoro musica e adoro mais ainda Rock, e vou adorar conhecer outras bandas!

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Até a próxima!


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Dando continuidade aos artigos relacionados ao Londres de Trevas, técnicas de narrativa, influências e construção de cenário, hoje irei falar sobre Personagens e Ganchos em aberto.

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A idéia principal quando se vai criar uma história é: “Do que ou de quem irei contar uma história?”. Quando se trata principalmente de um romance, é difícil falar “do que”, afinal fazer um romance sobre “As Belezas e Desafios do Pantanal” não tem tanta emoção quanto contar a história de pessoas, com suas vidas e conflitos humanos. Então nesse ponto era o fator: “Personagens”. Mas, qual o real papel dos personagens numa história?

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Primeiramente você pensa: “pô, Eriol, é obvio: eles são o coração da história. A narrativa não é nada sem seu protagonista!”. Sim, vocês estão certos! Agora… E se eu disser que os Personagens são muito mais do que simplesmente o “Coração” da história? E se eu disser que eles são o pulmão, o estomago, o fígado, o intestino, os rins, os órgãos genitais, o cérebro… Sim, os Personagens são muito mais do que “aquele que bombeia a vida para a história”, eles são o cerne de tudo aquilo que torna a história viva.

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Você pode ter um cenário perfeito. Uma história perfeita. Uma narrativa formidável! Mas tudo isso cai por terra quando você não tem Personagens pra dar vida a isso tudo! E ainda fazendo analogia ao corpo humano, os Personagens também são divididos numa trama em categorias bem claras: Os principais (vitais, como cérebro e coração), os secundários (Rins e o fígado) e os terciários (como os órgãos genitais). E cada um deles deve ser bem preparado na criação de uma história, se não tudo cai por terra.

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Peguemos por exemplo o Londres de Trevas. É claro para os leitores que nessa 3ª temporada o personagem principal é o anjo Danyael Kimble. A série começa com ele, e independente de qual arco esteja no ar, ele sempre aparece e tem uma história só dele, colateral a história principal. Outros personagens principais, porém sempre vistos em segundo plano com relação ao Danyael, temos o Erick Russell e Sebastian West. São personagens que também seguiram toda a Temporada e sempre vão estar mais focados que outros.

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Sem seguida temos os personagens secundários. Neles posso citar todos os personagens “principais” dos arcos. Lembra quando disse que a 3temp é subdivida em grandes arcos e cada arco é focado em um grupo de personagens? Então, temos: Nick, Derek, Stephanie, Dan Viper, Matt, Spark, James, Keira, Phill, Lilith, Michelle e Flávius. Cada um desses personagens tem uma importancia vital pra série, entretanto são personagens considerados secundários por que eles influenciam SIM na história, porém não são vitais (vide que posso matar um ou outro sem REALMENTE acabar com a história). Tipo um rim. Você pode viver com um!

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Não estou aqui desmerecendo os personagens, mas é obvio isso. A história, por mais que seja aberta como uma Crônica (contos de uma cidade sobrenatural), ela precisa ter um foco mais preciso, e nesse caso é o protagonista Danyael, que quando não esteve presente foi muito bem substituído pelo Erick e pelo Sebastian. Então, no caso dos secundários, eles precisam dar mais vida à história, afinal não é um monólogo sobre a vida de 1 única pessoa.

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Depois disso temos os Terciários, que por sinal são o real motivo deste post. Eles são a base que sustenta a pirâmide. Por mais que todos olhem para cima, sem eles é impossível ter os personagens primários e secundários. Quem eles são: os pais, a família, os amigos, os colegas do trabalho, e por ai vai… Os terciários muitas vezes são confundidos com os Antagonistas, porém o cú não tem nada haver com as calças! Antagonistas também são separados em primários, secundários e terciários, e numa lista diferente dos personagens protagonistas. (além do que, os Antagonistas são muito mais importantes pra historia do que qualquer protagonista loiro, alto, e forte que tem uma espada fuderosa).

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Tendo ciência disso, sabemos que ao planejar nossas histórias temos que ter muito cuidado na escolha dos personagens e, principalmente, na inclusão dos mesmos. É claro que, quando se trata de uma longa trama, nenhum escritor tem uma idéia precisa de quantos personagens irá usar ao decorrer da trama. Mas, ao incluir qualquer tipo de personagem, temos que ter em mente que: se colocou ele, agora arque com a responsabilidade.

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“Como assim, Eriol?”

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Simplesmente não podemos colocar um personagem, no caso terciário, à toa na série e deixá-lo à míngua (ou simplesmente desaparecer com ele) durante a história. Se você colocou. Deu nome e sobrenome. Deu uma pequena história. Então agora arque com o peso de que ele é agora um terciário e deve ter tanta atenção quando você dá pros secundários e primários. Por que se você não fizer isso haverá o que se chamamos de “ponta solta”. Tenho um exemplo perfeito pra esse tipo de caso.

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Vocês já assistiram a série Lost? Lembra da repercussão que gerou em trono do fato do Rodrigo Santoro está na série? Então… pra quem assistiu a série já sabe onde estou querendo chegar! Simplesmente a série inclui o personagem do Rodrigo na promessa de no mínimo dá algum tipo de gás a história, ele foi desenvolvido, tinha background, personalidade, enfim… era o típico personagem terciário da série. Agora, o que aconteceu REALMENTE com ele na série? R: Foi totalmente esquecido e deixado de lado, à ponto de que os roteiristas, num desespero que eles mesmos assumem o erro, tiveram que matá-lo para não fazer mais merda.

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Outro exemplo, desta vez absurdamente negativo, que posso dar é Smallville. Durante a sexta temporada simplesmente tiram a personagem Martha Kent da série (sim, a MÃE do Super-Homem) e hoje ela tá tão esquecida que nem um “telefonema nos dias das mães” o (perfeito) Clark Kent dá. E vice-versa! Como pode desaparecer da série a mulher que é a precursora do nascimento do herói, que até mesmo no filme mostrou estar sempre do lado dele, ser jogada completamente fora como se tivesse simplesmente morrido?

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Acho que vocês estão começando a entender onde quero chegar. A inclusão de personagens deve ser feita com muito cuidado e atenção, por que se não o arrependimento vai ser muito grande quando você olhar pra trás e falar: “puta, que merda que fiz!”. E olha que quem vos fala tem uma GRANDE experiência nesse tipo coisa!

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Quem lê o Londres deve se lembrar que na Segunda Temporada Danyael e Stephanie tinham mais dois irmãos caçulas. Claro que quando criei a Segunda Temporada eu pensei em incluí-los apenas pra dar, em algum episódio, aquele “alívio cômico” à série, mas nem de longe isso foi preciso! Simplesmente por que de alívio cômico eu já tinha meia-dúzia de personagens assim (Spark, Spinel, Matt, Tawnee, Nick, e Sebastian) e colocar mais uma “dupla de irmãos sapecas que vão aprontar grandes confusões e curtir altas aventuras nesta cidade do barulho” [modo sessão da tarde: OFF] não ia servir de nada na série.

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Por isso que, discretamente, na minha revisão da Segunda Temporada eu removi os gêmeos e ainda por cima deixei de mencioná-los na Terceira Temporada, como se nunca tivessem existido (“Um escritor muito do esperto, que se meteu em uma confusão tamanho família, agora tenta concertar sua gafe da pesada antes que entre em confusões pra lá de Bagdá!”) (ok, chega de piadas de narrador da sessão da tarde^^).

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Como disse anteriormente, a série que mais me deu “aulas de narrativa” foi sem dúvida Fullmetal Alchemist. Tanto o anime quanto o mangá é bem rigoroso com relação a inclusão dos personagens na série. Seja ele um simples empregado do açougue, o oficial que serviu de segurança dos irmãos Elric, ou então uma menina que só sabe ler e ter memória eidética, esse personagem terá sua importância na história e será, no mínimo, mencionado ao decorrer da mesma. No final, ele terá seu próprio desfecho, por mais que seja simples e relevante.

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Isso pode parecer um tanto paranóico, mas pra mim é algo extremamente importante. Mostra o quanto os criadores da série estão preocupados em fazer algo bem feito, de qualidade, evitando qualquer tipo de deslize ou arrependimento futuro. Mostra também a dedicação, o profissionalismo e o respeito que eles tem, não apenas com a série, mas com os fãs que o acompanham. É muito gratificante chegar no final de uma saga e falar: “Nossa! Que história perfeita!”, só isso valerá pros criadores um pedacinho do Céu particular!

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Então, sabendo disso tudo, vamos concluir a resenha:

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Primeiro, sempre deixe bem claro quem são os Protagonistas de sua série. Isso fará com que você tenha os pés sempre no chão. Mesmo que a série que você pretende fazer tenha 5, 10, 20 personagens, certamente terá 1, 2, ou 3 que serão os mais focados e é neles que você tem que manter a atenção principal.

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Depois disso, naturalmente irão surgir os secundários. Mas os secundários não será algo muito complicado, eles irão aparecer naturalmente, apenas tenha desde o inicio a certeza de que: Eles SÃO secundários. Independente se ele fez ou faz mais sucesso que os primários, não vá fazer a besteira de “de repente” eles se tornarem Protagonistas só por que o publica os adora. Vocês podem até citar: “Ah, o Castiel de Supernatural era secundário, hoje ele é protagonista!” – Não, não é! O ator pode ter conseguido seu lugar no Elenco fixo junto com os irmãos Winchester, mas a história em momento algum vai deixar os irmãos de lado e sua história pra focar exclusivamente o Castiel. O mesmo vale, em Fullmetal, o Coronel Mustang. “Everybody loves Roy Mustang”, e por mais que a série tenha arcos exclusivos do Coronel, a série é deixa bem claro que a história é dos irmãos Elric e sua busca em recuperar seus corpos de volta.

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Dito isso, se a preocupação com os secundários é importante, os Terciários devem ter igual cuidado. Ok, eles estão ali só pro mundo não girar em torno dos Protagonistas, mas eles EXISTEM, são seres humanos que nem eu e você e eles merecem no mínimo ter uma atenção. Colocar um personagem na trama “apenas pra ficar legal” é fazer trabalho de bosta. Sacar uma “pokebola mágica” e de dentro sair uma Criatura Fantástica só pra fazer o protagonista ser o “fodão” não cola! Então, dito isso, toda vez que você incluir um personagem terciário saiba bem o que está fazendo, e principalmente, mesmo que ele fique no banco de reservas, lembre-se que ele existe! Durante a história, dá uma reaparição dele. Faça com que ajude de alguma forma o protagonista ou simplesmente faça com que a história precise de uma “ajudinha” dele, como se fosse uma participação especial! Tenho certeza que quando fizer isso, tanto os leitores quanto os fãs vão ficar muito felizes de ver que sua série favorita é tão viva quanto a vida real!

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Então é isso. Se eu tiver me esquecido de dizer alguma coisa vou incluindo nos comentários. Por isso, não deixem de colocar seus comentários com perguntas, opiniões e criticas, assim posso abranger mais sobre o assunto.

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Outra dica antes de ir: Tudo que foi dito aqui poderá será PERFEITAMENTE usando em Narrativa de RPG. É só trocar algumas palavras e tudo fará sentido!

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Abraços!


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O que é que posso falar de Fullmetal Alchemist? Tipo… tudo que penso sobre a série alcança níveis extraordinários de elogios nos quais eu mesmo não me agüento em mim de tanta euforia. Pois é… enrolei, enrolei, mas é chegada a hora de falar da série que atualmente está em primeiro lugar no Top 10 dos meus favoritos, desbancando (e com louvor) o cargo que a 14 anos era de Cavaleiros do Zodíaco!

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A série fala de dois irmãos quem vivem num mundo onde a Alquimia (leia-se magia, pq não é bem a “alquimia” no sentido literal da palavra) é comumente conhecida e até mesmo usada pelos militares. Esses irmãos sofrem dois dramas familiares logo no inicio da historia: Primeiro a mãe morre deixando-os totalmente sozinhos no mundo (o pai havia saído de casa quando eles ainda eram novinhos). Vale ressaltar que estamos falando de crianças nessa historia. O mais velho tinha 11 anos quando a mãe morreu. O segundo drama, e o ponto chave do começo da trama, é quando eles tentaram usar a alquimia pra ressuscitar a mãe deles.

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Claro que é de se imaginar que não deu certo. Acontece (literalmente) um Efeito Colateral no qual o mais velho perde o braço direito e a perna esquerda e o irmão mais novo perdeu o corpo inteiro. Essa foi considerada uma dos maiores e melhores inícios de animes de todos os tempos (e o mais chocante também). Na minha opinião não poderia ser melhor! Daí o mais velho pra salvar a vida de seu irmãozinho consegue prender a alma dele em uma armadura usando um selo de alquimia com seu próprio sangue. E, após o choque traumático, o mais velho percebe a merda que fizeram, coloca próteses mecânicas, e resolve se tornar um Alquimista Federal – a única forma de conseguir recursos suficientes pra poder recuperar seus corpos de volta.

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Um ano depois, a aventura começa.

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Particularmente o principal fato que me chamou a atenção pra FMA seria o fato de ter magia na história. Tal como gostei de Sakura Card Captors e Harry Potter, Fullmetal não foi uma exceção. Entretanto, foram as peculiaridades e forma que a história foi desenvolvida que tornaram Fullmetal especial para mim.

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“Como assim, Eriol?”. Cara, vocês estão falando com um escritor. Nos últimos cinco anos eu não consigo ver ou ler nada com os mesmos olhos de antes. Hoje em dia quando procuro ver um filme no cinema, por exemplo, eu presto atenção no enredo, na forma que foi dirigida, de como a história está sendo produzida, na atuação dos personagens. Isso tudo por que eu, já que não tenho condições de ir pagar um curso específico, tento buscar nas fontes ao meu redor aulas de como criar uma história. E com Fullmetal não foi diferente.

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A primeira coisa que percebi em Fullmetal quando vi pela primeira vez foi sua estrutura de enredo. Ele era tão elaboradamente entrelaçado que simplesmente não deixou margens para nenhuma ponta solta. Além disso temos também a magnífica forma de inclusão de personagens. Apenas em fullmetal (até o momento) eu vi um respeito enorme pro fato de “se coloco esse personagem na trama, alguma razão deve ter”. Não vou simplesmente dá-lo nome, uma cena só dele, um backgroundzinho pra depois descartá-lo como lixo. Isso nós vemos MUITO nas séries americanas. Quem aqui não me cita pelo menos um personagem que “pareceu” ter relevância numa serie e no final não era nada além de um “pipoqueiro na porta da escola”?

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A autora teve tanto cuidado em incluir os seus personagens que ela teve um problemão quando chegou perto do fim do mangá. Ela tinha vários personagens pra finalizar e não queria abandoná-los de qualquer forma. Esse tipo de tratamento fez com que eu também repensasse a forma que trato meus personagens no Londres, principalmente quando me lembro de minha TERRIVEL mancada na 2temp onde me esqueci completamente do segundo protagonista mais importante: Sebastian West. (no qual tive que me redimir logo no inicio da terceira!).

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Só o fato da trama ser incrivelmente intrincada e dos personagens terem importância, por menor que fossem, tornou Fullmetal incrivelmente fantástico pra mim. Só que tinha mais! Muito mais! A autora da série é considerada por mim um dos gênios da literatura.

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Não sei se isso é comum de mulheres escritoras, como era o caso de JK. Rowling e seu bruxinho, mas o fato é: Hiromu Arakawa (criadora de FMA) é uma das poucas criadoras que consegue somar de forma magistral Drama com Comédia. E ainda por cima temperar com doses de ação e suspense bem elaboradas!

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Em Fullmetal Alchemist logo no inicio você percebeu o drama que é. Entretanto, na cena seguinte você começa a dar boas gargalhadas com a cabeça quente de Edward Elric (o irmão mais velho) e o jeitinho “bom moço” de seu irmão Alphonse, que como está preso em uma armadura que não expressa emoções, tem que se desdobrar em jeitos de falar pra mostrar sua emoção.

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E a comédia é um dos pontos altíssimos de Fullmetal. Mesmo sendo um “desenho animado” até mesmo pessoas pouco ligadas a isso não conseguem evitar de rir de situações extremamente “nonsense”. (ex: eles “verem” a lembrança de sua avó adotiva mais nova no balão de lembrança de outro cara e falarem chocados: “quem é essa?!?!”) Além de outras tiradas inteligentíssimas como o diálogo entre o Flame Alchemist e o Fullmetal. Isso sim é o que eu chamo de “técnica pra cativar o espectador”. (né, leitores de Londres 1temp que ainda se lembram do Spinel com saudades^^).

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Então… Além do fato d’eu me apaixonar pela forma que a série é feita, vem junto outro fator que foi mortal pra eu me cair de amores completamente: Magia! E não é apenas uma magia qualquer… Lembram quando falei que Fullmetal lembra Mago: A Ascensão? Mermão, quem me conhece sabe: Eu AMO o rpg Mago de formas indescritíveis de se dizer. Agora imagine eu ver uma série que so falta falar sobre “avatar”, “Tradições” e “Tecnocracias pra se tornar a forma animada do rpg? (o que? a Metafísica da Magia?? Há! Vocês ainda não viram nada de Fullmetal… se vocês verem a “teoria do Ed” de como ele irá recuperar o corpo do irmão você delira!)

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Simplesmente não consigo ver a série sem fazer referencias ao Mago. Isso até chega a irritar quem está do meu lado (abraços Gui e Willian!!!). Paradigmas, paradoxo, rituais, esferas, rotinas, Arete sem foco, círculos de magia, fetiches, Familiares, leis da metafísica, etc, etc, etc… enfim… um prato cheio pra um jogador de mago. E pra mim, aos 25 anos, no qual estou muito seletivo pra o que eu assisto, Fullmetal tomou com glórias o lugar de CdZ, principalmente pq CdZ virou aquele tipo de “lembranças da minha infância” entende? Foi bom. Na época. Hoje já não me agrada mais.

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E atualmente eu continuo assistindo Fullmetal. Pra aqueles que não estão sabendo a série está sendo refeita só que agora seguindo a historia do mangá. Não entendeu? Vou explicar. O mangá começou em meados de 2000~2001 e devido ao sucesso logo caiu pra animação. Só que na época o mangá ainda estava sendo feito (pra vocês terem uma idéia o mangá vai acabar este ano) daí a série pra não virar algo sem fim como Pokémon e Naruto (e Bleach, e One Piece, etc) a produtora da série (que vale lembrar os nomes de peso: Bones, Sony e Square Enix [sim, sim, a mesma de Final Fantasy]) conversou com a autora se poderia fazer um caminho diferente do mangá. A autora não apenas concordou como resenhou o final da primeira série que terminou magistralmente!

Agora, alguns anos depois, vem Fullmetal Alchemist: Brotherhood, que é a mesma série so que seguindo agora de onde a série antiga se separou do mangá (e dando sequencia). Enfim, todo domingo é dia de Fullmetal Alchemist aqui em casa! Saiu no Japão, os Fansubs lançam as legendas PT-br e lá estou eu com pipoca e coca-cola curtindo meu domingão! [pra quem estiver interessado: www.punch-fansub.com.br].

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Então… é como eu disse pro meu amigo daki de Chatotiba: falar de Fullmetal será difícil pq não saberei citar uma critica negativa pra série. Entretanto, com o decorrer do blog eu irei falar ainda mais sobre série, pq se tem algo que influenciou muito a forma que eu lido com o Londres hoje ele foi Fullmetal Alchemist. O próximo post sobre Londres de Trevas, por exemplo, irei falar sobre o “tratamento com os personagens secundários e terciários” e, depois de ler este post, fica óbvio que eu irei adentrar ainda mais no que se diz respeito à FMA.

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É isso! Uma série do CARALIO que recomendo à todos!

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Abraços!


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Poisé… Eu SEMPRE ouvi falar de meus amigos: “O ANIME Death Note É Phoda!!!!!!!!”, porém, como sempre, eu nunca me predispus a ver. Chegando em Sampa, muito sem ter o que fazer, naquela hora do almoço onde vc fica comendo de frente pro pc pensando: “o que que eu irei fazer além de comer e olhar pro meu wallpaper”, resolvi ver a série. Que, por sinal, eu ja tinha em meu HD pq meu outro amigo do RJ me emprestou os dvds dele de anime e eu passei tudo pro meu HD. (passar é uma coisa. ver é outra!)

Então… O que tenho a dizer sobre Death Note. Talvez eu expresse apenas em uma única palavra: “FANTÁSTICO”.  Nem eu meus CINCO  anos de Londres eu um dia conseguirei criar um personagem tão gênio e uma trama tão articulada como Death Note.

Ok, ok. O autor já era escritor de série policiais e além disso era japonês (tradução: maniaco por perfeição). Mas cara… Uma coisa é vc ver um thriller policial foda. Outra coisa é vc ver um thriller policial foda SUPER criativo. Nem Fullmetal Alchemist é tão criativo como Death Note. A história foi algo fantástico, algo que dificilmente tu vai falar: “ah! se parece como num-sei-o-que”. (como é o caso de Fullmetal que pode ser TRI-Fantástico, mas sempre quando vejo eu falo: “Essa autora leu Mago: A Ascensão!”).

A trama fala de um rapaz, estudante deo 3º ano que em sua vidinha pacata encontra um livro que tinha escrito na capa: “Death Note” e em sua contra-capa: “How to use”. Não irei fazer uma resenha do anime como vcs pensam que irei fazer (já disse que se quiser um site de entretenimento vá procurar em outro lugar ^^), mas o lance é: o nome da pessoa que for escrito no Death Note morrerá de ataque cardíaco ou, se o escritor quiser, morrerá da forma que ele especificar.

Dai entramos numa trama absurdamente dinamica e inteligente: Como capturar um assassino desses E como o assassino irá fazer pra se proteger? O melhor de tudo é que vc LITERALMENTE fica do lado do assassino praticamente o anime todo pq ELE é o protagonista (leia-se: o cara fodão, inteligente, bonitão e carismático), dai estamos numa trama que é 100% o sentido do Paradaxo: Vc recusa as açoes dele, porém vc torce por ele!

Enfim… FANTÁSTICO!

Ok, eu sei que sou MUITO influenciado. Tanto pelo que vejo, leio e escuto, como também pelo que “vivo”, e isso é transpassado para o Londres. Mas, de Death Note te garanto que não peguei nada. (ok, ok… tem só 1 coisinha no epi 56, que pode ser considerado “do death note”, mas tá mais pra homenagem do que plagio propriamente dito. Whatever…) estou em referindo no quesito: “o que eu aprendi vendo Death Note”. Cara, eu aprendi muita coisa, mas todas não valem pro Londres E eu não sei usar, pq eu nao sou o autor foda do anime, eu assumo.

Entretanto, nem tudo são flores. A começar pelas aberturas. A primeira, incluindo o encerramento, é de uma das bandas J-Rock que eu mais curto: Nightmare (off: essa banda ESTARÁ no soundtrack Londres em breve). Porém, tal como o proprio enredo da série, a segunda abertura (e encerramento) mudaram TOTALMENTE colocando aqueles Trash Rock pesadão “nádegas” haver com a série. E como disse, a própria série mudou. Inicialmente vc é convidado pra ver a “Saga Raito x L” no qual é tão cerebral que vc precisa ver duas vezes pra sacar alguns diálogos (calma… nada supera Akira ainda pra mim, que precisei ver 8x pra entender ¬¬). Depois entra o tal do “N”, nada haver, a trama pula pro futuro, NADA haver, enfim… a série parece que mudou completamente! Pareceu que foram 2 escritores diferentes!

Porém isso não mudou nada na série. Continuou sendo Fantástica do mesmo jeito. Daquelas que vc começa a ver num dia e termina só no outro (com um buraco no estomago de tanto beber coca-cola e comer pipoca).

Então é isso! Eriol viu Death Note. É recomendadíssimo pra quem curte cenário do Mundo das Trevas (sim, é um thriller policial, porem tem sobrenatural) e certamente vc não irá se arrepender! (até minha amiga no-nerd viu e adorou! [bjos, lídia!])

Na próxima “o eriolviu” irei comentar sobre Fullmetal Alchemist!!! Então até lá!


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