Talvez um dos grandes mistérios dos homens solteiros é sem dúvida: o feijão. Pra quem não sabe, morei 1 ano sozinho em um pensionato masculino, dai tive contato com dúzias de homens de todos os tipos, e te garanto uma coisa: se o cara não fosse cozinheiro ou gay, ninguém sabia fazer feijão! Sabia fazer arroz, churrasco, macarrão, pizza, miojo, cuzcuz, omelete, enfim… tudo que um homem sabe fazer… agora feijão era uma iguaria que só mesmo na rua, comprado em lata ou na casa da mamãe.
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Claro que isso foi a dois anos atrás e este ano em especial, morando em Chatotiba, longe de todo e qualquer “fast-food” que se possa imaginar, tive que aprender algumas coisas, e uma delas foi o feijão. Ok, não foi tão dificil como imagine: Tirando o fato, é claro, que eu tinha puro PAVOR e TERROR da panela de pressão, PRINCIPALMENTE, quando ela entrava em pressão… [aquilo lá parece que vai explodir!!!!].
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Enfim, pra ajudar a comunidade da cueca rpgistica segue abaixo a receita que eu uso. Posso garantir: sai Fantástico!
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ingredientes
- ½ cebola grande;
- 2 dentes de alho dentuços;
- lingüiça calabresa;
- bacon;
- feijão preto, claro;
- 2 tabletes de caldo Brasileirinho® da Knor®;
- orégano a gosto;
- 1 folha de louro;
modo de preparo
- coloque 350g de feijão na panela de pressão;
- acrescente água que passe uns 3 a 4 dedos do feijão;
- feche a panela e leve ao fogo;
- cozinhe por mais ou menos 30 minutos, e tire do fogo;
- coloque a panela em baixo da torneira e abra a torneira (boa essa dica), assim diminui a pressão e será possível abrir a panela (cuidado para não deixar água fria entrar dentro da panela e estragar o seu feijão quase pronto);
- leve ao fogo e, se precisar, acrescente água quente ao feijão;
- em uma frigideira quente, coloque o bacon picado a gosto, deixe sair um pouco da gordura;
- acrescente a lingüiça e a cebola picada, após o alho;
- deixe fritar por alguns minutos até dourar um pouco a cebola (dourar é diferente de queimar!);
- coloque a fritura dentro da panela de pressão, acrescente dois caldo Brasileirinho®, duas folhas de louro e orégano a gosto;
- novamente, se precisar, acrescente água, e para engrossar o molho somente deixe
fervendo;
- cuide se o fundo está grudando, caso isso ocorra diminua o calor do fogo.
[Créditos: http://www.culinariamasculina.com.br/]
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Ok… Depois disso vamos pra algumas explicações…
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O Londres está atrasado. Fato. Eu sei, mas infelizmente não tive como evitar. Pra ter uma ideia, antes atrasava pq eu ficava mais tempo jogando Pangya (futuro “o eriol jogou”) e eu acabava me esquecendo. Estou há 2 meses sem jogar absolutamente NADA, nem RPG (né, Eli e Gubez?) e passando por “probleminhas” familiares. Enfim… Londres foi pro saco. Pra complementar: Pra quem tb não sabe, o episódio passou por “altos e baixos” do tipo que semana passada eu tinha simplesmente apagado 9 páginas pra reescrever tudo! (tinha achado uma porcaria as nove paginas). Entonces… basicamente to fazendo o Londres realmente aos poucos, enquanto as cosias vão melhorando. Não dá pra prometer uma data, mas prometo que sai este ano!!! (^^)
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Pra fechar o post de hj vale repassar a noticia do dia: SUPERNATURAL RPG.
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É isso mesmo que vc leu! A série que é sem dúvida uma das favoritas do meio rpgistico (principalmente dos fãs do Mundo das Trevas) agora tem seu próprio “Core Book” e suas regras.
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Só pra constar: o jogo foi feito uma outra editora de rpg nos Estados Unidos, uma “daemon” gringa. Sei que o cenário de Supernatural é perfeitamente adaptavel pra qualquer jogo, seja Trevas, como Mundo das Trevas, ou até mesmo Hunter. Mas o jogo oficial parece ser legal!
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Vou repassar aqui a resenha que eu li na net sobre ele. Vcs podem tb conferir no site oficial: http://d3system.com.br/wodbrasilnews20090923/
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Pensando alto, resmungando, ruminando
Chegou aqui em casa estes dias o RPG de Supernatural, produzido pela Margaret Weis Productions. Foi uma das compras mais arriscadas que fiz até hoje, porque só tinha lido uma resenha dele – e ainda por cima feita por fã no RPG.Net – e não conhecia o sistema Cortex, que não tem grande fama. Junte a isso o fato de que RPGs adaptados de propriedades intelectuais alheias geralmente têm má reputação, e poderia ter me dado muito mal.
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Mas talvez exatamente por não esperar muito – e também por acreditar que Supernatural enquanto série sempre foi um bom RPG, se é que vocês me entendem – até que estou gostando do que estou lendo. Ainda não cheguei no capítulo com as mínucias das regras, mas passei pelo capítulo “The Basics” (”O básico”), o de criação de personagens e o de Traits (”Características”), que refinam o personagem para além dos Atributos e Skills (Habilidades/Perícias). Isso já deu uma idéia dos fundamentos do sistema Cortex e, principalmente, do tom do texto – que parece ter sido escrito pelo próprio Dean Winchester, com seu vocabulário… Como explicar… Rústico?
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Prós do jogo até agora:
- Ficha de personagem enxuta, com liberdade para a criação/inclusão de Skills personalizadas: Os Atributos são fixos como usual (no caso são seis), mas de resto o jogo exibe um meio-termo ótimo entre uma lista pré-gerada de Skills e a possibilidade dos jogadores incluírem as Skills que desejarem. Isso é possível em termos diretos – isto é, dar ao seu caçador uma Skill que não consta no livro – e indiretos, com a possibilidade de escolha de Skills Especializadas: você pode comprar Armas de Fogo d6 e depois refiná-la ainda mais adicionando embaixo a sub-Skill Escopetas com valor d8, d10 ou d12, por exemplo.
- Tudo é medido em tipos de dados, e não com valores numéricos fixos: Pode parecer estranho à primeira vista, mas em vez de ter Inteligência 6 e Armas de Fogo 4, você tem Inteligência d6 e Armas de Fogo d4. Geralmente, você joga um Atributo + Habilidade - ou seja, no exemplo, jogaria um d6 + um d4 – e depois soma o resultado. Se bater a dificuldade, conseguiu. Um efeito colateral disso é que, se você obteve um melhor resultado no dado de sua Skill em vez do dado do Atributo, por exemplo, isso pode informar a descrição da cena (não sei se o capítulo do Mestre menciona isso, mas foi uma idéia que me ocorreu e que parece fazer sentido).
- O jogo tem um recurso de “pontos de intervenção na narrativa”: Isso é algo que muitos RPGs independentes modernos incorporam, mas pouquíssimos RPGs “mainstream” fazem: trata-se de um “pool” de pontos especiais que o jogador pode gastar para inserir um fato novo na cena ou alterar algo a seu favor, e que ele recupera sob certas condições narrativas – no caso, agir de acordo com as Complicações que escolheu na criação de personagem. Eu gosto muito dessa idéia; ela permite que os jogadores contribuam ainda mais com a riqueza da história, aliviando um pouco o trabalho (sempre pesado) do Mestre.
- O sistema Cortex é simples de entender se você já conhece Mundo das Trevas e/ou D&D: Há paralelos diretos entre Cortex, D&D e até mesmo Storytelling, apesar do uso de dados de tipos diferentes. Você joga Atributo + Skill, modificado por Traits (que se parecem com as Vantagens do novo Mundo das Trevas, inclusive em termos de escopo). A ênfase é na narrativa e em jogar dados somente quando absolutamente necessário. Há Pontos de Vida, como em D&D, mas o dano se divide em “atordamento” e “ferimento”, o que lembra dano por contusão e letal, como no Storytelling. E por aí vai. Tirando os Pontos de Narrativa (aqueles de interferir na história), todo o resto lembra algo dos dois sistemas mais famosos do mundo.
- Texto esperto, meu irmão: Se outro dia estava reclamando de RPGs herméticos, desse não se pode reclamar: não conheço nenhum livro de RPG – básico ou suplemento – com texto tão direto quanto este. É enxuto, no ponto e divertido, além de fiel ao espírito dos caçadores da série.
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Já entre os contras…
O jogo usa diversos tipos de dados: Embora o uso de todos os dados pares entre d2 e d12 não seja tão complicado quanto em certas versões de D&D, ainda assim se trata de usar diversos dados diferentes em um único sistema. Em defesa do sistema Cortex, não consigo imaginar como seria possível usar todos estes dados de forma ainda mais simples – o problema é que isso exige mais compras da parte dos jogadores.- Falta um pouco de clareza: Talvez por causa do estilo do texto ou do tamanho relativamente pequeno do livro (menos de 200 páginas), em um ou outro ponto o texto não é exatamente claro quanto a como determinada regra funciona. No caso dos Advancement Points (”Pontos de Progresso”, o equivalente a XP), o texto é até contraditório – ainda não tenho certeza sobre os custos de se incrementar um Atributo ou Skill. Pode ser que o capítulo de regras detalhe isso melhor; vamos ver quando chegar lá.
- Texto ixxxperto, mermão: Sim, isso também é um contra – porque a “esperteza” do texto por vezes cansa. Imagine conviver com Dean Winchester falando de rock clássico, mulher e carros durante anos. Por mais que eu ame muito tudo isso (bem, exceto carros), não há quem aguente. Até agora, não sei se o texto deste livro é um primor de estilo e autenticidade, ou uma bela saída pela esquerda para não ter que pensar muito na escrita.
- Não é Hunter: the Vigil: Podem reclamar desse “contra” vindo de um fã do Mundo das Trevas, mas é fato: Supernatural RPG nem de longe apresenta a diversidade temática, de regras, de antagonistas e de material que Hunter: the Vigil tem. Mesmo considerando que este tem cerca de 100 páginas a mais, não há absolutamente nada em Supernatural que você não consiga reproduzir facilmente com Vigil – que ainda por cima vai te dar muito mais opções que nunca funcionariam no sistema Cortex ou no cenário de Supernatural, a série.
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Noves-fora, as coisas boas por enquanto estão superando as ruins. Ainda há algumas idéias menos cruciais ao sistema e ao cenário que quero testar antes de tomar partido, como o sistema de Lifestyle (”Estilo de Vida”), que define o que o seu caçador pode possuir ou comprar, além da possibilidade de saber se naquele mês o dindin está sobrando, faltando, ou na medida. O sistema lembra a forma como Recursos são tratados no novo Mundo das Trevas, mas envolve possíveis testes com dados e potencialmente inclui não apenas dinheiro, mas padrão de vida esperado de acordo com o background do personagem.
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Assim que comprar os dados que faltam e testá-lo, conto o que achei dele pra valer. Enquanto isso, vocês podem tentar o quickstart, “The Hunt Begins” – que eu só descobri existir agora… (para quem ainda não sabe o que é um quickstart, trata-se de uma versão demo gratuita do jogo, com personagens pré-gerados e aventura pronta.)
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Então é isso! Amanhã é dia de 40 coisas randomicas! Até lá!
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