Diário de um mago
Compartilhando idéias…

Uma das perguntas mais freqüentes que escuto desde que criei o Londres de Trevas é: “Quando ele vai sair em livro?”. Bom, a resposta não poderia vir em melhor hora depois de minha visita aos dois dias de RPGCon 2009.1 (sim, pq está previsto o .2). Lá eu pude conversar com as principais editoras de rpg do Brasil, e de quebra planejar como será a transição do Londres da web pras gráficas.

Então, primeiramente vamos esclarecer, eu não tenho uma preferência de Editora, mas vide alguns relatos das próprias editoras tem algumas que estão (definitivamente) cortadas de minha lista. Não vem ao caso eu ficar aqui dizendo quais são e porque estão cortadas, mas pra quem me conhece terá uma vaga idéia de qual estou me referindo.

O que aconteceu… No RPGcon tive uma conversa com as editoras e delas comecei a ficar pensativo sobre essa hipótese de livro. Sempre foi meu objetivo lançar em livro, mas eu nunca sabia quando e como. O editor da Devir foi bastante receptivo, entretanto, ele levantou questões que são obvias pra quem as escuta:

“Não dá pra publicar nada que já foi lançado de graça na rede.”

“O interessante seria publicar algo novo, também de sua autoria, como por exemplo uma continuação da saga. Isso ia atrair tanto novos públicos quanto os veteranos.”

“Ou, tem a opção de aproveitar enquanto você ainda é anônimo e tirar tudo que está na rede pra publicar em livros.”

Não dá pra publicar nada que foi lançado de graça na rede? Tudo cai na rede! A questão é: quem está disposto a ler as mais de mil páginas da Terceira Temporada na web??? Sim, nesses 5 anos de Londres, conheço muitas pessoas que dizem que não lêem o Londres pq ficam com a vista cansada no monitor. (sim, é de você mesmo que estou falando!). Os próprios leitores veteranos dizem que quando um episódio é muito grande (mais de 20 páginas) eles deixam pra ler em partes. Essa é a velha discussão que pra mim já está tomada como encerrada: a internet vai substituir o papel um dia?

Não! Podem vir quantos pdfs você quiser, nada vai substituir a sensação única de você deitar na sua caminha, pegar aquele livro de cabeceira, e fazer aquela boa leitura antes de ir dormir. E quando o assunto é RPG sou mais categórico: NÃO VAI substituir. (Palavras de Eriol… amém!).

Então, além da Devir, minhas conversas com outras editoras interessantes que estavam lá, como a Jambô e (por telefone) a Novo Século firmaram o que realmente falta pro Londres: as provas finais. Tá faltando que este que vos fala tomar vergonha na cara, terminar logo a Terceira Temporada, revisar, diagramar, imprimir e enviar pras Editoras. Claro que numa trilogia não irei começar pela terceira parte. Falta então eu terminar a Reescrita da Primeira Temporada, revisar, diagramar (sendo que este está quase feito, vide que eu digito num .doc), imprimir e enviar. Falando isso até parece fácil, mas não é. A verdade mesmo é que não vejo a hora de acabar logo a 3temp pra poder me dedicar exclusivamente a essa parte do Londres. Tentei meses atrás tocar os três projetos ao mesmo tempo, sabe o que eu descobri? Que eu tinha que escolher entre viver ou digitar o Londres, pq os dois não conseguiam coexistir =/.

E no meio disso tudo temos ainda a Quarta Temporada (ou Última Temporada). O capitulo final de nossa saga onde irei estrear o “verdadeiro” protagonista do Londres de Trevas: Andrew. Só que, depois receber o Choque de Retorno nas conversas com as Editoras sobre o destino que Londres terá que tomar, a 4temp foi a que me deixou mais chocado: ela não será, definitivamente, publicado na web. Não apenas ele como também outros projetos (ex: Voices, mas este ainda estou revendo isso). Pra mim que sou apaixonado pelo “londresdetrevas.com” foi triste ter que tomar essa decisão. Mas, ou era isso ou nunca ter uma decisão concreta do que quero pro futuro do Londres. E livro vem em primeiro lugar!

E assim termina nossa história. O que está decidido hoje:

  1. O que está no ar vai continuar no ar até segunda ordem. Isso inclui as versões reescritas da Primeira e Segunda Temporadas, que ficaram no ar até que eu as tire definitivamente. (OBS: quem estiver acompanhando-as, por favor, me envie um e-mail solicitando as continuações. Não terá problema nenhum eu os enviar pra vocês.)
  2. Quanto a Terceira Temporada irá continuar do jeito que está. Irei postar os Episódios até o fim da Temporada e até lá vai ficando no ar até eu começar a agilizar o lance das publicações.
  3. E a Quarta… bem, essa realmente tem mais chances de sair só em 2015 e em livro! =/

Acho que agora deu pra tirar algumas duvidas de meus leitores sobre o futuro do Londres! Até a próxima então!


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Quando pego meu livro de Lobisomem consigo perfeitamente fechar os olhos e lembrar de três pessoas: Meu amigo (“lobisomem é bom, mas não é o tipo de jogo que eu jogo”), meu Melhor amigo (“O Lobisomem é PHODA!!!”), e de meu Mestre (“Lobisomem é uma merda!!!”). Então, desde que me entendo como jogador de RPG, Lobisomem sempre foi um jogo de opinião ambígua pra mim, principalmente por que eu nunca tinha lido o livro, mas, entretanto, eu concordava que não era o tipo de jogo que eu iria gostar.

Isso, por que estou me referindo ao antigo: Lobisomem, O Apocalipse. Porém, as coisas mudaram completamente em sua nova versão da linha Storytelling: Forsaken estava na área!

Primeiro eu comprei esse novo lobisomem guiado por meus amigos do Rio, principalmente depois que um comprou (abraços, Dedé!). Ele me ligou apenas pra falar que o jogo era foda e que o fazia mergulhar no universo de Lobisomem completamente. Ok, tadinho… era o primeiro livro da linha White Wolf dele, era normal esse tipo de comentário, mas até lá eu ia pegando o livro dele e dando uma folheada. Depois ficava na maior paquera lá Livraria Travessa (que saudade do Rio T.T) folheando o livro sempre que ia pro shopping. Até que chegou o dia que tomei vergonha na cara e pedi logo em namoro… ops, digo… comprei logo o Livro.

Cara, primeiro o mais interessante é que este era meu primeiro livro que não tinha influencia NENHUMA de ninguém. Tipo, mesmo o Dedé comprando, a opinião dele ainda era muito fraca pra mim, visto que ele nunca tinha visto outros jogos da White Wolf antes. Pra todos os lados não havia uma opinião formada e sim “E ai? É bom?”, então, obviamente, só dependia de mim exclusivamente achar se o jogo era bom ou não. (se torrei 96 reais à toa ou não).

Serei bem direto em minha resposta: SIM, o jogo é PHODA! Não (apenas) pelo fato dele realmente te fazer mergulhar no universo dele, como também FINALMENTE Lobisomens são monstros e não os “Cavaleiros do Zodíaco de Gaia”. O que mais me irritava no antigo era o fato dos lobisomens serem tratados como se fossem alienígenas nos quais andar na forma de batalha (Crinos) era tão normal quanto andar ou não de tênis. Hoje, as coisas mudaram. Hoje finalmente colocaram o “ser” lobisomem num patamar monstruoso, tipo no livro O médico e o monstro: “Eu sei o que posso me tornar e tenho medo de mim mesmo”. Essa é uma das premissas do novo Lobisomem, resgatar aquilo que havia ficado perdido no antigo: o terror pessoal.

E podem vim quantos quiserem defender o Apocalipse que não tem jeito: o antigo era sim formado apenas por jogadores que só queriam saber de Matar, Pilhar e Destruir (né, Toni?). Até mesmo apareceu um carinha lá no RPGCon defender “seu jogo do coração”: “imagine você sozinho numa casa abandonada com sua mãe doente na cama. Agora imagine que do lado de fora tem dezenas de arruaceiros e vagabundos que a única coisa que querem é destruir sua casa e matar sua mãe e você. Você fica sem saber o que fazer, pois sabe que se sair pra lutar terá que abandoná-la (e ainda saber que sozinho não conseguirá nada). E se ficar e protegê-la poderá morrer junto com ela. Ainda tinha a terceira opção: fuja deixando tudo pra trás. Este era o dilema do Apocalipse: lute por uma causa perdida ou fuja.”

Nossa… que lindo!

Há! Pra mim isso foi ridículo. Primeiro que se essa era realmente a premissa do antigo, devo informar que eles deveriam ter dito isso logo na contracapa por que NÃO era isso que era jogado ou feito nos suplementos. A idéia principal do jogo era: “começou a guerra santa travada entre a deus Gaia e a perversa deusa Wyrm, e você é um dos escolhidos que irá lutar nesta Guerra Santa pra salvar o mundo de uma devastação iminente!!!”

Ok, ok… “Ah, Carlos, você pode tá falando merda pq nunca leu o Apocalipse na vida!”, diria meu amigo Doug agora. Não meu caro! Logo depois que comprei o Destituídos procurei no Mercado Livre pelo Livro das Sombras (guia dos jogadores pra Mago) e me veio de brinde o Apocalipse! Eu li o Apocalipse! Eu leio os suplementos traduzidos pela Nação Garou e posso dar a minha opinião concreta do que eu achei: UMA MERDA!

Cara, num dá! Se eu quiser jogar tanta porradaria e sanguinolência prefiro pegar o velho D&D e jogar uma aventura baseada em guerra medieval! (pelo menos as regras são melhores ^^)

“Então, Eriol… falou, falou e até agora não disse nada sobre o novo Lobisomem, só que ele é Phoda”.

O lance é o seguinte. Os jogos da White Wolf realmente são bem exclusivistas. Depende de cada um qual o jogo irá lhe atrair mais, sendo que Vampiro sempre será o preferido de todos (everybody loves vampire). Mas esse novo lobisomem trouxe “quase” as mesmas coisas do antigo, entretanto ele ficou mais leve e mais bonito, por assim dizer. Agora os lobisomens não são máquinas de matar e sim humanos que quando descobrem suas verdadeiras origens descobrem a vergonha que são e que apenas estão vivos por causa da misericórdia de sua mãe, a deusa Luna (sim, sim… ainda existe o Panteão lupino). Além disso, gostei muito do fato das tribos serem apenas 5. O jogador, como dizem uns e outros, não fica limitado. Pelo contrário! Antigamente é que dava trabalho! O cara passava uma hora e meia tentando escolher qual das 13 tribos ele ia querer ser e quando escolhia se arrependia mais tarde. Agora, com apenas cinco, o jogador está mais livre. Ele pode escolher praticamente qualquer e depois moldá-lo da forma que desejar. Dava pra fazer isso no antigo? Sim, dava. Mas no final ficava parecendo outra Tribo e o jogador ficava frustrado com isso.

Uma das coisas que também me atraíram no novo lobisomem é o Mundo Espiritual. Oh, Deus… finalmente acabou as 12 Casas Umbrais da Penumbra!!! Jogar lobisomem não era jogar no mundo espiritual e sim jogar “Lobisomem Jones e os Aventureiros da Umbra”. Alguém gostava daquilo? Já teve grandes aventuras na mesa com aquilo? Que bom! Não duvido que tenha sido bom não! Mas pra mim isso não rola!

Cara, eu tenho uma opinião muito particular sobre o que é jogar n’O Mundo das Trevas. E nesta minha opinião o enfoque não é o macrocosmo do jogo e sim seu microcosmo. É focar em ruas, bairros, cidades, npcs, estabelecimentos, tal como aprendi em “Vampire: Bloodlines”. E isso pra mim tem que ser válido pra todas as linhas, afinal tudo faz parte de um mundo sombrio conhecido como Mundo das Trevas. Ficar fazendo aventuras baseadas em “Umbra, a Fronteira Final” não é a idéia que tenho desse universo. Qual filme de terror narra assim? Se pensar bem, todo filme de terror narra um microcosmo onde algo ameaça a vida dos protagonistas, seja ele um antagonista ou simplesmente um lugar misterioso (opa! dois suplementos do nMdT =P).

Então, voltando ao que estava falando, o Mundo Espiritual em Lobisomem-Destituídos ficou bem mais concentrado e mais “simples”, por assim dizer. Agora ele é apenas um reflexo distorcido do nosso mundo que coexiste ao mesmo tempo. O foco agora é dar o clima de “Constatine – o filme” com “hellraiser”. Sério! Ficou muito bom!

Então… pra encerrar é o que eu disse anteriormente, os jogos da White Wolf vão de gosto a gosto. Eu gostei muito dos Destituídos, que em contraposição, odiei o Apocalipse. São jogos que, mesmo tendo coisas em parecido, são completamente diferentes em cenário e narrativa e isso me agradou imensamente. É caro? É! Não nego. Mas, se depois de comprar você gostar tanto quanto eu gostei, vai valer cada centavo gasto!

Eu gostaria muito de fazer uma resenha sobre o livro, mas to com preguiça de fazer isso. Procure na net que outros blogs já fizeram isso!^^ Eu me reservo ao direito em apenas em tecer minha opinião! =P

Abraços!


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