Diário de um mago
Compartilhando idéias…

Sim, irmãos! Levantemos as mãos pros céus e gritamos: Aleluia!!! Finalmente vai ao AR o último episódio do Quarto Arco da Temporada!

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E que sufoco hein?!?

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Mas antes de falar sobre o episódio, gostaria de ponderar sobre esse arco que se encerrou. O que falar do quarto arco? Acho que uma única palavra poderia descrevê-lo da melhor maneira possível: Épico!

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Nenhum outro arco do Londres de Trevas, contando com as outras temporadas, teve tantos episódios megafuderozords como este! Começou logo com o Especialíssimo “Episódio 50″, que contou com nada menos do que 50 páginas de pura aventura sci-fi. Depois tivemos o Episódio 51, a Saga de Lilith Daemon pelos Círculo do Inferno, estando ele entre os meus favoritos! Dai tivemos a volta do Danyael. A morte de você-sabe-quem. A Descoberta da identidade do Assassino. A Prisão Umbral de James. Enfim… emoções não faltaram pra encerrar o ápice da história e agora, definitivamente, caminhar pro seu final.

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Agora… O que esperar do Episódio 56?

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Na verdade tudo que planejei pra ele foi por agua abaixo! Quem me acompanha de perto sabe que andei escrevendo-apagando-escrevendo o episódio várias vezes. A verdade é que: ao invés de encerrar tudo num unico episódio, acabei criando nada mais/nada menos do que os ganchos pras histórias finais! Em resumo: ao terminar de ler este episódio o leitor já terá em mente exatamente o que ele vai esperar pro final da saga da Terceira Temporada.

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E falando do final da Terceira Temporada… é o final vai ser barra de escrever!!! Tenho que começar desde já a preparar os docs aqui pra levar pra imprimir, pq vou ter que reler muuuuuuita coisa!!! é o final neh galera? Tem que deixar todas as pontas soltas bem amarradas e fechadas!

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Então é isso! Pra’queles que acompanham a série não deixem de conferir o novo Episódio! O link vcs sabem bem qual é, mas se quiserem ser bem direto, aqui ao lado no menu tem o RSS do Londres com link direto pro episódio. Só clicar!

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Um abração a todos!


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Como falei alguns posts passados, até começar a Terceira Temporada de Londres de Trevas eu narrava rpg na base do improviso. Cara… não é ruim narrar assim, pelo contrário, isso favorece uma gama de situações inusitadas! Entretanto, com o passar dos anos comecei a ficar mais exigente comigo mesmo com relação à narrativa e, principalmente, com a velhice (e meu claro distanciamento dos meus tempos juvenis) acabei ficando com uma imaginação um pouco “fraca” se comparar a antes. Entretanto, não tem por que se desesperar. A vida está ai pra’gente aprender, e foi exatamente isso que aconteceu comigo e o RPG. No post de hoje vou compartilhar um pouco com vocês minhas experiências.

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A situação do rpg pra mim complicou mesmo quando essa fase “adolescente/adulto” chegou. Simplesmente não conseguia mais narrar nada! Ficava os jogadores olhando pra minha cara e eu acabava não levando o jogo a lugar nenhum. Daí vinham as suposições: “ah, você deve estar cansado de só narrar!”, “cara, é a vida lá fora que estressa tanto que num dá mais animo”, etc. Poderia ser tudo isso sim, mas tinha algo mais nisso. A situação não melhorou com o passar do tempo! Simplesmente os meses foram passando e nada de uma boa mesa de rpg rolar. Isso até meados de julho de 2006, quando comecei a criar o enredo da Terceira Temporada.

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Claro, das três bases narrativas que formam uma história (Cenário, Enredo e Conflito) Cenário era sem dúvida o menor de meus problemas. Eu estudava sobre Londres. Pesquisava continuamente a cidade. Ficava sempre atento a qualquer novidade. E o principal, criava uma série que, por ser ambientada na mesma, eu sabia exatamente como eu queria que a minha Londres fosse. Mesmo muito antes de deixar tudo arrumadinho, eu sabia exatamente o que queria ao criar a Crônica chamada Londres de Trevas e tinha certo todos os temas e tons do cenário. Tendo isso mente, atender o pedido de meus dois melhores amigos (abraços Lucas e Guto!) pra narrar o Londres não foi dificuldade nenhuma. (Principalmente por que eu estava em débito com os personagens deles – Nick e Sebastian). E ainda tinha a presença de mais um jogador que faria um personagem que se tornou bastante querido pelos leitores: Erick Russell.

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Daí a história começou incrivelmente perfeita, com todas as idéias em ordem, com todos os npcs bem colocados, com o cenário de movimentando. Não sei se meus jogadores perceberam, mas eu sentia que a cidade tinha vida naquelas narrativas. Não era algo de simplesmente: “Está rolando uma assembléia no arcanorum. Vocês estão na entrada, vêem vários carros caros e pessoas elegantes. O que vocês fazem?”. As cenas tinham mais cor, mais vida, mais emoção, fazendo delas surgir narrativas incrivelmente fantásticas como: “Por muito tempo o Arcanorum não era tão movimentado. Vocês, que ainda se sentem abalados pelo assassinato do Diácono, se aproximam do lugar um tanto receosos. O que poderiam encontrar lá? O que aconteceria naquela assembléia? De longe, Nick vê Derek Johannes e não se sente muito à vontade. Sebastian por sua vez observou que sua antiga paixão realmente havia se tornado parceira intima de Derek. Mesmo sendo apenas desconhecidos em meio aquela reunião, logo alguns rostos conhecidos se fizeram surgir na multidão. Os bons e velhos amigos dos tempos da Faculdade…”

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Se vocês perceberem a diferença é obvia: os detalhes. Eu não estava narrando pra um trio novato que não conhecia nada da cidade, seus costumes, sua política, etc. não estava narrando pra três fetos recém-nascidos que mal tinham amigos ou um passado digno de nota. Estava narrando pros protagonistas do 1º arco da 3ª temporada! Além disso tudo, o cenário ganhou mais tom a partir do momento que eu, não apenas conhecia o cenário, como também tinha total controle sobre meus NPCs e suas reações. Aquele que foi citado, “Derek Johannes”, mesmo se tornando protagonista no 2º arco, quando era apenas coadjuvante eu tinha total controle sobre suas ações, percepções, pensamentos, atitudes, e tudo mais. Era como se, na minha cabeça, tivesse acontecendo uma segunda narrativa, mostrando pela visão de Derek a chegada dos personagens ao local.

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E sem dúvida era fantástico!

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Mas essa aventura não durou muito, como os próprios leitores poderão acompanhar na série. E, mais tarde, houve varias vezes a necessidade de eu novamente voltar à narrar. Parecia até uma maldição, mas eu não conseguia narrar nada que não fosse focado no Londres de Trevas. “Por que isso?!?” Será que eu era (ou sou) tão limitado assim? Por que será que não consigo ler o Demônio: A Queda e no próximo final de semana narrar uma mesa desse jogo??? O que estava acontecendo comigo?!?

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Será mesmo que o problema era SÓ comigo??

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Poucos meses depois, logo após narrar outra mesa de Londres de Trevas (2º arco), eu resolvi me dedicar a criar um cenário Fantasia-Medieval. Nesse processo que levou simplesmente dois meses, eu criei um mundo inteiro (graças aos programinhas do D&D), fui atrás de masmorras, criaturas fantásticas, além de criar cada uma das cidades, que foram desenhadas magistralmente por outro amigo meu (abraços, Toni!). Durante o processo de criação também me dediquei a criar o que eu chamei de “livro do narrador” com todos os “plots” e “side-quests” possíveis e imagináveis que poderiam acontecer, além é claro, da trama principal. Poucas semanas depois reuni 5 amigos e demos inicio à fantástica série: “A Lenda de Medievo: Páginas da Magia”.

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Resultado: FANTÁSTICO!

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Então, Eriol… qual é o problema das suas narrativas? Eu ainda não tinha uma resposta bem definida e clara. Apenas sabia uma coisa: “que pra cada minuto gasto no planejamento de uma mesa, economizaria horas de desespero durante o jogo propriamente dito”. Mas eu ainda fui pro Rio sem ter isso realmente formulado na minha cabeça. Entrou em cena meu MAIOR professor de narrativa de rpg de todos os tempos: o game “Vampire, the Masquerade: Bloodlines”.

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VtM: Bloodlines foi mais do que um simples jogo. Ele foi incrivelmente fantástico! (Em breve farei um “o eriol jogou” dele, podem ter certeza!) Bloodlines foi criado pela Troika e Actionvison pra ser a despedida de ouro do cenário da Máscara pra chegada do novo Réquiem, mas o melhor dele é sem dúvida os “dedos” do pessoal da White Wolf. Simplesmente todas historias e sub-histórias foram criadas pelos escritores da editora e, sem dúvida nenhuma, o jogo mostrava como era um jogo de “Mundo das Trevas” narrado pelos seus vários criadores. Pra um narrador dedicado, o jogo era sem dúvida a “bíblia definitiva sobre técnicas de narrativa”. Então, após jogar o jogo várias vezes e fazer seus 7 finais como todo bom nerd, me dediquei a “estudar” o jogo.

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A idéia principal era: E se fosse um rpg de verdade? E se ao invés de estar aqui diante do PC eu estivesse numa mesa de rpg com um narrador na minha frente? Como ele teria criado esse jogo? Quanto tempo e dedicação ele gastou pra criar todo esse enredo? O que ele pensou inicialmente? O que ele pensou durante? Que técnicas ele usa pra inspirar medo e suspense? Todas essas perguntas foram formando o que seria a base de muitos de minhas futuras narrativas.

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Chegando no Rio o pessoal lá que conheci já mandaram forte: “Queremos Vampiro!!!”. Era exatamente a oportunidade perfeita de por em prática o que havia aprendido com o Bloodlines. Primeiro peguei um cenário que eu já conhecia: Rio de Janeiro. Ok, estava morando a mais de oito anos longe da cidade, mas o rio ainda era minha cidade natal e pelo menos alguns bairros eu conhecia – e bem! Daí fiz exatamente como o jogo fez com Los Angeles: dividi e a cidade em mini-cenários, usando bairros que conhecia e, principalmente, dando um Tom diferente a cada um deles.

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Eram 4 bairros: Largo do Machado (cenário inicial, no qual a diferença entre o mundo real e o dos vampiros era tênue), Copacabana (a zona de meretrício. Lá era a minha “Sin City” – tinha de tudo! Violencia, roubo, prostitutas, boates badaladas, baronesas vampiras… enfim, um pedacinho do inferno), Centro/Cinelândia (O centro comercial do jogo e onde ficava a residência do Príncipe. Lá era onde o jogo era muitas vezes sério e refinado, afinal “o príncipe tava de olho”), e por fim, Centro/Uruguaiana (uma área antiga da cidade, com vários prédios históricos do tempo da chegada da família real – em poucas palavras: a área “anciã” da cidade). Com apenas isso estava sendo moldado meu “Rio by Night”. Faltava ainda muitas coisas, mas apenas com isso eu já pude vislumbrar o Rio de Janeiro como um cenário de rpg e não como “a cidade escolhida aleatoriamente pra eu narrar”.

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Então, após meses narrando a Máscara pro pessoal do Rio, cheguei a definitiva conclusão: RPG, pra mim, atualmente, tem que ser BEM planejado, se não, não rola! É como falei no inicio: realmente estou me sentindo velho demais pra ter a imaginação à flor da pele. Se nem no Londres de Trevas eu estou fazendo as coisas desta forma, como eu poderia passar isso pro jogo? Assim que cheguei em Chatotiba as cosias estavam bem claras pra mim: se não planejar antes, não narre! Mas como a ânsia por jogar era grande e eu realmente estava sem tempo e paciência pra criar todo um cenário, enredo e conflito (seja lá onde ele fosse!), resolvi apelas pras aventuras prontas, afinal… estavam prontas!

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Foram boas, não posso negar! Mas elas eram incompletas. Precisariam que eu desse continuidade, E, principalmente, que eu finalmente me dedicasse a criar o cenário de New Orleans que estava narrando. Paranóia minha? Pode até ser, meu chapa! Mas eu prefiro assim. É como disse antes: melhor ficar horas me preparando do que ficar pagando mico desesperado na frente dos jogadores!

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Bom… levei exatamente três páginas apenas pra passar pra vocês minhas dicas de narrativa, mas não custa nada compartilhar experiências! Então, pra encerrar, vou revisar com vocês exatamente como faço hoje em dia quando vou criar uma mesa de rpg. Vamos lá?

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Basicamente eu sigo quase que rigorosamente as dicas que os livros da White Wolf dão nos capítulos de “Narrativa”. Meus preferidos são: O Mundo das Trevas, Demônio: A Queda, Tempo do Sangue Fraco (pra vampiro), Mago 2ªed e Guia da Tecnocracia. Cada um desses livros vem com abordagens e técnicas que pra mim são como se fossem a “apostila de curso tecnólogo pra narrador de rpg”. Além disso, uso as técnicas que aprendi com o jogo Bloodlines: o Cenário e Enredo!

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Cenário: na verdade o cenário faz parte do Enredo, mas eu prefiro tratá-lo de forma separada. Onde eu irei narrar? Será novamente em Londres? Será a cidade onde estou morando? Onde já morei? Ou uma cidade totalmente nova e desconhecida? Sinceramente prefiro as três primeiras opções, sendo que de “Londres” já to saturado (=P). Daí quando decido isso, vou lá no nosso querido Google Maps e já tiro vários prints. E vou começando a criar a cidade que irei narrar. Os pontos principais, os estabelecimentos mais chamativos, os prédios importantes, enfim… todos os detalhes.

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Depois vêm os npcs. Claro que inicialmente eu não crio tooooodos os npcs do jogo, mas é bom ter pelo menos (no mínimo) uns 6 pra começar. Mas quando digo NPC to me referindo a personagens que no mínimo tem um nome e sobrenome, e não um atendente qualquer da Lanchonete 24hs. Os npcs tem que ser pelo menos parecidinhos com aqueles antagonistas ou personagens exemplo que vem nos livros da White Wolf: um histórica, dica de interpretação e característica. Pode acrescentar mais coisas, mas isso é o “basicão”!

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Como em Bloodlines eu não uso uma cidade em toda sua gama. Lembra quando falei que usei só 4 bairros do RJ? Então! As vezes “quanto menos melhor”! Se você se dedicar apenas a alguns bairros ou até mesmo ruas, você poderá explorar mais o cenário pra seus jogadores, afinal estamos falando de um rpg de terror pessoal e não um medieval fantástico no qual tem que ter um “mundo pra ser aventurado”. Um exemplo, pra minha mesa de vampiro aqui em Chatotiba pretendo usar na verdade 4 cidades: Chatotiba, Jundiaí, Campinas e São Paulo. Muita coisa? Pelo contrário! Como quem vos fala conhece bem pouco dessas cidades, elas são beeemmm menores! O interessante mesmo vai ser criar a rede de intriga e politicagem entre as cidades, com seus respectivos governantes. Ainda to em fase de projeto, vamos ver como vai sair. (claro que cada cidade de uma vez. A “Fase 1”: Chatotiba terá seu tempinho longo de narrativa até os jogadores serem levados até as outras Fases!

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Depois da fase “Sim City” do jogo, vamos pra parte criativa: Enredo. Nessa parte precisamos criar exatamente aquilo que vamos narrar. Será aquilo que os jogadores vão fazer. Em resumo, essa parte é bem fácil! É só você criar os plots: “No hospital da cidade tem uma bolsa de sangue de lobisomem que o príncipe quer.”, “A baronesa da cidade quer que você busque um artefato místico num hotel mal-assombrado”, “pra ajudar um carniçal atrapalhado, será necessário destruir um enorme armazém que pertence ao Sabá”, e por ai vai. São apenas mini-ideias de aventuras que você pode sair escrevendo aleatoriamente no seu rascunho. Lembra daqueles quadros que a DB fazia de “Rumores e Boatos” em Tormenta? É basicamente isso, so dependerá de você e de seus jogadores se irão completar todas as quests!

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É claro: tenha sempre em mente, pelo menos, um enredo principal, que serve como base pro restante! Se você não tiver no inicio, não se desespere! Logo, logo você vai perceber que ele surgirá de forma incrível no meio do jogo! (afinal, seus jogadores também estão contado esta história!)

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Por fim temos o conflito. Esse é muito parecido com o enredo, porém ele é bem mais específico: “Quem são os antagonistas de seus protagonistas”? Tenham em mente uma coisa: TODA boa história tem um BOM vilão. Sauron, em SdA; Voldermort, em HP; Darth Vader, em SW, e por ai vai… Mesmo que você não tenha a intenção de criar um “Esqueleto pro seus He-mans”, saiba que uma historia sem Antagonistas não é nada! Dentre os livros sobre Antagonistas posso citar: Antagonistas (do nWoD), Guia da Tecnocracia, Guia do Sabá, e, principalmente, Illuminatti (do Gurps). Cada um desses livros vai te dar uma idéia bacana de como apimentar suas historias com antagonistas maneiros, que não precisam necessariamente dar “aquela risada maléfica do Gibelrto Barolli” no final.

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Claro que o termo “antagonismo” pode ser bem genérico. Eu aprendi isso recentemente com o livro “Lugares Misteriosos” do novo Mundo das Trevas. É a velha história da Mansão Mal-assombrada: não é um antagonista real e sim o Lugar per se. As vezes o maior inimigo dos personagens pode ser simplesmente um lugar, uma floresta, construção, um lago, ou simplesmente um Quarto vazio.

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Depois disso tudo, passe tudo bunitim pro Word como se fosse aqueles trabalhos escolares com capinha e tudo, imprima e se divirta!

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Espero que minhas experiências pessoais e dicas os ajudem!

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Abraços!


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“A Websérie de RPG”. Essa era a premissa de Londres de Trevas. A idéia original era recontar minhas sessões de rpg num formato de livro, pra compartilhar com outros aquilo que eu narrava para meus amigos. Entretanto, com o passar dos anos, tal premissa foi ficando pra trás e se modificando. Hoje ela se tornou mais do que “websérie DE rpg” e sim, “Websérie DO rpg”.

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Na verdade, a própria série começou longe de ser algo que eu narrei um dia. Talvez, e principalmente, pq eu não me lembrava mais em detalhes o que eu narrei. Calro, estou falando da Primeira Temporada. Quando Londres foi lançado eu estava narrando a que hoje em dia será a Quarta Temporada, com o Andrew como protagonista. Então… eram mais ou menos um ano e meio de distancia dos tempos que narrei John Kimble e Cia. Mas mesmo assim tinham coisas que não poderiam faltar como por exemplo: a morte do Frank, o primeiro encontro com o Eriol, o nascimento da Ceesun, o primeiro encontro de JK e Gabriela… Em resumo, eram apenas fatos que os buracos deixados foram preenchidos com o decorrer da trama.

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E eu fiz isso durante toda a série. Entretanto, depois da segunda temporada, Londres começou a se tornar REALMENTE um rpg no qual eu voltava a narrar. Cara, eu chega pros meus amigos e perguntava: o que vocês querem jogar? Daí eles: LONDRES DE TREVAS \o/!!!! Claro, estou em referindo especificamente do Sr. Nick Polansk e do Sr. Sebastian West! (abraços, Lucas e Guto!). Com o acréscimo de mais um amigo que também era leitor (Sr. Erick Russell) (Abraços, Raoni!) nasceu assim o que hoje é literalmente o Primeiro Arco da Terceira Temporada.

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Então. A “websérie DE um rpg que narrei” se tornou “websérie DO rpg que to narrando” numa mudança completamente sutil e super divertida. Simplesmente está tudo lá! Eu fiz questão de tomar nota de cada cena que acontecia e isso simplesmente deixou até mesmo o rpg ainda melhor pq os próprios jogadores estavam atentos a tudo que tinha acontecido. Eles chegavam na mesa, depois de uma semana sem jogar, já sabendo exatamente onde pararam.

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Sim, caros narradores, tomem nota: Fazer anotações de tudo que aconteceu no rpg no final da sessão ajuda muito!

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E na hora de passar pro Word percebi que tinha um acervo enorme pra fazer série e, além disso, ainda tinha o conteúdo que já estava planejando pra série pra complementar. Com certeza, mais do que nunca, a Terceira Temporada prometia ser “a maior” de todas! Nisso, comecei a ter várias idéias de como usar o RPG pra ajudar em minhas narrativas.

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Uma delas, e talvez a mais inesquecível, foi o novo combate entre John Kimble e Hiroshi numa das cenas da Primeira Temporada. Nessa mesma época eu tinha dado inicio à reescrita da série e nela eu tentava buscar sempre “um pouco mais” pra colocar na série antiga. Certamente, simular o combate de John em rpg (e em modo “live”) foi uma das experiências mais fantásticas!

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Tudo começou na casa de um amigo meu. Nós nos conhecemos justamente por que ele já era leitor do Londres (claro, como sempre eu contando com a ajuda inprecindível dos leitores^^) e daí, como ele já estava ciente também que o RPG tava aprimorando a série, voltamos pra cada um dos combates narrados na Primeira Temporada. O primeiro foi aquele contra o membro da Irmandade de Tenebras. Entretanto, o combate foi muito rápido e não deu fazer muita coisa de “diferente”. Já o combate contra Hiroshi as coisas mudaram de figura. Primeiro, esse meu amigo já era aluno de Kung Fue sabia algumas coisas de combate. Segundo que, por sermos rpgistas, sabíamos de algumas vantagens e desvantagens que cada um tinha. Foram longas discussões pela madrugada até começarmos a simular perfeitamente, incluído, claro, dados e danos nas fichas.

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O resultado não poderia ter saído melhor! Além do realismo da cena, ela ficou muito mais dinâmica e criativa, algo que talvez só em televisão se é possível conseguir, vide que lá você pode visualizar a cena de um modo amplo. A contagem de dano também me deu uma dose mais dramática pra narrar certos detalhes que pra mim eram difíceis de se imaginar quando estou digitando: como costelas quebradas, braço dolorido, contusões, e por ai vai…

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Novamente, o RPG se tornando muito mais intimo da série do que ela dele.

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E não parou por ai. Com as aventuras de Nick, Erick e Sebastian chegando ao seu fim, logo eu estava empolgadíssimo pra colocar outra historia paralela que enriquecesse mais a Temporada. Como o próximo arco seria estrelado pelo antagonista-mor da série, Derek, então surgiu a idéia de falar do passado dele. Quando ele ainda era apenas um aprendiz de mago e certamente muito mais canalha do que é hoje em dia. Formei novamente um grupo e demos inicio às aventuras.

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Infelizmente, devido a alguns contratempos, não pudemos finalizar a mesa, sobrando pra mim fechar o arco (pros leitores curiosos, nós havíamos parado na parte que o grupo vai pro Inferno). Daí, infelizmente, por falta de oportunidade e tempo (por que vontade não faltava!) essa foi a ultima vez que narrei um rpg baseado no Londres e que virou história. Eu estava muito excitado pra também fazer uma mesa do grupo da Sociedade de Prometeu, mas infelizmente não deu como mesmo. Estava de mudança do Ceará, chegando no Rio demorei alguns meses pra me socializar novamente (“terra estranha, gente esquisita, eu não to legal!”) e acabou que a série voltou a ser como era.

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Entretanto, o que valeu nisso tudo foi o aprendizado. Hoej, como escritor, busco sempre imaginar as situações como seriam numa mesa. Muitas vezes já peguei os dados só pra simular algum tipo de ação que: “nossa! Só em rpg isso acontece!”. E aqui estou levando até o seu fim. Claro que, se uma oportunidade surgir d’eu narrar o Londres novamente certamente irei abraçar de braços abertos!

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Então é isso pessoal. Compartilhando idéias e experiências com vocês, estarei sempre aqui trazendo qualquer “extra” sobre a série!

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Antes de mais nada, mil desculpas por dois dias sem atualizar. Realmente os últimos dias foram complicados pra mim vir e sentar no PC pra fazer qualquer coisa. Hoje então teve uma provinha na seleção de emprego e talz, acordei absurdamente cedo pra chegar na hora… enfim… só 2h30 da manhã é que eu acordei pra poder fazer este post!

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Mas, tudo bem! A vida continua! Aliás, tenho um presentinho aqui pros leitores do Londres de Trevas. Espero que gostem!

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Abraços.


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Uma das perguntas mais freqüentes que escuto desde que criei o Londres de Trevas é: “Quando ele vai sair em livro?”. Bom, a resposta não poderia vir em melhor hora depois de minha visita aos dois dias de RPGCon 2009.1 (sim, pq está previsto o .2). Lá eu pude conversar com as principais editoras de rpg do Brasil, e de quebra planejar como será a transição do Londres da web pras gráficas.

Então, primeiramente vamos esclarecer, eu não tenho uma preferência de Editora, mas vide alguns relatos das próprias editoras tem algumas que estão (definitivamente) cortadas de minha lista. Não vem ao caso eu ficar aqui dizendo quais são e porque estão cortadas, mas pra quem me conhece terá uma vaga idéia de qual estou me referindo.

O que aconteceu… No RPGcon tive uma conversa com as editoras e delas comecei a ficar pensativo sobre essa hipótese de livro. Sempre foi meu objetivo lançar em livro, mas eu nunca sabia quando e como. O editor da Devir foi bastante receptivo, entretanto, ele levantou questões que são obvias pra quem as escuta:

“Não dá pra publicar nada que já foi lançado de graça na rede.”

“O interessante seria publicar algo novo, também de sua autoria, como por exemplo uma continuação da saga. Isso ia atrair tanto novos públicos quanto os veteranos.”

“Ou, tem a opção de aproveitar enquanto você ainda é anônimo e tirar tudo que está na rede pra publicar em livros.”

Não dá pra publicar nada que foi lançado de graça na rede? Tudo cai na rede! A questão é: quem está disposto a ler as mais de mil páginas da Terceira Temporada na web??? Sim, nesses 5 anos de Londres, conheço muitas pessoas que dizem que não lêem o Londres pq ficam com a vista cansada no monitor. (sim, é de você mesmo que estou falando!). Os próprios leitores veteranos dizem que quando um episódio é muito grande (mais de 20 páginas) eles deixam pra ler em partes. Essa é a velha discussão que pra mim já está tomada como encerrada: a internet vai substituir o papel um dia?

Não! Podem vir quantos pdfs você quiser, nada vai substituir a sensação única de você deitar na sua caminha, pegar aquele livro de cabeceira, e fazer aquela boa leitura antes de ir dormir. E quando o assunto é RPG sou mais categórico: NÃO VAI substituir. (Palavras de Eriol… amém!).

Então, além da Devir, minhas conversas com outras editoras interessantes que estavam lá, como a Jambô e (por telefone) a Novo Século firmaram o que realmente falta pro Londres: as provas finais. Tá faltando que este que vos fala tomar vergonha na cara, terminar logo a Terceira Temporada, revisar, diagramar, imprimir e enviar pras Editoras. Claro que numa trilogia não irei começar pela terceira parte. Falta então eu terminar a Reescrita da Primeira Temporada, revisar, diagramar (sendo que este está quase feito, vide que eu digito num .doc), imprimir e enviar. Falando isso até parece fácil, mas não é. A verdade mesmo é que não vejo a hora de acabar logo a 3temp pra poder me dedicar exclusivamente a essa parte do Londres. Tentei meses atrás tocar os três projetos ao mesmo tempo, sabe o que eu descobri? Que eu tinha que escolher entre viver ou digitar o Londres, pq os dois não conseguiam coexistir =/.

E no meio disso tudo temos ainda a Quarta Temporada (ou Última Temporada). O capitulo final de nossa saga onde irei estrear o “verdadeiro” protagonista do Londres de Trevas: Andrew. Só que, depois receber o Choque de Retorno nas conversas com as Editoras sobre o destino que Londres terá que tomar, a 4temp foi a que me deixou mais chocado: ela não será, definitivamente, publicado na web. Não apenas ele como também outros projetos (ex: Voices, mas este ainda estou revendo isso). Pra mim que sou apaixonado pelo “londresdetrevas.com” foi triste ter que tomar essa decisão. Mas, ou era isso ou nunca ter uma decisão concreta do que quero pro futuro do Londres. E livro vem em primeiro lugar!

E assim termina nossa história. O que está decidido hoje:

  1. O que está no ar vai continuar no ar até segunda ordem. Isso inclui as versões reescritas da Primeira e Segunda Temporadas, que ficaram no ar até que eu as tire definitivamente. (OBS: quem estiver acompanhando-as, por favor, me envie um e-mail solicitando as continuações. Não terá problema nenhum eu os enviar pra vocês.)
  2. Quanto a Terceira Temporada irá continuar do jeito que está. Irei postar os Episódios até o fim da Temporada e até lá vai ficando no ar até eu começar a agilizar o lance das publicações.
  3. E a Quarta… bem, essa realmente tem mais chances de sair só em 2015 e em livro! =/

Acho que agora deu pra tirar algumas duvidas de meus leitores sobre o futuro do Londres! Até a próxima então!


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Pra começar o blog pensei em falar sobre um assunto que comentei ontem com um amigo do msn e que durante um bom tempo eu explico várias vezes: “Como eu projeto os episódio do Londres”.

Bom, pra ser sincero isso até pra mim é novidade ^^. Te dou garantias que quando a Primeira Temporada e a Segunda foram escritas nem de longe passou pela minha cabeça “organizar as idéias”. Entretanto, logo no inicio da Terceira comecei a fazer tudo diferente. Por quê? Influências!

Tudo começou quando fui ver os extras de uma série americana que curto muito, Sma… er… bem…, que eu curto muito!  Nela mostrou como eram os bastidores dos escritórios dos escritores e produtores. claro que após muito blá-blá-blá sobre a série, eles logo mostraram como funciona a bagaça. Primeiro eles fazem uma reunião dai surge um Brainstorm (tempestade de idéias) no qual todos dão suas idéias de como deveria ser o episódio. Claro que, quando se está fazendo uma série de longa data e vc já está no meio do caminho de uma temporada, esses brainstorms ficam mais focados “no que precisa ser mostrado”, em virtude dos ganchos e continuidades.

Achei isso fantástico, por incrivel que pareça! Tipo, eu não tenho obviamente um equipe de produção, mas sinceramente, eu NUNCA, até então, parei pra anotar e estravasar todas as minhas idéias pras temporadas. A Primeira e Segunda temporadas de Londres eram feitas ali, na hora, enquanto digitava. Parecia uma narrativa de RPG: só no improviso. Em parte isso até ficou legal, afinal nao teria leitores até hoje! Entretanto, todos concordaram que a Terceira ficou milhões de vezes melhor que as anteriores E, principalmente, melhor estruturada.

Por quê? O simples fato d’eu pegar todas as ideias e jogá-las num quadro fez com que eu enxergasse a série de forma mais abranjente e, claro, organizá-la melhor. E foi a partir desta organização que nasceu a estrutura do Londres como é conhecida hoje: os Arcos.

Inicialmente eu pensei: “Cara… que merda que eu fiz! Criei uma porrada de personagem bons, só que não desenvolvi nenhum! Pior, aqueles que eram pra eu REALMENTE desenvolver, ficaram no banco” (hehehe… desculpa, Guto! :P ). Então, logo no inicio, enxuguei os personagens da segunda e os separei em grupos. Cada grupo teria um arco de história à parte no qual se ligaria à espinha dorsal da trama principal.

Então tivemos 5 arcos: 1 [sebastian, nick e erick], 2 [derek, stephanie e dan viper], 3 [james, keira, matt, phill e spark], 4 [danyael e lilith], e 5 [eriol, michelle e flávius]. Claro que isso foi no inicio, muito antes d’eu escrever o prólogo da 3temp. Hoje cada um desses arcos está um pouquinho maior, e com muitos mais personagens extras.

Dai, olhando pro quadro que tinha em casa (dica: uma lousa, seja de giz ou de pincel, é de uma ajuda Fantástica pros criadores de histórias!), pude planejar melhor a série, já pontuando os principais fatos e deixando bem claro a Trama Principal com seu Começo, Meio e Fim.

Depois de planejada a receita do bolo, vamos fazê-lo! Agora vem as novidades que fui apredendo ao longo desses últimos três anos!

Também influênciado, só que desta vez por um amigo (abraços, Wes!), a partir do episodio 40 (e alguma coisa… :P ) criei o que hoje chamo de “resumo de cenas”. O que é isso?

Nada mais é do que fazer a mesma coisa que fiz com a série antes, so que agora focado num unico episódio. Eu abro uma página em branco no word e começo a escrever bem resumidamente o que pretendo mostrar neste episódio. Exemplo:

Episódio XXX – resumo de cenas
Cena 1: Danyael chegará mais cedo do trabalho esperando encontrar aconhego nos braços de sua esposa Lilith. Entretanto, Danyael pegará Lilith com Sebastian na cama o que levará os portadores das espadas fuderosas num novo conflito – desta vez mortal^^.

Cena 2: Do outro lado da cidade, Eriol passou a madrugada estudando tendando descobrir uma forma de criar uma mulher “Sexy Doll” perfeita pra ele enfim largar de mão de ver filmes pornôs.

Cena 3: a luta entre danyael e sebastian continua (…).

Entenderam como funciona? Isso é bem simples de se fazer e muito fácil! Vcs não tem idéia de como isso ajuda pra baralho!!! Quem pretende ser escritor vai ai uma dica de ouro! Dei essa dica pra outro amigaço do msn (abraços, Luis!), no qual ele pretende (se conseguir encontrar uma vaga em suas 16hs de trabalho) fazer uma mini-série baseada no Londres. Pelo que ele me mostrou a série dele já ta praticamente pronta só com esses resumos de cena. Só falta mesmo fazer! É como eu disse… é igual a uma receita de bolo, depois é só seguir direitinho (ou não) e botar a mão na massa!

Então… é basicamente isso o que eu faço. Quando surge alguma idéia nova eu digito lá num .doc que tenho chamado “brainstorm” (não tenho mais um quadro negro T.T) e antes de fazer qualquer episódio faço esse resumo de cenas. com algumas excessões, como foi o Episódio 50, no qual deixei literalmente a mente fluir ^^ (pra mostrar que improvisações não são tão ruins assim!).

Na próxima, vou falar sobre técnicas de narrativa que também uso. Vou logo adiantando que não será nenhum Tele-curso 2000 sobre histórias e narrativas! Vou contar apenas minha experiencia pessoal. Se não gostar… um abraço!

Até!


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